Jornal dos Desportos

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Federao exige segurana obrigatria

Gaud?ncio Hamelay, no Lubango - 01 de Março, 2017

Pavilhes em todo o pas passam a contar com a presena da segurana

Fotografia: Jos Cola

Para garantir a segurança nos recintos desportivos, a Federação Angolana de Andebol procede nos próximos dias a uma campanha de sensibilização no interior do país, junto das Associações Provinciais, para adoptar medidas rígidas no decorrer das provas oficiais. A garantia é do presidente da instituição reitora do país, Pedro Godinho.

A Federação Angolana vai proibir a realização de provas oficiais nos recintos desportivos sem o mínimo de segurança. A medida vai ser adoptada em reunião magna a ser realizada em Maio, em local a indicar.

Com o intuito de criar um mecanismo para que todas as Unidades dos Serviços de Bombeiros no país prestem serviço de colaboração ao desporto nacional, principalmente, em todas as provas oficiais, Pedro Godinho prometeu solicitar uma audiência ao Secretário de Estado para o Corpo Nacional de Protecção Civil e Bombeiros.

“Vamos solicitar uma audiência à Sua Excelência Secretário de Estado para Protecção Civil e Bombeiros para criar um mecanismo que facilite a prestação de serviços de todas as Unidades de Corpos dos Bombeiros no país ao desporto nacional\", disse.

Para Godinho, a presença dos efectivos dos Corpos de Bombeiros é justificada por ser \"as forças públicas mais bem preparadas para responder à situações semelhantes às que se passou no Uíge\".

A medida da Federação Angolan foi aprovada em Assembleia Geral realizada a 4 de Fevereiro, onde, entre outras, se recomendou o rigor para prevenir as conjunturas que entristecem o desporto nacional. \"Estas situações obrigam-nos sempre a estar mais reforçados no aspecto de seguranças nos recintos desportivos”, destacou.

Pedro Godinho revelou que o Comité Organizador do Campeonato Africano das Nações, realizado no pavilhão do Kilamba, em Luanda, foi \"muito criticado\" no último dia do evento, por fechar as portas do empreendimento num determinado momento.

\"Infelizmente, houve entradas de maneira desordeira em algumas portas por causa do sistema das mesmas e a Polícia Nacional e o Corpo de Protecção Civil e Bombeiros decidiram fechá-las. Acatámos a medida para a segurança dos espectadores\", disse.

Godinho assegurou que “qualquer pessoa pode abrir as portas e houve quem as abriu, o que manchou a organização”. \"Essa atitude sobrou para nós, porque houve pessoas fora do pavilhão com bilhetes na mão\", aclarou.

O presidente reeleito da Federação realçou que, na Supertaça Francisco de Almeida, o aparato policial dentro e fora do pavilhão respondeu às necessidades do evento.

Para além dos agentes fardados, os cadetes das escolas da Polícia Nacional colaboraram com a Federação como assistentes de recintos desportivos. Por outro lado, a Faand reforçou a cooperação com o Corpo Nacional de Escuteiros no ordenamento interno.

“Em todas as provas oficiais organizadas pela Federação Angolana de Andebol, temos o cuidado com a segurança. Felizmente, nunca nenhum mal nos aconteceu. O mau exemplo que enlutou o desporto nacional obriga-nos sempre a estar reforçados nesse aspecto”, alertou.

GARANTIA DE FAAND
Calendário ajustado às provas internacionais


O presidente da Federação Angolana de Andebol, Pedro Godinho, garantiu que o calendário de provas nacionais estão adequadas às competições africanas e mundiais. A explicação resulta da preocupação manifestada pelo Ministro da Juventude e Desportos, Albino da Conceição, sobre a necessidade da adequação das competições domésticas às internacionais.

“Felizmente, o nosso calendário de provas internas está adequado. Tive a sorte de ter sido o presidente cessante da Comissão de Organização de Competição da Confederação Africana de Andebol. Por isso, os nossos campeonatos nacionais terminam a mês e meio da Taça dos Clubes Campeões e as equipas vão bem rodadas\", disse.

Reeleito, pela terceira vez , para mais um mandato à frente dos destinos da Federação Angolana de Andebol, Godinho explicou que o tempo entre o fim da época e a Taça Africana permite aos treinadores preparar bem as equipas e os resultados são sempre satisfatórios.

“O Petro de Luanda ganhou mais de 20 provas e o 1º de Agosto já vai com três títulos. A equipa masculina militar ostenta também um. Os clubes angolanos continuam com a supremacia.

De igual modo, tivemos uma final africana em que, das quatro equipas presentes nas meias finais, três eram angolanas”, referiu.Pedro Godinha, que toma posse na sexta-feira, afiançou a salvaguarda do calendário de competições internacionais.
             GAUDÊNCIO HAMELAY - LUBANGO