Jornal dos Desportos

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Angola celebra dia do andebol

20 de Maio, 2014

Selecção sénior feminina de andebol é a mais titulada no continente seguida da de basquetebol masculina

Fotografia: Jornal dos Desportos

Hoje é Dia Nacional do Andebol. A efeméride é celebrada com maratonas desportivas em todo o país, com destaque para as camadas de massificação.A direcção de Pedro Godinho, presidente da Federação Angolana de Andebol, pretende levar a modalidade às diferentes localidades municipais de forma a torná-la mais nacional, bem como atrair o maior número de praticantes. Com o objectivo de manter os títulos conquistados em África, a Federação aspira elevar a qualidade de potenciais atletas às selecções nacionais.

A estratégia da Federação teve o seu primeiro impulso a realização da Supertaça Francisco Almeida fora da cidade de Luanda. A terra da Palanca Negra Gigante, Malanje, acolheu o jogo entre o Petro de Luanda e o 1º de Agosto a 5 de Abril último. A juventude local teve uma experiência nunca vivida, quando se deparou com as coqueluches do andebol africano. No rosto das fãs, a alegria confundia-se com tantas lágrimas de felicidade.

A história do andebol angolano está muito ligada à independência nacional. A 20 de Maio de 1974, um grupo de homens decidiu massificar o andebol no território que hoje dá lugar a República de Angola. Face à demanda de potenciais atletas, a 17 de Outubro de 1974 foi constituída a Federação Angolana de Andebol, a mais antiga do país. Passados 40 anos, o andebol é a jóia do desporto angolano. É o desporto com mais praticantes jovens em todo o país, filiados em clubes e  núcleos, com destaque para as províncias do litoral.

Em 39 anos de existência do país, a Selecção sénior feminina arrecada o maior número de títulos em África: são11. A equipa sénior feminina do Petro de Luanda é senhora e rainha no continente africano. Nenhum outro clube se aproxima do recorde das petrolíferas, quer na Taça de Clubes Campeões, quer na Taça Babacar Falls. Em masculino, Angola é a quarta potência continental.

O sucesso da Federação deve à sua liderança. Desde a fundação, nove pessoas lideraram o conclave. Francisco António de Almeida foi o primeiro presidente e o seu mandato pautou-se com a organização da Federação. A seguir, Hélder Moura assumiu o cadeirão num momento em que o andebol  preparava-se  para dar os primeiros voos em provas internacionais e acolhimento de eventos internacionais.

Marcelino Lima é o terceiro presidente na história da Federação Angolana. Depois de servir clubes portugueses, o antigo praticante trouxe o saber e a experiência à instituição. Pouco tempo depois, o desejo de servir foi interrompido por questões de saúde. Marcelino Lima abdicou da presidência.O vazio foi colmatado por Sardinha de Castro, antigo funcionário de um órgão estatal que respondia pelo desporto.

Assim, entra na história como o quarto presidente da Federação Angolana de Andebol. Ainda passaram como presidente da Federação Angolana de Andebol, outros nomes como Hilário de Sousa e Archer Mangueira. Pedro Godinho, que cumpre o segundo mandato na direcção, também foi antigo praticante.