Jornal dos Desportos

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Cristina Branco lidera Angola na cerimónia

Silva Cacuti | no Rio de Janeiro - 23 de Agosto, 2016

com a andebolista Cristina Branco como porta-bandeira.

Fotografia: kindala Manuel

Vinte e um elementos vestidos de fato olímpico, das cores nacionais, representaram Angola na noite de domingo (madrugada de segunda-feira em Angola), no estádio do Maracanã, na cerimónia de encerramento dos Jogos Rio2016, com a andebolista Cristina Branco como porta-bandeira.

O Chefe da Missão, Mário Rosa, que é o vice-presidente do COA (Comité Olímpico Angolano) adiantou que a Missão vai desfilar com o fato olímpico oficial, com as cores da bandeira nacional, incluindo a porta-bandeira.

Na abertura, a porta-bandeira, Luísa Kiala, apresentou um traje tradicional da região sul do país (Cunene) e os outros integrantes vestiram o traje oficial de cerimónia de tom creme -castanho claro.

Cristina Direito Branco, guarda-redes do 1º de Agosto, cumpre a terceira olimpíada. Esteve em Beijing 2008 e Londres 2012.  No Rio de Janeiro disputou quatro jogos. Uma contusão cervical afastou-a dos últimos dois encontros: contra a Espanha, para a última jornada do grupo A preliminar, e  Rússia para os quartos -de -final.

A guarda-redes substitui a já retirada Marcelina Kiala, que teve o mesmo papel em Londres2012.
A delegação de Angola trouxe 25 atletas e mais uma suplente (no andebol) concluiu na terça-feira a sua participação nos Jogos Olímpicos que decorrem pela primeira vez num país lusófono.

Desfilaram pelos recintos olímpicos do Rio de Janeiro, atletas angolanos, no remo, vela, tiro, judo, natação, atletismo e andebol feminino.
Destacam-se como resultados desportivos, o apuramento pela primeira vez aos quartos -de -final do torneio de andebol feminino, além de um novo recorde nacional nos 100 metros livres, através da nadadora Ana Nóbrega.

FESTA Samba e chuva encerram jogos Num ambiente de Carnaval, sob aguaceiro, foram este domingo encerrados os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O espectáculo durou cerca de 2h30 e teve de quase tudo: foi do passado do país anfitrião, voltou para o presente da participação dos voluntários e das conquistas dos atletas em representação de 207 países, sendo a 26 de Angola; depois foi a vez do Japão apresentar a proposta dos Jogos de 2020. A bandeira de Angola foi transportada pela guarda-redes Cristina Branco, ao som da música animada que irrompia do Maracanã fora. Com o início do desfile, começaram também as selfies e as caretas quando passavam por uma das câmaras que fez a transmissão em directo do evento. A noite insistia em ser molhada, homenageou quem contribuiu para a concretização bem sucedida dos Jogos Rio2018, como os voluntários. Houve lugar também para a cerimónia de entrega de prémios da maratona, ganha por um queniano. A bandeira olímpica foi entregue ao Japão, como é de praxe, nestas ocasiões. Outro momento foi o apagar da chama olímpica. Na altura foi produzida uma chuva que cai sobre a pira, para apagar a chama. Mas foi simbólico. Antes, foram conhecidos os novos membros do COI. Quando chegou a vez do samba, até os atletas dançaram. O Maracanã transformou-se em Sambódromo. O fogo de artifício representou o encerrar de uma página na vida do Brasil e da Lusofonia.