Jornal dos Desportos

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Alex Aprille apresentado s Prolas

Silvia Cacuti - 06 de Junho, 2017

Seleco Nacional prepara Mundial da Alemanha

Fotografia: Jos Cola | Edies Novembro

Desde ontem em Portugal para o primeiro estágio, visando o Campeonato do Mundo da Alemanha, em Dezembro do corrente, as integrantes da Selecção Nacional sénior feminina de andebol têm hoje o primeiro contacto com Alex Aprille, técnico brasileiro, indicado por Morten Souback, para adjunto da agremiação.Grande parte do grupo conhece Souback, embora seja a sua primeira missão enquanto seleccionador nacional. O dinamarquês orienta o 1º de Agosto em Angola, mas Alex Aprille é um nome novo. É um treinador que já trabalhou com Souback como adjunto na selecção brasileira.

Segundo apurámos, Alex Aprille rejeitou um convite para orientar interinamente a selecção do seu país no torneio Pan-americano, a disputar-se a partir de 18 de Junho na Argentina, para assessorar o técnico principal no conjunto angolano. Edgar Neto é o segundo colaborador de Morten Souback.

A selecção nacional está desde ontem em Gaia, Portugal, onde cumpre estágio até 13 do corrente. Durante a preparação, a equipa nacional vai defrontar duas vezes, nos dias 10 e 12 do corrente, a similar da Noruega, campeã mundial.Morten Souback, nesta sua primeira missão, levou as atletas Teresa Almeida \"Bá\", Swelly Simão e Neyde Barbosa (guarda-redes), Ruth João, Albertina Kassoma, Ríssia Oliveira (pivôts), Janete dos Santos, Claudete José, Vilma da Silva, Natália Kalamandua (pontas), Manuela Paulino, Vilma Nenganga, Magda Cazanga, Juliana Machado, Joana Costa, Isabel Guialo, Dalva Peres, Kássia César e Aznaide Carlos (meias-distância).

Morten Souback projecta a preparação para o Campeonato Mundial com objectivo de aproximar o conjunto nacional à zona de medalhas. Até lá, a Selecção vai disputar mais dois torneios no Japão e na França. O treinador dinamarquês abrandou os ânimos dos amantes do andebol que tendiam a fazer comparações com o trabalho por si desenvolvido no Brasil, onde chegou a ser campeão.

\"Não temos as condições que têm os treinadores da Hungria, Dinamarca, França, Rússia e Roménia; também não temos o número de atletas de alto nível; não temos uma \'Champions League\'; não temos uma liga de 18 equipas e não vamos ter. Temos o que temos. Então seria muito esperar que as meninas, de um dia para outro, chegam a ter o mesmo nível da Alemanha\",alertou.