Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Presença do misto mancha prova masculina

27 de Junho, 2016

Militares e polícias protagonizaram duelo de gigantes na prova

Fotografia: José Cola

Seis equipas e um misto, o de Cabinda, jogaram a 37ª edição do campeonato nacional sénior masculino, que culminou com a consagração do 1º de Agosto, pela 23ª vez, no seu historial. A presença do misto foi uma preocupação nos bastidores da competição. Houve quem louvasse a presença. "É mais uma província presente, há jogadores que alcançaram a categoria de seniores, na província, e se não há equipas seniores, o misto é uma forma de juntar os atletas, para o bem da modalidades", diziam outras vozes.

Os do lado do contra, ou seja, contra a participação do misto em competições nacionais, colocaram factores desde a protecção da integridade física dos atletas à personalidade jurídica do misto."Se uma equipa  investe no seu atleta para competir, ao mais alto nível, tiver um atleta lesionado por má fé, por um companheiro do misto, a quem pedir responsabilidade, se em regra o misto desfaz-se depois da competição? E, mesmo que seja o próprio atleta do misto que se aleije gravemente, que engajamento há para a recuperação deste atleta". Por estas e outras, defendem que os mistos não devem participar em competições federadas. A Lunda Sul trouxe a Luanda, o Progresso, que diga-se, soube dignificar a província.

No sector feminino a grande nota do campeonato foi a diferença de performance entre a equipa do 1º de Agosto, campeã nacional e as dos contendores. À partida,  sabia-se quem era o campeão, e a competição resumiu-se em apurar quem devia ser a adversária das militares, na final , e por quanto ia perder. Apenas a jovem equipa do Petro de Luanda fez frente às campeãs, perdeu por diferenciais de três golos na primeira fase, e oito no jogo da meia -final. As militares lideradas por Filipe Cruz desfizeram toda a concorrência, deram goleadas, inclusive, na final, em que visivelmente desinteressadas de facturar, venceram à Marinha de Guerra por fáceis 31-20.

Numa breve análise ao campeonato, Marcelina Kiala apontou  o desequilíbrio e referiu que não é saudável. "Viu-se que o 1º de Agosto com as melhores atletas, e as restantes equipas a debaterem-se,  acredito que isto não é saudável para o desporto, não há competitividade. As equipas devem investir mais na massificação, para  ver se podemos vir a ter campeonatos mais competitivos", defendeu.

A prova feminina juntou equipas de Luanda e duas de Benguela, a Casa do Pessoal do Porto do Lobito e o Electro. Sem a competitividade que há em Luanda, as equipas benguelenses ocuparam o penúltimo e último lugares.A arbitragem foi um dos pontos fortes da prova. Não houve casos. A organização melhorou à medida que se desenrolasse a competição, mas recomenda-se uma melhor comunicação com os órgãos que fazem a cobertura das provas. Não faltou policiamento, os serviços médicos estiveram à altura, Edith Bunga, jogadora do ASA, foi o único caso de lesão que precisou de ser evacuada. "Ela está bem, felizmente, não foi nada de grave, foi levada ao hospital, observada e recomendaram repouso", disse Albertino Oliveira, treinador do ASA.

PALMARÉS

Ano       FEMININO                                       MASCULINO


1979    Ferroviário                                       Belenenses
1980    Educação de Benguela                  1º de Agosto
1981    Ferroviário                                       1º de Agosto
1982    Ferroviário                                       1º de Agosto
1983    Ferroviário                                       1º de Agosto
1984    Ferroviário                                       1º de Agosto
1985    Ferroviário                                        Petro de Luanda
1986    Ferroviário                                        Interclube
1987    Ferroviário                                        Dínamos
1988   Petro de Luanda                               Anulado
1989   Petro de Luanda                               Interclube
1990   Petro de Luanda                               Dínamos
1991   Petro de Luanda                               1º de Agosto
1992   Petro de Luanda                               1º de Agosto
1993   Petro de Luanda                               1º  de Agosto
1994   Petro de Luanda                               Banca
1995   Petro de Luanda                               1º de Agosto
1996   Petro de Luanda                               1º de Agosto
1997   Petro de Luanda                               Banca
1998   Petro de Luanda                               1º de Agosto
1999   ASA                                                     Sporting
2000   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2001   Petro de Luanda                               Sporting
2002   Petro de Luanda                               Banca
2003   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2004   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2005   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2006   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2007   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2008   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2009   Petro de Luanda                               Kabuscorp
2010   Petro de Luanda                               Kabuscorp
2011   1º de Agosto                                     1º  de Agosto
2012   Petro de Luanda                               1º de Agosto
2013   1º de Agosto                                     1º de Agosto
2014    1º de Agosto                                    Petro de Luanda
2015    1º de Agosto                                    1º de Agosto
2016    1º de Agosto                                    1º de Agosto

Massificação
Associação da Huíla aposta na formação 


A formação de jovens talentos, a partir do mini andebol (Bambis) e implementação do campeonato provincial sénior masculino e feminino, constitui uma das metas da nova direcção da Associação de Andebol da Huila, durante o quadriénio de 2016-2020. Empossada na sexta-feira, no Lubango, em cerimónia que decorreu na Sala de Conferência de Imprensa do Pavilhão Multiuso de Nossa Senhora do Monte, os novos corpos sociais da Associação de andebol da Huíla propõem-se  incentivar os clubes a participar e colaborar com a Associação para que os propósitos sejam uma realidade.

 Ao longo do ciclo olímpico, a Associação liderada por Zeca Funbelo, pretende apostar   na massificação, nas escolas, clubes e empresas para o fortalecimento do fenómeno desporto no seio da sociedade. Zeca Funbelo, reconduzido no cargo de presidente de direcção da Associação Provincial de Andebol da Huíla, disse que optou pela lista de continuidade a fim de sequência naquilo que já começou nos quatro anos passados. Zeca Fumbelo aspira neste quadriénio 2016-2020 expandir a modalidade em toda extensão da província e não restringir-se ao nível do município do Lubango. 

  “Alcançamos  o que pretendíamos, sair para a massificação totalmente e atingir o nível de competições, porque agora já temos equipas juniores a disputarem os campeonatos nacionais, o que para nós já é muito bom. Com a nossa recondução, o  que pretendemos neste ciclo olímpico, é estender a modalidade a nível da província e não só ficar no município do Lubango”, apontou. 

Disse que o andebol é uma modalidade que mais complica e enfrenta muitas dificuldades com realce para aquisição de bolas.
Indicou que na província da Huíla há várias escolas a praticar o andebol, e que neste momento algumas estão a desistir, por falta de uma bola de andebol. “As bolas de andebol estão muito caras, e são essas dificuldades que estamos a viver para desenvolver a modalidade, principalmente nos escalões de formação”, referiu.

 Zeca Fumbelo assegurou que com o pouco de material desportivo e bolas existentes os clube têm  levado a bom porto o desenvolvimento da modalidade na província.  O acto foi presidido pelo director provincial da Juventude e Desportos da Huila, Joaquim Tyova, tomaram posse Arnaldo Luiele para o cargo de presidente da mesa da Assembleia-Geral, Fernando Sakalela e Sanjinga de Almeida (vice -presidentes), enquanto Rosa Franco, assumiu o cargo de secretária da mesa da Assembleia-Geral.

 Zeca Fumbelo, foi empossado no cargo de presidente de direcção da Associação, Sebastião Xavier (vice-presidente administrativo), Aurora Hidambalelwa (vice-presidente Desportivo) e Vicente Manuel da Cruz (secretárioc-geral). Gervásio Kanonqueno foi empossado no cargo de presidente do Conselho Jurisdicional, Ávila Viana, empossado no cargo de presidente do conselho Fiscal, Salatiel Domingos reconduzido no cargo de presidente do Conselho Técnico.O Conselho de Arbitragem tem como presidente Mateus Capita e vice-presidente Pomjala Maradona, enquanto o Conselho de marketing e publicidade é assumido por Darci Roberto Faria Dias.
 Gaudêncio Hamelay - Lubango