Jornal dos Desportos

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Angola soma e segue

Silva Cacuti - 30 de Novembro, 2016

Ao intervalo a partida registava vantagem de 16-9 para o sete nacional

Fotografia: M. Machangongo



A Selecção Nacional sénior feminina de andebol somou ontem a segunda vitória consecutiva no 22º Campeonato Africano que decorre em Luanda, ao passar pela congénere do Senegal, por 31-18, com grande actuação da capitã de equipa Natália Bernardo que apontou oito golos.

Ao intervalo a partida registava vantagem 16-9 para a Selecção Nacional. Angola lidera o grupo A com 4 pontos contra dois do Senegal e Camarões.

A Costa do Marfim e a RDC ainda não pontuaram.Muita parra e pouca uva, é o que se pode dizer da expectativa em torno do jogo da selecção senegalesa diante da angolana, disputado ontem, no fecho da segunda jornada do grupo preliminar A. A auspiciosa exibição do conjunto senegalês diante da vice-campeã RDC, em que venceu por claros 28-22 levantou muitos comentários sobre o resto da prestação da equipa senegalesa na prova.

Aliás, o verbo sobre as ambições senegalesas começo a ser conjugado ainda em território senegalês, quando definiram como meta chegar ao pódio e ignorar que na edição anterior estiveram num modesto sexto lugar.

A RDC está a evoluir muito, nas duas últimas edições logrou as inéditas medalhas de bronze e prata,  mas não está ao nível de Angola, daí que o seu jogo não deve servir de parâmetro para o jogo de Angola.A pensar assim,  Frédéric Bougeant, treinador francês ao serviço do Senegal, lançou suas atletas para a quadra com disposição de fazer um jogo de lá e cá com Angola.

Deu-se mal. Nalguns momentos aparecia no jogo, com serviço mostrado pela ponta laura Lerus ou a ce Camará, mas sem assustar a equipa angolana que soube construir vantagens tranquilizantes no marcador.

As senegalesas anularam a primeira vantagem de 3-0 conseguida por Angola, nos instantes iniciais da contenda e empataram. Para não deixar dúvidas sobre suas intenções Angola esticou o resultado para 11-3, aos 17 minutos. Alguma displicência da equipa angolana, permitiu jogo às senegalesas que chegaram aos 9 golos ao intervalo. Nesta fase Filipe Cruz lançou para a quadra Magda Cazanga que, com grande eficiência recuperou o jogo ofensivo de Angola.

A defesa, ora 6X0, ora 5X1, cumpria seu papel. Na baliza Bá e Neide revezavam-se.

O segundo turno do jogo trouxe um Senegal, ainda esperançado, que encontrou uma Angola mais confiante. O público trabalhava com a equipa e apupava o ataque senegalês. Aos 40 minutos, com 23-12, o jogo estava arrumado. O Senegal, sem pernas, já convencido de que era impossível travar as pérolas. A defensiva angolana seguia coesa. Filipe Cruz rodava o plantel e o pavilhão estava em festa.