Jornal dos Desportos

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Liderana de Natlia honra cl Kiala

13 de Dezembro, 2016

Efectivamente, na sua esguia silhueta de 1,65m e 56kgs, perto dos 30 anos, a camisola 9 seguida e ouvida por atletas gigantes ao p dela

Fotografia: Jornal dos Desportos

Natália, como o seu próprio nome diz, completa no Natal 30 anos de idade. Nos sete jogos que levaram ao 12º título africano da Selecção Nacional, sénior feminina, não recebeu qualquer distinção, mas no fim do 22º CAN de Andebol todos  renderam-se a seus pés, e reconheceram-na como a Melhor Jogadora da competição.

As irmãs Marcelina e Luísa Kiala deixam-na sozinha, mas partem da selecção tranquilas e seguras de que a caçula pode honrar o “clã”. O seleccionador nacional, Filipe Cruz, fica reconfortado por tê-la em campo com uma missão mais extensa, do que jogar apenas. A sua elegância na execução, sentido de liderança, criatividade e alegria de jogar, firmeza de gestão no jogo colectivo, facilmente distinguem-na das demais. Não foi em vão que durante a prova no Multiusos, foi a única jogadora de Angola alvo de marcação individual.

Efectivamente, na sua esguia silhueta de 1,65m e 56kgs, perto dos 30 anos, a “camisola 9” é seguida e ouvida por atletas “gigantes” ao pé dela, com 1,92 m e 105 kgs, ou mesmo se rotuladas de mais experientes e maduras que ela. Fora da quadra, assume as responsabilidades com a mesma competência associada a uma graciosidade quase ingénua, angelical, sempre com a humildade como essência de fundo, a ponto de prescindir do momento apoteótico e dos mais mediatizados como seja receber e erguer a taça, habitualmente, missão da capitã de equipa.

Natália Bernardo destaca-se de um grupo repleto de estrelas. A Selecção Nacional de andebol, sénior feminina, é formada por um grupo de atletas com performances acima da média. Por isso, a escolha de Natália foi difícil. “A capitã da Selecção Nacional é a mais nova do clã Kiala, e apresta-se a superar tudo de bom que as mais velhas trouxeram ao andebol nacional.

Quase imparável no ataque um contra um, a meia -distância do 1º de Agosto tem na inteligência a táctica e o sentido de jogo colectivo, as  armas mais fortes que a tornam quase uma treinadora em campo”. A homenagem do único diário generalista do país, na véspera do Campeonato Africano que Luanda acolheu, assenta-lhe bem.