Jornal dos Desportos

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Encontro Nacional junta agentes

Silva Cacuti - 31 de Maio, 2013

Especialistas de vários ramos discutem o futuro do andebol nacional

Fotografia: Jornal dos Desportos

Cerca de 150 agentes do andebol de todo o país, entre eles, dirigentes, técnicos, médicos, jornalistas, ex-atletas e atletas no activo participam hoje, a partir das 9h00, numa das salas de conferências do Hotel Trópico, no III Encontro Nacional de Andebol, promovido pela Federação Angolana de Andebol (Faand).
Os convites direccionados foram os critérios encontrados pela instituição para fazer o quórum do magno encontro, segundo António Santos, director executivo da Faand

Da agenda da reunião, realce para a abordagem aos “Moldes de disputa”, a partir das 1000, cujo prelector é Ilídio Cândido, vice-presidente desportivo da Faand, que vai ter a moderação do seleccionador nacional sénior feminino, Vivaldo Eduardo.

Às 11h00, vai estar em abordagem a “Transferência de jogadores, sanções disciplinares e multas”, com prelecção de Fernando Gomes. O tema “Saúde e Desporto”, a partir das 12h00, é orientado por Mário Fernandes. Às 13h00 está previsto um intervalo para almoço e os trabalhos reatam às 14h00 com a abordagem do tema “A cidadania e o desporto”, com prelecção de Laurindo Vieira.

Mateus Gonçalves vai abordar o tema “Desporto e a comunicação social”, às 15h00. “O desporto escolar alavanca para o desenvolvimento do desporto em Angola” é o tema da abordagem de Rui Mingas, prevista para as 16h00. Às 17h00, apresentação do comunicado final do Encontro Nacional, cujas recomendações são submetidas para aprovação à Assembleia-geral da Faand, prevista para amanhã no mesmo recinto.

O I Encontro Nacional de Andebol realizou-se em Janeiro de 2002, ao passo que o segundo teve lugar em Outubro de 2004, ambos sob o mandato de Archer Mangueira. Realizou-se também em 2006, o primeiro Encontro Nacional de Treinadores, que ainda não teve uma segunda edição.


OPINIÃO

Um pingo  de andebol


A menção ao facto de a massificação, metodologia de treinos, particularmente estes, não constarem da agenda de abordagem do III Encontro Nacional de Andebol, já fizemos. Queria neste espaço chamar também a atenção em relação a uma situação que, não sendo problemática, nunca devia deixar de ser preocupação, quando o propósito é abordar o andebol e todos os que lhe são anexos.

O nosso andebol tem a arbitragem dormente. Não tanto no que respeita ao desempenho interno, mas é invisível do ponto de vista internacional. A Faand não agendou uma abordagem, a mais superficial que seja, sobre o estado actual e perspectivas para esta faceta importantíssima do jogo de andebol. Tenho a esperança de que nos próximos dias seja anunciado um encontro de treinadores, em que haja espaço para abordagem à uniformização das metodologias de treino, em vários escalões.

Hoje, a família do andebol está reunida, das 10 às 17h00, mas bem analisada a agenda, verificamos que, infelizmente, em apenas duas horas se abordam aspectos específicos do andebol. Refiro-me aos dois primeiros temas da agenda do dia. É como um pingo de andebol num mar de abordagens. Por que não pensar especificamente o andebol?

Devia, especificamente, abordar-se a “saúde e o andebol”, “a cidadania e o andebol”, “O andebol e a comunicação social”. Aqui, chamava-se a atenção para uma maior e melhor mediatização do andebol, fazia-se uma reflexão sobre que espaços tem o andebol na media angolana, com tantas glórias e referências que traz ao país.

Mais produtivo era se a abordagem de Rui Mingas fosse sobre o andebol no desporto escolar, futuro e passado. Este é o meu pequeno contributo para a eventualidade de um próximo encontro do andebol, porque neste, é só um pingo de andebol.
SILVA CACUTI