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1 de Agosto deplora demora na resposta do recurso s sanes

Silva Cacuti - 12 de Abril, 2013

Dez atletas da equipa jnior masculina do 1 de Agosto esto suspensos por um ano

Fotografia: Jornal dos Desportos

Na sequência da suspensão de nove atletas juvenis e do chefe de departamento de andebol do 1º de Agosto, o director para o andebol do clube afecto às Forças Armadas Angolanas, Manuel de Sousa “Jeco”, disse que há mais de 15 dias aguarda a resposta do recurso apresentado à Federação Angolana de Andebol (Faand).

A Faand suspendeu Luís Plácido da Conceição, chefe de departamento do 1º de Agosto, por dois anos e os atletas Áureo Barros, Cláucio de Jesus, Paulo Pascoal, João Kassoma, Hermenegildo Bravo, Elizandro Garcia, Luís Lopes, António Kainda e Joaquim Moreno, por se terem envolvido em desacatos após o jogo da final do campeonato nacional de juniores disputado na cidade do Namibe.

A equipa está impedida de utilizar os atletas punidos, adiou todos os jogos no campeonato provincial de Luanda e quer ter uma solução definitiva do caso.

“Fizemos um recurso há mais de 15 dias e não temos resposta”, disse Jeco.

Para o responsável agostino, os castigos aplicados carregam alguma injustiça pelo facto de serem os mesmos para as duas equipas.

“Segundo a acusação há um agressor e um agredido, mas as penalizações parece não terem isso em conta. Um ano de penalização para atletas juvenis é muito pesado. Entendemos que a penalização devia ser expressa em número de jogos e não suspender um atleta por um ano”, argumentou.
Jeco entende também que, por serem atletas da selecção nacional, como é o caso dos nove atletas suspensos, esta situação devia ser atenuante.

Por parte do Kabuscorp do Palanca foi também suspenso, pelas mesmas razões, João Pedro “Judy”, chefe de departamento, por dois anos e dez atletas por um ano.

O Jornal dos Desportos tentou sem sucesso contactar a direcção da equipa palanquina sem sucesso, mas sabe-se que tal como o 1º de Agosto, também apresentaram um recurso.

Um incidente semelhante, envolvendo atletas seniores femininas de basquetebol do Interclube e do 1º de Agosto, resultou em suspensão de cada uma das implicadas por três jogos.


PROPOSTA
Associação de Luanda sugere multas aos clubes

Durante a recente visita efectuada por Pedro Godinho, presidente da Faand, à Associação Provincial de Andebol de Luanda (Apal), foi informado da preocupação daquela instituição em relação às penalizações que pesam sobre os seus filiados.

Segundo apurámos junto da Apal, um dos assuntos abordados foi o desagravamento das penalizações que estão a pôr em causa a continuidade das duas equipas no campeonato provincial em curso.

“Sugerimos que a penalização fosse transformada em multas, porque neste momento as equipas adiaram os seus jogos, mas estão em vias de desistir. Sabemos da dificuldade que as equipas passam para estar nessa competição. Infelizmente, os clubes fizeram os respectivos recursos sem terem em conta a Associação, mas temos isso como preocupação”, disse um dos responsáveis da Apal.

É a segunda vez que os campeonatos de juvenis de Luanda terminam com casos, depois das admoestações registadas com que a federação penalizou, em 2012, as equipas juvenis femininas do Nacional de Benguela e do Kilambas da Huíla, por alegadamente terem abandonado a competição antes do seu termo.

Os jogadores do 1º de Agosto e do Kabuscorp suspensos são seleccionáveis e a maioria disputou o campeonato africano em que garantiu o apuramento do país para o campeonato do mundo da Hungria, de 7 a 18 de Agosto do corrente.  
SILVA CACUTI.


RECURSO
Executivo da Faand aconselha a esperar


O director executivo da Faand, António Santos, disse ao Jornal dos Desportos que os recursos apresentados pelas equipas do 1º de Agosto e do Kabuscorp do Palanca estão a ser alvo de apreciação pelo Conselho Jurisdicional, pelo que as equipas devem continuar a aguardar.

“O assunto foi remetido ao Conselho Jurisdicional que está a trabalhar e a seu tempo vai pronunciar-se. O secretariado da Federação ainda não tem nenhuma decisão a respeito, saída do Conselho Jurisdicional”, disse.