Jornal dos Desportos

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Modalidades

Angola começa com o Congo

Silva Cacuti - 16 de Janeiro, 2014

Angolanas e tunisinas são apontadas como as prováveis finalistas da competição

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Selecção Nacional feminina de andebol, também conhecida por “Pérolas”, começa hoje a defesa do título continental diante da similar da República do Congo, em jogo marcado para as 14h45, no Pavilhão OMS Coupole.

A partida é pontuável para a primeira jornada do grupo B.As duas equipas não se defrontaram no campeonato passado, no qual as congolesas ocuparam a modesta sexta posição. Na verdade, não era preciso que se defrontassem para se aferir o favoritismo da Selecção Nacional que entra com estatuto de detentora do título, há oito edições consecutivas.

O jogo, na verdade, vai ser a continuidade da preparação da Selecção Nacional, já que não se espera grande grau de dificuldade. O seleccionador nacional, Vivaldo Eduardo, vai ter a possibilidade de efectuar avaliações do desempenho das atletas para encontrar as melhores soluções para os jogos de maior dificuldade.

O treinador deve começar com Maria Pedro, à baliza; Marcelina Kiala, Isabel Guialo, Azenaide Carlos, à meia distância;Wuta Dombaxi, na posição de pivot; Joelma Viegas e Natália Bernardo, na posição de pontas.

No banco de suplentes estão Isabel Fernandes, Teresa Almeida, Cristina Branco, Magda Casanga, Matilde André, Albertina Cassoma, Juliana Machado, Carolina Morais e Lurdes Monteiro.Na segunda jornada, as Pérolas defrontam a Guiné Equatorial, no dia 18; na derradeira ronda da fase de grupos medem forças com a Tunísia. As quatro selecções de cada grupo apuram-se para os quartos de final, nos quais jogam com as do outro grupo, em sistema cruzado, para se encontrar os semi-finalistas.

ANDEBOL  CAMPEONATO AFRICANO ARGEL'2014
Angola e Tunísia na pole position


A cidade de Argel, capital da Argélia, a mais populosa do país, com mais de dois milhões de habitantes, acolhe a partir de hoje a XXI edição dos campeonatos africanos de andebol em ambos os sexos. Duas dezenas de equipas em representação de 13 nações estão inscritas, sendo 12 na prova masculina e oito na feminina. Além de competirem para o alcance dos objectivos a que se propõem, as selecções vão também experimentar a hospitalidade da capital argelina.

No que se podem considerar pontos de interesse, a Kasbah de Argel, que contém as ruínas da cidadela, antigas mesquitas e palácios de estilo otomano, importantes vestígios duma antiga estrutura urbana, chamam a atenção. É Património da Humanidade.

Mas há ainda a Basílica Notre-Dame d'Afrique que é um regalo para quem se desloque a Argel.Neste cenário, pintado com uma mescla entre a antiguidade e a modernidade do pavilhão “Cheraga”, erguido para acolher os jogos da competição, cada equipa quer deixar a sua marca.

A Selecção Nacional feminina de Angola e a masculina da Tunísia são candidatas à revalidação dos títulos continentais em sua posse. Por isso, são apontadas como alvos a abater.Na classe masculina, com o Egipto a ficar cada vez mais distante das possibilidades do título que perdeu em 2010, quando acolheu o campeonato, a Argélia, vice-campeã e anfitriã, tem a natural ambição de destronar os tunisinos e assumir, de facto, o papel de segunda maior força do andebol masculino no continente. A Argélia venceu a prova seis vezes, a última em 1996, em Cotonou, Benim.

Os faraós ainda podem surpreender. Surpreender é uma ambição também sustentada pela equipa angolana que depois do único bronze conquistado em 2004 no Egipto, teve dois quartos lugares em 2006 e 2008. Daí em diante, a Selecção Nacional foi arredada das zonas próximas de medalha.Filipe Cruz, seleccionador nacional, pretende o retorno ao pódio e está em Argel com esperança renovada. Camarões, Senegal, Gabão e Congos vão animar a luta.

O pódio da prova feminina é cobiçado há dezenas de anos pela Tunísia que desde 2006 só falhou a final na prova realizada em Luanda. Cansadas de perder com Angola, as tunisinas chamaram Paulo Pereira, ex-seleccionador de Angola, para as orientar na luta pelo título africano.

Mouna Chebbah, influente jogadora do plantel tunisino, justifica a vontade de vencer dizendo que “é legítima, depois dos progressos da equipademonstrados no recente campeonato mundial da Sérvia”.

A especialidade feminina perdeu um importante elemento de competitividade com a crise do andebol marfinense, mas começa a receber outros valores como a RDC. Célestin Mpoua, técnico da RDC, refere que a ambição da sua equipa é voltar a apurar-se para o campeonato do mundo de 2015 e que a competição da Sérvia, em que fez estreia, serviu para preparar o conjunto para Argel.

A Argélia, que defrontou Angola e fez bons resultados no estágio, 15-19 e 18-22, quer um bom registo. E diante do seu público, pode causar dissabores a qualquer adversário.

GRUPOS
MASCULINO


Grupo A - Tunísia, Egipto, Camarões, Senegal, Gabão e Líbia
Grupo B - Angola, Argélia, Marrocos, Congo, RDC e Nigéria

FEMININO

Grupo A - Argélia, RDC, Senegal e Camarões
Grupo B - Angola, República do Congo, Guiné Equatorial e Tunísia.

DESFORRA
Equipa de masculinos
reencontra Marrocos


Desforra é o sentimento que deve nortear hoje o jogo de estreia da Selecção Nacional masculina de andebol, quando defrontar a similar de Marrocos para a abertura do grupo B do campeonato africano. O jogo decorre no recinto do Harcha Hacene, às 12h15. Angola e Marrocos defrontaram-se pela última vez nos quartos de final do campeonato passado, quando os marroquinos foram anfitriões. A equipa magrebina venceu por 24-22 e arredou Angola da meia-final e daí o sentimento de desforra.

A Selecção Nacional deixou bons indicadores no estágio que efectuou na Sérvia, mas começa o campeonato a efectuar provavelmente um dos jogos mais difíceis nesta prova, sem descurar a partida contra o anfitrião, na terceira jornada, no dia 18.O jogo pode começar já a definir o rumo das duas selecções, para a disputa dos quartos-de-final, uma vez que a par da Argélia, Angola e Marrocos são favoritas aos primeiros quatro lugares do grupo.

O seleccionador nacional Filipe Cruz tem ao seu dispor os atletas Giovani Mwachissengue, Edmilson Gonçalves e Custódio Gouveia (guarda-redes); Adelino Pestana, Sérgio Lopes, Edivaldo Ferreira, Romeu Hebo e Manuel Nascimento (meias-distâncias); Augusto Pedro, Fernando Teka, Gabriel Teka (pivots); Elcimar Pedro, Adilson Maneco, Belchior Camuanga, Elias António e Edgar Abreu (pontas). A Selecção Nacional vai jogar a segunda jornada amanhã, diante da Nigéria e no dia 18 defronta a equipa anfitriã para a terceira jornada.

JOGOS LUSÓFONOS
Primeiro grupo
escala Nova Deli


O primeiro grupo da caravana angolana à III edição dos Jogos da Comunidade dos Povos de Expressão Portuguesa, a decorrer de 18 a 29 de Janeiro, na cidade indiana de Goa, são aguardados hoje às 14h45 (de Angola) na capital indiana, Nova Deli, por uma comissão do comité organizador. As dificuldades na ligação aérea entre Dubai e Nova Deli estão na base da partilha da delegação angolana.

Os primeiros membros dos 150 eleitos embarcaram ontem para a Índia. A missão é chefiada pelo vogal de direcção do COA, Carlos Rosa, presidente da Federação Angolana de Atletismo. O dirigente está acompanhado por Igor Monteiro, secretário-geral da Federação Angolana de Ténis de Mesa; Manuel Pimenta, seleccionador nacional masculino de ténis de mesa; e os mesatenistas Hermenegildo Agnelo, António Lemos, Aléssio Peter, Elisandro André, Edvânio Neto, Jerusa Borges, Maria Samalinha e Isabel Albino.

Dos oficiais médicos viajaram os funcionários Maria Stella, Agostinho Matamba, Eugénio dos Prazeres, António de Sousa, António Albuquerque, Graça Maria Bandeira, Ndona Soba, António Caindo e Jorge Ferrão.Os outros integrantes da modalidade de ténis de mesa partem hoje para a Índia. O grupo é composto pelas atletas Ruth Tavares e Carla Ferreira e os dirigentes Manuel Morais, secretário executivo; e Gustavo Carneiro, membro da Associação Provincial do Namibe.Segundo a planificação elaborada pelo COA, os integrantes das Selecções Nacionais de basquetebol masculino e de judo viajam no dia 19; taekwon-dó e voleibol de praia, no dia 20, e o basquetebol feminino, a 21.
 ÁLVARO ALEXANDRE