Jornal dos Desportos

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1º de Agosto exige retirada da residência

Silva Cacuti - 06 de Março, 2014

Resposnsável pelo marketing do 1º de Agosto prestou esclarecimentos ontem

Fotografia: Jornal dos Desportos

O 1º de Agosto, clube Central das Forças Armadas Angolanas, não vai continuar a pagar a renda da residência ainda ocupada por Azenaide Carlos, que rescindiu unilateralmente o contrato que a ligava ao emblema. Luís Plácido «Padas», responsável pelo marketing do 1º de Agosto, falava ao Jornal dos Desportos, em reacção à reportagem publicada neste órgão, que dava conta da iminência de despejo a que a atleta está sujeita.

«Como todo atleta, que o clube dá uma importância, tem alguns benefícios, e a Azenaide Carlos não fugiu à regra. Desde cedo, foi sempre tratada como um talento. O Clube cedeu-lhe uma residência arrendada, e os atletas sabem, que quando o contrato acaba, termina o vínculo», disse.

Diferentemente do que alega a jogadora, Luís Plácido «Padas» realça, que a residência foi cedida e não dada.«Ao terminar o vínculo com o 1º de Agosto, ela sabe, que a residência em que vivia era cedida temporariamente, e paga pelo clube, devia da mesma forma, como veio dizer que já não continuava, dizer que estava de saída e entregar as chaves da casa.

A partir desse momento, cabe ao clube, que recebe a atleta, ficar com a obrigação de lhe dar uma residência, e não ser o 1º de Agosto a suportar despesas com uma atleta, que não faz parte do clube», reforçou.

De forma normal e ética, de acordo com o responsável militar, «era assim, que ela devia proceder», e não esperar, que o clube fizesse um documento escrito a dizer, que tem de devolver o apartamento, até porque, «quando lhe foi cedido o apartamento, não recebeu qualquer documento, que lhe atribuía a titularidade da residência».

Mais adiante, «Pada» exemplificou com o caso do camaronês Fankoua William, que igualmente terminou a ligação com o clube militar, e rumou para o Petro de Luanda. «O Fankoua William terminou o contrato, entregou as chaves e foi-se embora, porque há esta dificuldade da parte dela?», questionou.

Sobre o tempo ou prazo para que a atleta se retire voluntariamente da residência, o responsável militar simplesmente lembrou «quando ela veio dizer, que deixava o clube, já tinha assinado com o Petro, e não estava à espera de assinar pelo Petro, e residir numa casa paga pelo 1º de Agosto».

Aszenaide rescindiu, unilateralmente, e nem sequer houve contactos entre os dois clubes, daí que, deve ser a nova equipa a arcar os encargos da jogadora.

Ela devia mencionar esta necessidade no novo contrato. Não há necessidade de dar prazos, porque o clube nunca procedeu assim.

Todos os atletas, que nos representaram, deixaram as casas onde residiram. Ela tem de consciencializar-se, que não faz mais parte da estrutura do 1º de Agosto. Tem de ser o Petro a assumir esta responsabilidade. Não pode ser ela a decidir, quando é que quer sair da casa».

ANDEBOL
Selecção Nacional masculina de cadetes cumpre programa

A Selecção Nacional de andebol em cadetes masculino, cumpre um estágio pré-competitivo em Leiria, onde prevê disputar entre cinco a seis jogos, antes de disputar o Campeonato Africano da categoria, que se disputa em Nairobi, de 14 a 22 do corrente.

Os dois primeiros jogos foram disputados com a equipa do Juvelis. No primeiro, disputado na terça-feira, a Selecção Nacional perdeu, 31-17, diante da formação sénior. O jogo foi ajuizado pela dupla angolana Pedro Pinto/Élvio Gomes que está em Portugal em formação.

No jogo a equipa angolana esteve muito bem e José Pereira «Kidó», seleccionador, tirou ilações para a continuidade da preparação.«Apesar do resultado, a equipa esteve bem, porque deu para tirar ilações positivas de aspectos técnicos e tácticos, em que estão a trabalhar.

Notámos algumas falhas, que por ser o primeiro jogo para à maioria com jogadores internacionais, ainda se dão, mas, vamos trabalhar sobre eles», disse um membro da equipa técnica.Ontem, a equipa efectuou o segundo jogo, diante da mesma formação, cujo resultado não conseguimos apurar.

A Selecção Nacional recorde-se, trabalhou durante quatro semanas em Luanda, e começou com um grupo de 30 atletas. Em Portugal, José Pereira «Kidó» levou um grupo de 16 atletas com os quais segue para o palco do africano.Angola vai jogar a primeira fase inserida no grupo C, ao lado da Zâmbia e do Quénia. O objectivo da equipa passa pela manutenção no pódio continental.
S.C