Jornal dos Desportos

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Estrangeiros elevam desporto do Brasil

26 de Dezembro, 2013

O Brasil encerrou, no último domingo, o melhor ano do ciclo olímpico da história

Fotografia: AFP

O Brasil encerrou, no último domingo, o melhor ano do ciclo olímpico da história com o inédito ouro da selecção feminina de andebol no Mundial disputado na Sérvia.

A primeira época de preparação para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, contou com 26 medalhas em campeonatos mundiais ou equivalentes. O desempenho é, em muitos casos, impulsionado pela contratação de treinadores estrangeiros, com nome e experiência.

O presidente do Comité Olímpico Brasileiro (COB) e do Comité Organizador dos Jogos de 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que a sua instituição está a apoiar as confederações, especialmente por ter levado técnicos com experiências e que conseguem transmitir ensinamentos nesse momento de definição. “O resto é só aguardar os resultados.”

Em 2013, atletas brasileiros tiveram à disposição 39 técnicos estrangeiros de 22 nacionalidades em 21 modalidades. O número é maior que o do último ciclo olímpico, por exemplo, a delegação foi a Londres, em 2012, com 35 técnicos nascidos fora do Brasil, três dos quais não moram no Brasil e trabalham com atletas em períodos específicos. Trata-se do ucraniano Vitaly Petrov, do salto com vara, e os italianos Alessandro Di Agostino e Filippo Lombardo, da esgrima.

Seis dos técnicos foram contratados directamente pelo COB: o espanhol Jésus Mórlan (canoagem), a japonesa Yuko Fujii (judo), o russo Alexandre Alexandrov (ginástica artística), os bielorrussos Margarita Vatnika e Vladimir Vatkin (ginástica artística) e o croata Ratko Rudic (pólo aquático).

O restante é pago por recursos federais da Lei Agnelo-Piva. Essa verba é administrada pelo COB e repassada às confederações via projectos elaborados e aprovados. Os focos nas contratações são os mais variados, desde nomes responsáveis por treinar modalidades já tradicionais no Brasil, como a japonesa Yuko Fuji, do judo, a técnicos com a missão de desenvolver o desporto, como o neozelandês Brent Frew, do râguebi.

Há também grandes destaques, como o dinamarquês Morten Soubak, da selecção feminina de andebol e do clube norueguês Hypo Nö, que este ano ficou em segundo lugar na eleição dos melhores feita pela Federação Internacional de Andebol. Soubak perdeu a favor do norueguês Thorir Hergeirsson.

Embora haja nomes contestados entre os estrangeiros, como o espanhol Ruben Magnano (selecção masculina de basquetebol), que participou da eliminação na primeira fase da Taça América, em Setembro, a avaliação geral é boa.

MORTEN SOUBAK
Técnico do Brasil
aberto a propostas


O site desportivo dinamarquês Jyllands-Posten publicou uma matéria especial sobre o técnico da selecção brasileira feminina de andebol, o dinamarquês Morten Soubak. De acordo com a publicação, ele está aberto a ouvir propostas. “Um dia vou ter de deixar de ser técnico do Brasil. Pode ser no próximo ano, após os Jogos Olímpicos. Não sei.

Vivo no mundo e preciso de estar aberto para novas propostas”, disse Morten Soubak ao jornal.  O site, porém, refere que Morten deve permanecer no comando da equipa brasileira até o fim deste ciclo olímpico. A matéria ainda ressalta que com o título mundial na Sérvia, Morten passou a ser considerado um dos melhores técnicos do cenário mundial do andebol.