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Silva Cacuti - 07 de Dezembro, 2017

As Pérolas mostraram níveis competitivos aquém do patenteado no torneio olímpico do Rio de Janeiro em 2016

Fotografia: Jornal dos Desportos

Ganhar ou perder o jogo de hoje às 18h00 diante da Roménia pode ser pouco relevante para as contas finais da participação da Selecção Nacional sénior feminina,  na fase preliminar do 23º Campeonato Mundial que decorre na Alemanha. As Pérolas mostraram níveis competitivos aquém do patenteado no torneio olímpico do Rio de Janeiro em 2016, em que venceu a Roménia por 23-19.
A renovação encetada pelo seleccionador Morten Soubak, aliada a opções técnicas e indisponibilidades, reduziu as oportunidades de Angola repetir o \"gozo\" de vencer uma selecção europeia com as referências da Roménia.
Bronze no Mundial de 2015, a Roménia não é levada em conta pela crítica quanto às contas finais deste evento. Contudo, chega à quarta jornada com o rótulo de líder e a única invencível do grupo A. Pecúlio idêntico ao da campeã do mundo em título, a Noruega, no grupo B, e da Rússia, no C.
Para agravar as possibilidades de Angola, não interessa às romenas desfazerem-se do primeiro lugar. A ambição é encontrar a equipa mais frágil na fase seguinte, ou seja, não há desmobilização de forças ou poupança de esforços.
À Selecção Nacional recomenda-se a maior concentração defensiva e, no ataque, Morten Soubak deve projectar uma equipa que consiga passar a fasquia de 25 golos.
Nos últimos oito jogos disputados pelas Pérolas, incluído os de preparação, apenas na partida vitoriosa por 31-14, diante da Tunísia, as angolanas passaram de 25 golos.
Para tal, a equipa técnica precisa de fazer jogar a Pivot, gerir melhor a utilização das principais unidades da selecção nacional, já que não usa o contra-ataque para esboçar tácticas defensivas para contrapor o contra -ataque adversário.
Noutros jogos do grupo A, realce para o jogo grande que fecha a jornada entre a Espanha e a França. A abrir, a Eslovénia defronta o Paraguai.
No grupo B, faz destaque o duelo entre a Noruega e a República Checa que vai fechar a jornada. Na abertura, a Polónia defronta a Hungria e na sequência, a Suécia joga com a Argentina.
Hoje, a prova regista repouso para as equipas inscritas nos grupos preliminares C e D.

DESEMPENHO
ORGULHA TOTAL

O desempenho da Selecção Nacional de andebol sénior feminina \"Pérolas\" no 23 º Campeonato do Mundo, que decorre na Alemanha, está a deixar orgulhosa a direcção da empresa petrolífera Total e os seus colaboradores, segundo Claudete Rocha, assessora de imprensa daquela empresa.
\"Reiteramos o nosso orgulho em estar sempre ao lado das nossas campeãs africanas e insistimos que o mais importante que a vitória é a aceitação dos desafios, ultrapassar os obstáculos e criar novas metas\", disse.
A Total tem um acordo com a Federação Angolana de Andebol ao abrigo do qual a petrolífera disponibiliza apoios para a preparação da Selecção Nacional, nas diversas competições. É com o apoio da Total que se preparou para o campeonato do mundo. Esta parceria existe desde 2011 e os acordos são melhorados cada vez mais.
Em Abril do corrente ano, os acordos foram renovados até 2020 por Laurent Maurel, director-geral da petrolífera, e Pedro Godinho, presidente da Federação, para permitir a continuidade de apoio às selecções femininas de cadetes e de juniores.
Sobre o assunto, Claudete Rocha deixou clara a motivação da empresa: \"Em nome de todos os colaboradores da Total EP Angola, reiteramos o nosso apoio incondicional à selecção de andebol feminina neste Campeonato do Mundo, que surge no quadro da nossa política de responsabilidade social\".