Jornal dos Desportos

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Seleco consolida estratgias

Silva Cacuti - 18 de Janeiro, 2016

Felipe Cruz vai privilegiar nas sesses de treino cimentar os sistemas tcticos ensaiados ao longo do estgio na capital egpcia

Fotografia: Jornal dos Desportos

A selecção nacional sénior masculina de andebol começa hoje a fazer trabalhos de consolidação das estratégias definidas para o 22º Campeonato Africano que começa a ser disputado a partir de quinta-feira, 21 do corrente, na capital egípcia Cairo. O conjunto encerrou ontem a fase de realização de jogos amistosos, ao defrontar a equipa do HOS do Cairo.

O adversário substituiu a formação do Zamalek que, à última hora, desmarcou o jogo. Durante os poucos dias que separam da competição, Filipe Cruz, seleccionador nacional, vai limar as arestas com base no diferencial entre o preconizado e o produzido durante os jogos amistosos.Angola disputou quatro jogos durante o estágio. O último dos quais ocorreu ontem, às 18h00.  Até à hora do fecho da edição, não conseguimos apurar o resultado. Nos jogos anteriores, a equipa nacional somou duas vitórias e uma derrota.

A selecção nacional começou o ciclo de jogos diante do Al Ahly, com quem perdeu por 27-28. No segundo jogo, triunfou diante da selecção júnior do Egipto por 28-26 e, no terceiro, bateu a equipa do Al Gezira do Cairo por 31-16.A equipa está motivada e concentrada no objectivo que tem para a competição. Amanhã, o conjunto angolano abandona o hotel, onde está por conta da Federação Angolana, e entra para o Hotel Sonesta Tower reservado pela organização às delegações.

Na quarta-feira, pela manhã, a selecção nacional conhece o piso do pavilhão principal do Complexo Cairo Stadium e, no período da tarde, faz o reconhecimento ao piso do pavilhão II do Cairo Stadium. Os dois recintos vão acolher os jogos da competição africana das nações.A equipa técnica nacional tem todos os atletas recuperados para o campeonato africano, onde se estreia na quinta-feira, a baptizar o regresso do Quénia à competição. A equipa adversária tem estado ausente desde 2004. O jogo é pontuável para o grupo B, que integra ainda as equipas da Líbia, RDC, Congo e Tunísia.
Na segunda jornada, 22 de Janeiro, a selecção defronta a similar da Líbia. Na terceira jornada, a equipa de Angola defronta a República do Congo, a 23 do corrente.

Angola cumpre a pausa no dia 24. No dia 25, defronta a RDC, outra equipa do meio da tabela. Depois deste percurso, a selecção nacional defronta a candidata Tunísia, a 26 de Janeiro, no encerramento da fase de grupos da prova.A prova vai ser jogada por 12 equipas subdivididas em dois grupos. O grupo A é constituído pelas selecções da Argélia (campeã), Nigéria, Camarões,  Marrocos, Egipto e Gabão.

MASCULINO
Renascimento
justo vencedor


Na classe masculina, o cenário foi diferente, não obstante se notarem algumas tendências que apontavam a um ligeiro proteccionismo à formação do Interclube de Angola. O Renascimento do Uíge foi superior e acabou por triunfar por diferença de dois golos (24-22), numa partida marcada por forte equilíbrio desde o princípio ao fim.

Foi um grande jogo que mexeu com as emoções do grande número de pessoas que afluiu o pavilhão da CPPL. Venceu a formação das terras do bago vermelho por errar menos e não se deixou levar pelos erros dos árbitros que, nalgumas vezes, foram visíveis o dúbio trabalho patenteado.Participaram do certame 10 equipas masculinas e 13 femininas. Na condição de anfitriã, a província de Benguela fez-se representar pelas formações do Núcleo do 1º de Agosto,  CPPL, Nacional e 1º de Maio, em feminino. O Grupo Desportivo E-15 foi o representante masculino no certame que ficou marcado pelo grave erro protagonizado pelos oficiais da mesa ao invalidar um golo legal a três segundos do fim que daria o empate do  1º de Agosto de Benguela e forçar o prolongamento.
                                             júlio gaiano no lobito



TORNEIO FEMININO
Lobito contesta vitória do 1º de Agosto

A final do campeonato nacional de andebol juvenil feminino que a cidade do Lobito organizou de 5 a 16 do corrente e ganha pela formação do 1º de Agosto, resultante do triunfo por 21-20 sobre o núcleo do 1º de Agosto, em Benguela, continua a dar azo a comentários desabonatórios protagonizados pelos oficiais da mesa a escassos segundos do término da contenda. O jogo em si tinha tudo para dar certo e para, no mínimo, terminar com sucesso que se augurava. O pavilhão gimnodesportivo Miranda Guedes esteve ao rubro e a festa estava animada. O público esteve em bom número para a alegria dos organizadores que, horas antes do trumunu, apelavam pela casa cheia.

Altas figuras do governo, do desporto e da sociedade benguelense vivenciaram o ambiente que mexeu com toda gente afecta ao andebol na província.O 1º de Agosto de Luanda entrou de rompante e, em menos de 12 minutos, já vencia por diferença de oito golos, resultante de alguma facilidade da equipa adversária, que acusou em demasia a responsabilidade no jogo. Na segunda metade, as coisas foram completamente diferentes. O jogo estava lançado. Quando menos se esperava, a escassos minutos, o empate estava feito (17-17). A alegria e a festa voltaram a animar as bancadas do pavilhão da CPPL.

Os lances e os golos faziam moradas nas duas balizas, num autêntico, ora marcas tu ora marco eu, animando a grande massa de adeptos.Infelizmente, houve mesmo quem se sentia mal com aquele ambiente de festa que se estava a viver no pavilhão gimnodesportivo engenheiro Miranda Guedes e decidiu acabar com a festa, numa clara afronta com os regulamentos e regras do jogo. A escassos três minutos do fim da contenda, um dos árbitros invalidou o golo do 1º de Agosto de Benguela, que daria o empate a 21-21 e, claro, forçar o prolongamento. Não foi o que aconteceu.

O juiz decidiu dar por terminada a partida para a desolação total das duas mil pessoas presentes. Em cada alma lia-se um sentimento de frustração.Sentiam-se defraudadas. Foi uma pouca-vergonha que se viu. A situação continua a polarizar os temas de conversas de bares e de outros locais de concentração nas cidades de Benguela e do Lobito.

Envergonhados ficaram também alguns oficiais da Federação Angolana de Andebol (Faand) que, a todo o custo, evitaram o contacto com a imprensa, sobretudo, quando abordado sobre o assunto. As pessoas ligadas àquele órgão federativo mostraram-se indisponíveis e indispostas a comentar sobre o assunto. O momento indiciou a borrada cometida pelos juízes de mesa na noite da consagração do título das agostinas. A conquista do 1º de Agosto poderia ser melhor celebrada, não fosse a má interpretação das regras de arbitragem a escassos segundos do fim. O juíz decidiu estragar tudo e jogar por terras todo um trabalho realizado que tinha as condições para redundar num sucesso autêntico.
                                           júlio gaiano| lobito