Jornal dos Desportos

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Modalidades

Congo Brazzaville derrota Argélia

Rosa Napoleão - 30 de Novembro, 2016

Congo Brazaville derrotou a similar da Argélia

Fotografia: M. Machangongo

A selecção do Congo Brazaville derrotou ontem a similar da Argélia, por 25-19, em partida referente a primeira jornada do Grupo B da 22ª edição do Campeonato Africano de Andebol sénior feminino, prova que decorre desde segunda-feira no Pavilhão  Arena do Kilamba.

Diante da grande superioridade das congolesas, que dominaram o jogo do princípio ao fim, as argelinas ficaram totalmente perdidas e não conseguiam travar as acções ofensivas da sua adversária, que se mostrava mais forte em todos os aspectos.  As congolesas venciam por 8-2, nos minutos iniciais da partida.

O jogo começou a mudar de ritmo já perto do intervalo, quando as argelinas empenhavam-se para chegar ao empate, chegando mesmo perto com o resultado de 10-11. Muita luta se passou, apesar das tentativas das argelinas que falhavam sistematicamente nos aspectos defensivos. 10-13 foi o resultado ao intervalo. No reatamento as argelinas continuavam apáticas, dando sempre espaços para as congolesas subirem no marcador.

Não tardou e  o placard registava 13-16. A atitude imatura das atletas argelinas desagradava o técnico, que de tanto reclamar, recebeu um cartão amarelo.

Volvidos mas alguns minutos do confronto, as argelinas melhoraram significativamente o seu jogo ofensivo, tendo reduzido a vantagem das congoleses para apenas um golo de diferença 16-17. A ingenuidade das argelinas, a fraca leitura, aliada a lentidão em que actuavam as jogadoras, permitiu que as congolesas continuassem a liderar o placar.

AJUSTE DE CONTAS
Camarões \"caem no prato\" das angolanas


Depois de passeio nas duas jornadas, as angolanas degustam hoje bons \"camarões\" para retemperar as energias, antes de disputar a última partida da primeira fase do 22º Campeonato Africano das Nações sénior feminino, que decorre no pavilhão multiusos do Kilamba em Luanda. Angola e Camarões protagonizam o jogo de destaque da terceira jornada do grupo preliminar A.

Vai ser um jogo especial, que vai trazer à memória das angolanas o Palácio dos Desportos, em Kintelé, na República do Congo, onde as camaronesas tiveram o atrevimento de empatar a final dos Jogos Africanos, a 28 golos, no tempo regulamentar. O resultado obrigou as angolanas a recorrer ao estatuto de \"mamães\" africanas para erguer o troféu em disputa no prolongamento. Angola venceu por 33-29.

Foi um dia de aperto para os amantes da modalidade em Angola. Houve gente que sofreu durante aqueles 60 minutos de jogo. Hoje, às 19h00, a equipa angolana pode cobrar das adversárias a factura por aquele mau bocado por que os angolanos passaram.

A prestação da equipa camaronesa nos Jogos Africanos representou o principal indicador da sua evolução, depois do 7º lugar conseguido na 21ª edição do CAN disputado na Argélia em 2014.

Hoje, além do poderio de jogo angolano, Eleutério, técnico dos Camarões, vai encontrar outras adversidades, se tiver o jogo de Brazzaville como referência para defrontar a equipa angolana. A começar pelo palco que não é aquele onde tinha toda  a África a torcer para que derrube Angola do título. Aqui, vai ter milhares de angolanos a empurrarem a sua selecção.

Por outro lado, não é o mesmo grupo de trabalho, orientado na altura por João Florêncio, técnico de primeira viagem no andebol continental. Apesar de estar a fazer a sua estreia em campeonatos africanos das nações, Filipe Cruz, seleccionador nacional, já tem andanças em provas do género com a selecção masculina e também na Taça dos Clubes Campeões.

Angola tem um novo conjunto. Marta dos Santos, Teresa Leite, Lurdes Monteiro, Elizabeth Cailo, Elizabeth Viegas, Matilde André e Maura Galheta, que jogaram aquela final, não constam do grupo de hoje.

É uma nova Angola, favorita e apostada em recuperar o que é seu. Uma Angola, que apesar da entrada de caras novas, a cada dia consolida a sua filosofia de jogo. Neide Barbosa, a experiente guarda-redes, tem dado confiança à equipa, enquanto as unidades de campo cada uma espera a sua vez de se mostrar influente.

GRUPO B
Tunísia testa diante do Congo

A selecção da Tunísia detentora do título africano em andebol feminino defronta hoje o Congo para o grupo B da prova que decorre no Pavilhão Multiuso do Kilamba, desde segunda-feira. O jogo não é fácil para as duas equipas, uma vez que os objectivos convergem na obtenção da vitória.

A Tunísia, como campeã em título, apresenta-se como a grande favorita da partida. Para além do historial excelente, estreou-se na competição com uma vitória frente a equipa da Guiné Conacry por 34-22. É uma equipa bem estruturada e com jogadoras experientes, em que se destacam Amal Hamrouni e Khouildi Inês.

A primeira lidera a lista de melhores marcadoras da competição.O Congo também se destaca no número de títulos continentais. É uma inquilina \"habitué\" da competição africana, que nos últimos anos procura reerguer-se para voltar a constar entre as \"grandes\", hoje dominada por Angola e Tunísia.

Com alguma dose de sorte, as congolesas vão chegar à segunda vitória da competição, depois de ter derrotado ontem a frágil Argélia por 25-19. Na partida de estreia, a eficácia obtida resulta dos desperdícios das adversárias. A equipa do Congo apresentou fortes debilidades nos contra-ataques e na defesa, indicadores podem ser explorado pelas campeãs africanas para impingir a primeira derrota.

A partida vai começar a definir o posicionamento final da primeira fase da competição. A fuga do quarto lugar promete esquentar o grupo B. Nenhuma equipa quer cruzar-se com Angola.A jogar diante do seu público, as Pérolas são aguerridas.

É com esse pensamento que o Congo pode imprimir muita rapidez, agressividade e apostar com êxito das finalizações para evitar Angola.
ROSA NAPOLEÃO


GRUPO A
Costa do Marfim defronta a RDC


Depois de se estrear com derrota e beneficiar de um dia de folga, a República Democrática do Congo entra hoje na quadra do pavilhão Multiusos do Kilamba, em Luanda, para defrontar a Costa de Marfim, em partida da terceira jornada do grupo A do Campeonato Africano das Nações sénior feminino, que decorre até o dia 7 de corrente.
Ferida do orgulho, a equipa do técnico Mpoua Celestin procura a primeira vitória na prova de Luanda e, para o efeito, deve melhorar nas perdas de bolas, um facto que contribui na derrota diante do Senegal na estreia. O seleccionador congolêsl prometeu reforçar as vice-campeãs africanas para evitarem a segunda derrota na competição. O \"sete inicial\" pode ser novo, mas a liderança está entregue a Mwasesa Cristine, a meia-distância que joga no 1º de Agosto.

Do outro lado da quadra está a Costa de Marfim, uma equipa que aspira repetir o feito de 2008. No Campeonato Africano das Nações daquele ano, em Luanda, disputaram a final diante das anfitriãs. É com esse pensamento que hoje enfrentam as actuais vice-campeãs continentais.A derrota de diante de Angola faz parte do passado. Agora, as baterias estão viradas para a conquista de novas vitórias. Perante a RDC, as marfinenses podem inspirar-se na força do Senegal para lograr a vitória. A velocidade e o contra-ataque são os aspectos a apostar.  

A diferença entre a RDC e Costa de Marfim reside na qualidade do passe e na experiência das suas integrantes. As congolesas democráticas podem entrar hoje na quadra mais agressiva que no primeiro jogo para desinibir os intentos das marfinenses. Essa foi a chave da vitória no confronto das meias-finais de 2014, quando se desfizeram das argelinas, então anfitriãs.

Mpoua Celestin está ciente que, para contornar as marfinenes, deve puxar mais pela Luaka Aurelle, Mattutu Clemente, Muasesa Cristine, Feza Mwanga e Shokkos Grace, atletas que se destacaram no jogo de estreia. A baliza deve melhorar mais. As guardas-redes tiveram poucas defesas, o que ilustra a debilidade na leitura da melhor posição.
FRANCISCO CARVALHO