Jornal dos Desportos

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Modalidades

Angola começa "jogos da dignidade"

03 de Agosto, 2016

A primeira comitiva a apanhar o susto e se manifestou foi a selecção espanhola

Fotografia: Santos Pedro

Sem pressão mas com esperanças de surpreender quem se distrair, Angola entrará em cena, com a estreia da selecção sénior feminina de andebol, já no sábado, frente à Roménia, para o Grupo A dos Jogos Olímpicos, motivo comentado hoje pelo secretário de Estado dos Desportos, Albino da Conceição.

Segundo o responsável, todos os atletas apurados por mérito próprio para Rio2016 estão em condições de brigar por algo digno, mesmo que se saiba que as dificuldades serão evidentes em face do ciclo preparatório na componente desportiva.

De acordo com Albino da Conceição, espera-se mais empenho e resultados satisfatórios no maior evento multidisciplinar desportivo do mundo e explica as razões da convicção: “Satisfatório significa que todos consigamos perceber que os que estão em campo estão ansiosos, esforçados e vão procurar encarar de igual para igual os seus adversários”.

Distribuindo as esperanças em dose similar para todas modalidades em que o país se faz presente no Rio2016, reconhece que a “tarefa é difícil” e justifica a posição com o próprio modelo de disputa na grelha da competição dos Jogos Olímpicos, tendo considerado que o “factor sorte” terá pouca influência.

“Ainda assim, esperamos que os atletas se dediquem e se empenhem, mostrem que estão a representar o continente (sobretudo do andebol feminino), e consigam as metas traçadas e anunciadas antes de partir para Rio de Janeiro. Noutras modalidades, esperamos que, pelo menos, consigam melhorar as suas marcas pessoais”, esclareceu.

Mesmo com a preparação modesta da comitiva angolana, resultante da crise económica e financeira provocada pela queda do preço do petróleo – principal fonte de receita do estado angolano, conforma-se na “velha máxima” do desporto, observando que  “todos os atletas estão nos Jogos para ganhar”.

A três dias dos Jogos Olímpicos, Albino da Conceição, que se encontra na “cidade maravilhosa” desde domingo para seguir a cerimónia de abertura da próxima sexta-feira, defende apenas que os “heróis” angolanos lutem pela dignidade, superando as dificuldades e adversidades. Angola estreou-se em Jogos Olímpicos em 1980, em Moscovo, na antiga União Soviética. Em oito participações, nunca conquistou medalhas.

Sonho que 124 atletas olímpicos de sete modalidades não conseguiram, mas que os 25 presentes no Rio 2016, em andebol, remo, natação, judo, atletismo, vela e tiro mantêm em aberto, mesmo que pareça utópico...