Jornal dos Desportos

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Modalidades

Prolas ganham tempo para torneio da Romnia

Silva Cacuti - 23 de Maio, 2019

A Seleco Nacional de andebol snior feminina efectua hoje e amanh sesses bi - diria

Fotografia: Edies Novembro

A Selecção Nacional de andebol sénior feminina efectua hoje e amanhã sessões bi - diária, com  vista à sua participação no torneio Carpati Trophy, de 26 do corrente a 4 de Junho, em Bucareste, Roménia. Com relação à prova, a equipa angolana vai defrontar as selecções A e B da Roménia e a similar do Japão.
Até ao embarque, previsto para a noite de sábado, Morten Soubak, Seleccionador Nacional, prevê seis sessões de treino, já que ontem após à apresentação formal das convocadas, realizou a primeira sessão. A dupla sessão de amanhã vai ser aberta com trabalhos de ginásio, pela manhã e treino de campo às 17h00.
Do grupo de convocadas, Isabel Guialo só integra a equipa na Europa. O Torneio Carpati Thophy está inserido na primeira semana da IHF (Federação Internacional de Andebol), e é o primeiro ciclo de preparação de Angola para o campeonato do mundo do Japão, em Dezembro. Antes, em Agosto, a selecção disputa a 12ª edição dos Jogos Africanos, em Marrocos e em Setembro joga o Torneio Pré-Olímpico no Senegal.
Atletas convocadas por Mortem Soubak: Albertina Cassoma, Helena de Sousa, Helena Paulo, Iracelma da Silva, Isabel Guialo, Janeth dos Santos, Juliana Machado, Liliana Venâncio, Natália Bernardo, Magda Cazanga, Teresa Almeida "Bá", Vilma Chissola, Vilma Nenganga, Ruth João, Wuta Dombaxi e Natália Camalândua.

Aposta
Dirigente defende selecções provinciais


O professor Olavo Victor Livulo, mentor do andebol de praia, na cidade do Lobito,defendeu a criação de selecções provinciais, como forma de incentivo e motivação dos dirigentes a apostar mais no fomento e dinamização da modalidade, tendo em atenção à qualidade e ao aperfeiçoamento do trabalho que se desenvolve nos seus respectivos clubes.
“Se dependermos apenas das directrizes que vêm de Luanda, isto é, a partir da Federação Angolana de Andebol (Faand), o andebol na província vai continuar a definhar. Por isso, julgo ser urgente criar-se intensivos e ensaiar novas práticas da sua funcionalidade, a nível local. E, isto, passa pela redefinição de estratégias tendentes à recuperar a auto-estima, que a modalidade já teve num passado recente”, lembrou.
No entender de Olavo Livulo, é um processo que deve ser levado em conta, não só pelos clubes, tão pouco pelas pessoas que lidam com a modalidade, no seu dia-a-dia. As entidades do governo, a classe empresarial, bem como a sociedade civil apoiante do desporto devem associar-se ao projecto, sob pena da ideia cair, por mais que haja  intenções.
 “É uma ideia que deve ser analisada e amadurecida, envolvendo todas as sensibilidades da província. Muito mais os nossos dirigentes, que apesar de tudo, têm feito o possível para manter funcional a modalidade. Só isto não basta. Devem apostar mais na qualidade competitiva das equipas, criar incentivos e responsabilizar os técnicos a trabalhar mais no projecto, e que quiçá, conhecê-lo”, atestou.
A tese defendida pelo professor Olavo Livulo foi apoiado pelo vice-presidente da Associação dos Treinadores de Andebol de Angola, João Ricardo, um dos prelectores no primeiro Encontro Municipal de Andebol no Lobito, que se realizou, recentemente, por ocasião do dia Nacional de Andebol, comemorado no dia 20 do corrente.             Júlio Gaiano - Lobito