Jornal dos Desportos

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Modalidades

Angola defronta a Holanda no Mundial

06 de Dezembro, 2015

Selecção nacional defronta hoje a selecção holandesa em partida com prognóstico difícil naquele que é o primeiro confronto entre as duas formações em Campeonatos do Mundo

Fotografia: José Cola

João Florêncio, por Angola, quer apagar o 16º lugar da herança recebida de Vivaldo Eduardo, o seu antecessor. Henk Groener, treinador da Holanda, assume o objectivo de melhorar o 13º lugar do último mundial. Não existe um conhecimento prático entre os dois conjuntos, mas de teoria, cada treinador sabe com que deve contar. João Florêncio sabe que vai ter pela frente uma equipa motivada, das que mais cresce no universo da modalidade, e que, fruto deste crescimento, pela primeira vez consegue uma sequência de três participações consecutivas em mundiais (2011, 2013 e 2015), em nove presenças.

A Holanda fez o 7º lugar no Euro de 2014, a sua melhor prestação de sempre. É uma selecção que fez a sensação no mundial de 2005 em que obteve o 5º lugar e, tal como Angola (7º em 2007), acusou o peso da responsabilidade. Não se apurou para o campeonato mundial de 2009 e quando regressou teve um 15º e 13º lugares. "Uma equipa, um sonho" é o slogam que anima a equipa holandesa que tem quase todas as suas integrantes a actuar fora do seu país, nas maiores ligas do mundo, como Dinamarca, Noruega, Roménia e Hungria. Cornélia "Nycke" Groot, Lois Abbingh (meias-distâncias) e Ivette Broch (pivot) são as principais unidades da Holanda.

No caminho para o campeonato mundial, a Holanda afastou a República Checa.

A nova filosofia de jogo com que João Florêncio pensa apresentar Angola, nesta competição, pode ser um factor favorável ao conjunto angolano. A selecção nacional apresenta na Dinamarca algumas atletas que devem deixar registos na história do andebol. Natália Bernardo, central, mais de 200 golos apontados ao serviço da selecção, teve sempre o seu brilhantismo ofuscado por atletas com as quais não podia competir, como a sua irmã Marcelina Kiala. Espera-se muito de si neste mundial.

Azenaide Carlos, Luisa Kiala e Isabel Guialo podem ser apostas certas para direccionar o jogo de Angola para o rumo da Vitória. Na Baliza, Bá e Cristina Branco são a confiança do grupo. Diferentemente de outras edições, a selecção nacional chega ao palco do mundial sem a coroa de campeã. Foi a terceira classificada do último campeonato africano e a última na ordem do apuramento, mas está motivada por ser das poucas equipas já apuradas para o torneio olímpico do Rio de Janeiro'2016. Ontem, na estreia, a selecção nacional defrontou a Suécia.