Jornal dos Desportos

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Filipe Cruz convoca Elias António

Melo Clemente - 24 de Dezembro, 2015

Seleccionador privilegia jogadores do 1º de Agosto na selecção nacional sénior masculina para operação Cairo

Fotografia: M. Machangongo

Elias António, meia-distância e ponta esquerda, que actua pelo Madeira Sad do campeonato português, é o único andebolista "estrangeiro" convocado para a campanha angolana no 22º Campeonato Africano das Nações previsto para 21 a 30 de Janeiro de 2016 na cidade egípcia do Cairo.

Filipe Cruz, seleccionador nacional, anunciou ontem o nome dos 17 atletas em que o realce vai para a chamada de 12 afectos ao 1º de Agosto, campeão nacional. Do Interclube, vice -campeão, foram chamados dois e da Marinha de Guerra também dois jogadores constam da convocatória. Elias regressa à selecção nacional, depois da notável ausência nos últimos Jogos Africanos.

Angola não tem muitos jogadores a actuar fora do país. Além de Elias António, formado no Desportivo da Banca e com vínculo ao Interclube, sabe-se também de Heizer Santos que actua no Setúbal; Miguel Panzo, que está na terceira divisão francesa; Ricco, que joga na Alemanha; e de Sandro Cruz, atleta júnior, filho do seleccionador nacional.

Heizer e Panzo jogaram nas selecções jovens e ambos estiveram na selecção nacional júnior que disputou o campeonato do mundo da Macedónia em 2007.
Relação dos jogadores convocados: Augusto Dinzeia, Belchior Camuanga, Edvaldo Ferreira, Elsemar Santos, Gabriel Teca, Geovany Muachissengue, Agnelo Quitongo, Adilson Maneco, Osvaldo Mulenessa, Romeu Hebo, Sérgio Lopes, Cláudio Lopes (1º de Agosto), Adelino Pestana, Julião Gaspar (Interclube), Énio de Sousa, Manuel Nascimento (Marinha de Guerra) e Elias António (Madeira SAD).

A Selecção Nacional começa a trabalhar na segunda-feira dia 28,  tem um plano de preparação que contempla um curto estágio no palco do campeonato africano.
Na prática, incluindo viagens, a selecção nacional pode ter pouco mais de 15 dias de trabalho efectivo, facto que pode estar a favor do treinador. Felipe Cruz privilegiou a chamada de jogadores da sua equipa, muitos deles por si formados.

Mas a insuficiência do tempo de trabalho não é minimizada por isso. Angola pode pagar caro o atraso no arranque dos trabalhos, uma vez que tinha definido como objectivo a melhoria do quarto lugar da edição anterior.  "Quem não trabalha não come", já dizia o velho adágio e com pouco trabalho a Federação Angolana de Andebol e a sociedade angolana, no geral, pouco podem ter a cobrar ao grupo de trabalho liderado por Filipe Cruz.

Angola integra o grupo B, juntamente com as similares da Tunísia, RDC, Quénia, Líbia e Congo. Na primeira jornada, a 21 de Janeiro, os pupilos de Filipe Cruz defrontam o Quénia, equipa que não esteve inscrita nas duas últimas edições da competição.

Na segunda jornada, 22 de Janeiro, a equipa defronta a similar da Líbia, equipa que segurou a lanterna vermelha na prova disputada em Argel em 2014. No dia seguinte, a selecção nacional vai precisar de mais esforço, porque vai ter pela frente a similar da República do Congo, sétima da tabela geral da última prova.
Angola cumpre a pausa prevista para o dia 24. No dia 25, defronta a RDC, outra equipa do meio da tabela. Depois deste percurso, a selecção nacional defronta a candidata Tunísia, a 26 de Janeiro, no encerramento da fase de grupos da prova. A prova vai ser jogada por 12 equipas subdivididas em dois grupos. O grupo A é constituído pelas selecções da Argélia ( campeã), Nigéria, Camarões,  Marrocos, Egipto e Gabão.