Jornal dos Desportos

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Modalidades

Juniores melhoram prestação

25 de Julho, 2013

Equipa angolana ficou na 21ª posição do Campeonato do Mundo da Bósnia Herzegovina que contou com a disputa de 24 selecções

Fotografia: Santos Pedro

Com a vitória (35-28) de terça-feira sobre o Congo, a Selecção Nacional de Andebol júnior masculina terminou em 21º lugar no “mundial”, que decorre na Bósnia Herzegovina, mais duas posições que na presença anterior. Os pupilos de Filipe Cruz conseguiram deste modo cumprir o objectivo de melhorar o posto obtido na estreia, na Macedónia em 2007, onde Angola ficou na 19ª e penúltima colocação entre 20 formações. Na Bósnia, os angolanos conseguiram a 21ª posição entre 24 selecções.

Na prova, os congoleses quedaram-se em 22º lugar, enquanto a Argélia foi incapaz de evitar a cauda, já que perdeu para o Chile, por 27-28. Assim, os argelinos ocuparam a 24ª posição abaixo dos chilenos. Para as classificativas do 19º posto, o Qatar bateu o vizinho Kuwait, por 38-22, ao passo que a Rússia confirmou o 17º lugar depois de ultrapassar a Coreia do Sul (37-33). Na luta do nono até ao 16º lugar, a Alemanha venceu dificilmente a anfitriã Bósnia, por 29-28, a Hungria derrotou a Dinamarca (35-33), a Sérvia afastou a Argentina (26-25) e a Tunísia perdeu para a Eslovénia (24-28).

Reacção
Seleccionador
está satisfeito


A baixa estatura física dos andebolistas angolanos em relação à concorrência no “mundial” de juniores masculinos, que decorre na Bósnia Herzegovina, é apontada pelo seleccionador nacional, Filipe Cruz, como factor negativo, embora se tenha manifestado satisfeito pela melhoria da marca anterior.Em declarações à Angop no balanço da participação angolana na competição, o treinador disse que a primeira questão que salta à vista é morfológica.

“Os nossos atletas não têm uma estatura física semelhante ou equiparada aos outros. Há uma diferença enorme com os europeus, sul-americanos e até os da África do Norte. Somos franzinos”, referiu. Técnica e tacticamente, Filipe Cruz sublinha que Angola esteve menos distante dos adversários, lamentando não dispor de jogadores bem dotados, porque, caso contrário, teria feito melhores resultados.“Tacticamente não ficámos atrás, mesmo com a deficiência que já mencionei. A selecção nacional defendeu sempre no 5x1, o que significa que não teve medo de jogar com as maiores potências do andebol mundial, e a equipa esteve melhor a defender”, apontou.

O também treinador campeão pelo 1º de Agosto sustentou que isso demonstra bem que, a nível táctico, Angola esteve bem. “Em termos ofensivos, tivemos imensos problemas, perdemos muitas bolas, notou-se de facto muita carência técnica, e na hora da finalização fomos bastante perdulários”, esclareceu.Angola conseguiu pela primeira vez na história, em juniores masculinos, ganhar dois jogos. Na primeira fase, os angolanos perderam os cinco desafios do grupo A, sediado em Banja Luka, uma das quatro cidades da Bósnia Herzegovina escolhidas para acolher o “mundial” de 2013.