Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hula aposta na massificao

Gaudncio Hamelay - Lubango - 08 de Outubro, 2018

A recuperao da hegemonia do andebol huilano para permitir que tenha um bom nvel

Fotografia: Vigas da Purificao| Edies Novembro

A recuperação da hegemonia do andebol huilano para permitir que tenha um bom nível, conforme era em anos anteriores, passa em trabalhar muito pela massificação, defendeu o treinador do Interclube da Huíla, nos escalões de juvenis e juniores masculinos, Ericson Eleutério.
Ericson Eleutério sublinhou, que para a Huíla recuperar e manter o seu andebol a um bom nível, como já esteve nos anos anteriores, acredita que se deve apostar na massificação. “Mas a massificação carece de muito apoio material desportivo”, frisou.
Ericson Eleutério considerou ser complicado, quando se trabalha com um grupo de 40 a 50 crianças, e dispor simplesmente de 3 a 4 bolas.
 Disse que depois de ter conseguido o passe, no regional sul, ao campeonato nacional de andebol, aprazado para o mês de Janeiro de 2019, está a intensificar o trabalho de preparação de formas a potenciar a equipa a um nível do nacional, de acordo com o que tem sido o trabalho de outras equipas, sobretudo de Luanda, Namíbe e de Benguela.
“Então, procuramos trabalhar de maneira a fazer com que a nossa equipa consiga atingir os seus objectivos, para podermos defender o que é o bom nome da província, do clube e a boa vontade dos rapazes,  fazer a modalidade cá na província”, mencionou.
Reafirmou, que a nível da província da Huíla tem bons jogadores, infelizmente, após atingirem o escalão júnior, não têm como dar continuidade para os escalões de seniores.
 Salientou que os clubes, no geral e em particular o Interclube da Huíla, não têm condições para dar sequência a esse mesmo projecto. Por isso, acabam por abraçar a carreira de árbitros e de treinadores.


Dirigente huilano clama por apoios
A província da Huíla foi considerada na década de 80, a terceira potência no desenvolvimento do andebol no país, a par dos tradicionais nesta prática, Luanda e Benguela.
 Actualmente, a modalidade dos sete metros, nas terras altas da Chela, clama por apoios financeiros e fundamentalmente, de material desportivo de todo tipo, para poder massificar e permitir lapidar talentos que se firmem no mosaico nacional.
Em declaração ao Jornal dos Desportos, os dinamizadores do andebol consideram que há bons jogadores à nível da província, mas infelizmente, após atingirem o escalão de juniores, não têm como dar continuidade para a categoria de seniores, porque os clubes não possuem condições para prosseguir. Por isso, normalmente, esses clubes acabam por perder os atletas.
O presidente da Associação Provincial de andebol da Huíla, Zeca Funbelo, desgastado com a situação, refere que as dificuldades são imensas, a ponto de preferir limitar-se  em falar do que é feito de bom e esquecer as partes negativas, que inviabilizam o desenvolvimento do andebol na província.
 “As dificuldades são imensas. Não basta dizer tudo por que a gente passa, senão vamos ultrapassar aquilo que está na nossa mente. E, limitamos apenas a falar do que a gente faz. Temos problemas. Trabalhamos com material que é usado pela Associação. A Associação faz tudo o que estiver ao seu alcance, inclusive, sacrifica dos seus bolsos para poder fazer o andebol na Huíla”, revelou.
 Acrescentou, que a Associação não depende de patrocínios de ninguém que possa ajudar na comprar de algo para melhoria da modalidade. “Mas fizemos tudo de acordo com as nossas possibilidades. Temos - nos limitado para não termos imensas dificuldades no aumento do número de equipas, praticantes, porque não conseguimos atingir o nosso alvo”, disse.
 Zeca Funbelo explica ter feito um campeonato, que não é considerado provincial, mas uma prova abrangeu a sede do município do Lubango e justificou que por dificuldades de vária ordem, não se conseguiu estender a outras localidades da província. 
Gaudêncio Hamelay - Lubango