Jornal dos Desportos

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1 de Agosto fecha quadro dos angolanos em Cabo Verde

Silva Cacuti - 03 de Outubro, 2019

Fotografia: Jornal dos Desportos

Sem grandes novidades no plantel, mas com rotina do grupo em virtude da recente participação da selecção nacional (forneceu 13 jogadoras) no torneio pré-olímpico, a equipa sénior feminina do 1º de Agosto segue amanhã para a cidade cabo-verdiana da Praia, onde vai defender o título da Taça dos Clubes Campeões Africanos.
Abordado sobre o actual estado da equipa, à chegada da selecção nacional do torneio pré-olímpico de Dakar, Senegal, Morten Soubak, que acumula as funções no clube e na selecção nacional, disse que \"tinha pouco a fazer\".
\"Vamos descansar dois dias e partir para a competição continental\", disse.
Com perspectivas renovadas está o Petro de Luanda, que inscreveu três jogadoras novas para completar o plantel e entrar na disputa pela recuperação do troféu perdido em 2014 para as rivais agostinas.
O Petro de Luanda foi ao Inter do Congo buscar a polivalente Suzanne Mambou e namora também Sara Mendes, a meia-distância do Electro do Lobito, que vai à Praia, cedida por empréstimo, mas que pode ficar no clube tricolor por mais tempo.
Vivaldo Eduardo, técnico das petrolíferas, vai contar também com uma guarda-redes nova, a russa Viktoriya PolshiKova, que actuava no Maccabi Rischon Lezion da Rússia.
Depois de ter perdido a coroa continental em 2014, o Petro de Luanda tentou recuperar, sem sucesso, em 2015, e falhou a prova em 2016 e 2017. Na edição do ano passado, as petrolíferas voltaram a inscrever-se e perderam na final por 21-25 a favor do 1º de Agosto.
As militares do Rio Seco vão jogar no grupo preliminar A com o DGSP do Congo, Heritage da RDC, Atlético de Mindelo de Cabo Verde e Bandama da Costa do Marfim.
O Petro de Luanda vai jogar a primeira fase da Taça dos Clubes Campeões inserido no grupo B, conjuntamente com o Abo Sport do Congo, EvabuKa da RDC e FAP dos Camarões.
Na classe masculina, o Interclube vai ser o único representante angolano. A equipa campeã nacional e orientada por José Pereira \"Kidó\" está desde ontem na capital cabo-verdiana. É um regresso do emblema afecto à Polícia Nacional que tinha jogado a prova pela última vez em 2010.
O objectivo do representante angolano passa pela entrada na zona de medalhas. Para dar corpo ao objectivo, o clube arregimentou ao plantel campeão os internacionais Sérgio Lopes e Edivaldo Ferreira Moreno. O Interclube vai jogar a primeira fase inserido no grupo A ao lado do JSK da RDC, Red Star da Costa do Marfim, Sporting Clube de Alexandria do Egipto e Atlético de Mindelo de Cabo Verde.
A reunião técnica está prevista para amanhã. A prova disputa-se de 5 a 13 do corrente nas renovadas quadras dos remodelados pavilhões Vavá Duarte e o polivalente do Bairro.
                                                                                 
AUSÊNCIA NO TORNEIO
Camarões pode ser suspenso


A ausência inesperada e comunicada à última hora à organização do torneio pré-olímpico disputado em Dakar, Senegal, de 26 a 29 de Setembro, pode custar à Federação Camaronesa uma multa de cerca de 20 mil dólares norte-americanos e dois anos de suspensão de todas as provas da Confederação Africana de Andebol (CAHB).
O assunto da desistência da selecção camaronesa vai constar da agenda da reunião do Comité Executivo, que vai decorrer em Cabo Verde à margem da 41ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos, que aquele país acolhe na cidade da Praia, segundo Pedro Godinho, vice-presidente da CAHB. O dirigente angolano nada mais disse senão confirmar a realização da reunião e a inclusão da abordagem na agenda.
Uma fonte contactada pelo Jornal dos Desportos, refere que o regulamentado para estes casos de desistência, caso a fundamentação não convença a Confederação, é a suspensão por dois anos e uma multa equivalente a 20 mil dólares norte-americanos. A suspensão não afecta os clubes, mas todas as selecções camaronesas.
A ausência camaronesa foi também comentada por Fred Bougeant, francês que orienta a selecção do Senegal. Bougeant fez o seu comentário, depois de ver alterado o calendário da prova reduzido a três equipas.
\"É uma pena. O andebol é o grande perdedor. É uma verdadeira falta de respeito pela Federação senegalesa, porque os organizadores se esforçaram há muito tempo, para realizar o primeiro grande evento de andebol no Senegal com quatro equipas. Houve uma verdadeira decepção para as nossas atletas, que estavam preparadas para entrar em cena no primeiro dia. Esta é uma competição olímpica e da IHF; não é um torneio de bairro. Espero que seja por razões válidas, porque dificilmente podemos desculpar, pelo menos, poderemos entender\", comentou na altura.