Jornal dos Desportos

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Director reconhece fraca competitividade

Silva Cacuti - 30 de Junho, 2013

Os campeonatos nacionais de andebol disputados em Benguela foram marcados por uma baixa competitividade

Fotografia: Jornal dos Desportos

O responsável, que falava em jeito de balanço da prova, não escondeu a sua preocupação e disse que algo tem de ser feito para reverter a situação.
“Quanto à competitividade, acho que perdemos alguma qualidade. O facto de nenhuma equipa de Benguela lutar por um lugar no pódio; o ASA fazer um dos piores percursos, na classe feminina, embora estejamos a ver um Progresso do Sambizanga a ter os resultados que tem, no segundo ano de criação da equipa, indica uma baixa de qualidade competitiva e deixa-me preocupado, como dirigente”, disse.

Ilídio Candidato, vice-presidente desportivo da Federação Angolana de Andebol (FAAND, disse que no sector masculino,não houve inscrições para a prova por parte das equipas de outras províncias.

Genericamente, o campeonato não teve grandes revelações nem de atletas e muito menos de equipas, estão a formatar-se duas ilhas de duas equipas em cada sector que lutam pelo título e um fosso entre elas e as demais.

Num campeonato em que a falta de competitividade foi a nota dominante, com resultados expressivos até a meia-final, a arbitragem transformou-se na jóia da prova. Segundo o director da prova, a arbitragem esteve muito bem.

“A aqueles que se atiravam contra as arbitragens, agora, preferem virar as baterias para a organização. Assumimos que nem tudo foi perfeito, mas correu muito bem. Foi dos melhores campeonatos que já realizámos”, disse.

Recordar que a prova feminina contou com a participação do Petro de Luanda, 1º de Agosto, ASA, Marinha de Guerra, Progresso do Sambizanga, Académica do Lobito, Nacional de Benguela e Electrónico do Lobito. Em masculino, apenas jogaram as equipas de Luanda, mormente, o 1º de Agosto, Petro de Luanda, Interclube, Kabuscorp do Palanca e Marinha de Guerra.


TROFÉU

Coroa de melhor marcadora
permanece em  Benguela

Pelo terceiro ano consecutivo, a melhor marcadora do campeonato nacional sénior feminino é benguelense. Isabel Chingangu, do Nacional de Benguela, sagrou-se melhor marcadora da prova ao apontar 44 golos.

A jovem jogadora substitui Jandira Loureiro, melhor marcadora das edições 32 e 33 dos campeonatos nacionais. Jandira, que no ano passado alinhou pelo Marítimo de Benguela, este ano tinha sido cedida à Académica do Lobito, mas acabou por falhar a prova em virtude de uma lesão.

A consagração de Chingangu é o único motivo de orgulho dos benguelenses. Curiosamente, os golos da atleta não evitaram o último lugar da sua equipa na tabela. Nos masculinos, Edvaldo Ferreira “Moreno”, do 1º de Agosto, foi o melhor marcador ao apontar 37 golos.

BENGUELA PRECISA
TRABALHAR MAIS

Depois de ter acolhido duas edições seguidas dos campeonatos nacionais de seniores, a província de Benguela precisa de trabalhar mais, segundo constatação de Rui Ferreira, presidente da Associação Provincial de Andebol.

A participação benguelense resumiu-se à três equipas femininas que não conseguiram melhor que as três últimas posições da tabela classificativa. À pergunta sobre que ganhos a província teve com a realização consecutiva de dois campeonatos, Rui Ferreira respondeu, peremptório: “Precisamos trabalhar mais; é o que tenho dito aos nossos associados”.
  SILVA CACUTI