Jornal dos Desportos

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Seleco de andebol sem estgia no exterior

Silva Cacuti - 28 de Junho, 2016

Equipa nacional vai ser convocada a qualquer momento para dar incio preparao na Cidadela Desportiva

Fotografia: Jornal dos Desportos

Pela primeira vez, depois de cinco participações em Jogos Olímpicos, a selecção nacional sénior feminina de andebol não vai preparar-se no estrangeiro. O estágio, que estava inicialmente aprovado para a Europa, foi abortado por razões de ordem financeira, anunciou Pedro Godinho, presidente da Federação Angolana de Andebol (Faand).

"Tínhamos assumido um estágio a partir do dia 4 de Julho, no estrangeiro, mas como não houve condições para toda a missão olímpica (não só o andebol), vamos ter de arrancar com o plano B, que consiste numa preparação interna. A missão deve partir em conjunto para o Rio de Janeiro", anunciou.

Pedro Godinho referiu que a sua instituição tenta contactos no palco dos Jogos Olímpicos para conseguir alguns jogos de controlo antes do torneio, já que a delegação angolana chega com alguns dias de antecedência.Aliás, neste particular, Angola pode beneficiar do apoio do Comité Olímpico Brasileiro à luz do protocolo para o efeito rubricado em Dezembro de 2015 entre Gustavo Conceição, presidente do Comité Olímpico Angolano, e Marcos Vinícius, director executivo do Comité Olímpico Brasileiro.

Segundo apurámos, o plano de preparação inicial da selecção nacional sénior feminina previa um estágio em Gaia, Portugal, onde também vão estar durante algum tempo pelo menos duas selecções olímpicas. Gaia seria a base e o conjunto angolano sairia para outros pontos da Europa, como Satander, Espanha, para realizar os jogos.

O seleccionador nacional, Filipe Cruz, deve anunciar a qualquer momento a lista da convocatória da selecção. Até agora, apenas o nome da guarda-redes Neide Barbosa é conhecido como integrante da selecção. A participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi o argumento para o recurso apresentado à Confederação Africana de Andebol. A jogadora do Progresso Sambizanga viu levantada à suspensão do castigo que sobre si pesa por agressão a uma árbitra num dos jogos da Taça das Taças.O andebol feminino angolano já esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atlanta'1996, Sidney'2000, Atenas'2004, Beijing'2008 e Londres'2012.

CAN FEMININO
Público apela ao marketing e publicidade


A escolha do pavilhão Multiusos de Luanda para acolher o 22ª edição do Campeonato Africano das Nações, em andebol, na categoria feminina, de 27 de Novembro a 8 de Dezembro, mereceu a abordagem de adeptos e do público. Em unanimidade, os entrevistados apelaram a um trabalho aturado de marketing e publicidade para que a festa do andebol continental tenha uma assistência à dimensão de África.

Mário Nogueira, funcionário público, realçou que "a localização do pavilhão não atrai o público de outras paragens de Luanda, que distam a mais de 40 quilómetros". À semelhança de outros eventos desportivos, assegura, "o CAN feminino pode correr risco de fraca adesão de público". Por outro lado, defende, que "o horário de jogos vai ser determinante para atrair a população".Munguita Pedro, estudante universitária, apela ao Comité organizador do Campeonato Africano das Nações a investir na publicidade e marketing para atrair a população estudantil no multiusos de Luanda.

"Em Dezembro, estamos de férias. Face à carência financeira, muitas pessoas não vão deslocar-se para outras paragens. Então, o evento entra na lista de laser. Para convencer os estudantes, a publicidade e marketing é fundamental", disse.Jorge Manico tem uma perspectiva diferentes. O professor do primeiro ciclo de ensino geral chama a atenção da necessidade de se regular o trânsito na via Benfica-Cacuaco. Jorge Manico justifica que "em Dezembro há muita chuva em Luanda que pode constituir motivo de acidentes".

Para o efeito, "as instituições reguladoras de trânsito devem começar a fazer um trabalho aturado de prevenção três meses antes do evento".Nogueira Lourenço chama a atenção das entidades competentes do desporto. Os acessos ao pavilhão multiusos de Luanda está complicado para alguns transeuntes. O vendedor apela às entidades das Administrações de Kilamba Kiaxi e de Viana a velar pelos buracos existentes nas vias de acesso à Estrada Benfica-Cacuaco.
                    FRANCISCO CARVALHO