Jornal dos Desportos

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Seleco prepara Africano do Cairo

Silva Cacuti - 05 de Janeiro, 2016

O pivot do 1 de Agosto e da seleco nacional Gabriel Teka ja trabalhou

Fotografia: Jos Soares

O pivot do 1º de Agosto e da selecção nacional, Gabriel Teka, trabalhou, ontem, com o mínimo de limitações, depois de um quadro de melhoria na lesão com que se debate no joelho direito e que o impedia de trabalhar com o grupo de convocados para o 22º campeonato africano sénior masculino que se disputa no Cairo, Egipto, de 20 a 31 do corrente.Segundo apuramos a melhoria coloca Teka entre as opções do treinador Filipe Cruz que não pôde contar com o atleta na campanha dos Jogos Africanos de Brazzaville, em Setembro de 2015, por causa da mesma lesão.

Teka, 24 anos, é referenciado como atleta preponderante na manobra defensiva e ofensiva da equipa nacional e a sua confirmação no grupo que na sexta-feira segue viagem para o estágio no Egipto, pode ser considerada como uma mais-valia. Filipe Cruz não vai dispensar nenhum dos 17 jogadores que convocou. Trabalha com Augusto Dinzeia, Belchior Camuanga, Edvaldo Ferreira, Elsemar Santos, Gabriel Teca, Geovany Muachissengue, Agnelo Quitongo, Adilson Maneco, Osvaldo Mulenessa, Romeu Hebo, Sérgio Lopes, Cláudio Lopes (1º de Agosto), Adelino Pestana, Julião Gaspar (Interclube), Enio de Sousa, Manuel Nascimento (Marinha de Guerra). Já no Egipto integra o grupo Elias António, jogador do Madeira SAD de Portugal.A equipa vai efectuar entre quatro a cinco jogos de controlo com equipas locais. O primeiro está marcado para o dia 11 diante da equipa do Al Ahly, vice campeã continental.

No campeonato africano Angola vai tentar a melhoria do quarto lugar da classificação-geral obtido na última edição e está inserida no grupo B,  com as formações da Tunísia, Líbia, República Democrática do Congo, Quénia e República do Congo. Na primeira jornada, a 21 de Janeiro, os pupilos de Filipe Cruz defrontam o Quénia, equipa que não esteve inscrita nas duas últimas edições da competição.Na segunda jornada, 22 de Janeiro, a equipa defronta a similar da Líbia, equipa que segurou a lanterna vermelha na prova disputada em Argel, Argélia, em 2014. No dia seguinte a selecção nacional vai precisar de mais esforço, porque terá pela frente a similar da República do Congo, sétima da tabela geral da última prova. Angola cumpre a pausa prevista para o dia 24, e, no dia 25 defronta a RDC, outra equipa do meio da tabela. Depois deste percurso a selecção nacional defronta a candidata Tunísia, a 26 de Janeiro, no encerramento da fase de grupos da prova.

AUSÊNCIA
Dinheiro tira Escolinha dos nacionais


A equipa da Escolinha do São João, vencedora do campeonato provincial juvenis feminino do Huambo vai falhar a disputa do campeonato nacional agendado para 5 a 18 do corrente na cidade do Lobito por falta de verbas para custear a sua estadia naquela cidade portuária, apurou o Jornal dos Desportos de fonte da direcção.Oitava classificada da última edição, a equipa podia, até, aproveitar a boleia do Petro do Huambo que vai representar a província na classe masculina, mas precisaria que valores para se manter.

"Infelizmente a equipa trabalhou bem, com mérito apurou-se para o campeonato, mas temos em caixa menos de 100 mil Kwanzas que seriam insuficientes para arcar com alojamento e alimentação da equipa durante o campeonato. Batemos portas, mas sem qualquer sucesso", disse nosso interlocutor.Em 2015 a equipa já trabalhou mais desafogada por ter recebido algum material desportivo, fruto da transferência de Nucha Cangovi, uma das suas melhores executantes, para o 1º de Agosto, mas algumas das atletas vão ter que queimar etapas e esperar a oportunidade de jogar a prova de juniores em outra época.

Contactada pela nossa reportagem, Nucha que ganha espaço na equipa do 1º de Agosto lamenta a situação e espera que a sociedade local se abra para permitir que mais atletas possam competir ao mais alto nível."Não sei se isto também é consequência da crise, acho que a nível local não há confiança nas equipas mas peço que o empresariado do Huambo e a sociedade em geral olhe para projectos desportivos como a Escolinha e dê o mínimo de apoio para não fazer morrer o sonho de muitas meninas de um dia aparecerem a jogar ao mais alto nível", comentou.

Cangovi, que gostaria de voltar a ver e até jogar diante de antigas companheiras, refere que estas ausências não só retiram a possibilidade de muitas atletas poderem exibir o seu potencial e ser observadas, como foi o seu caso, também desmotivam as jogadoras e queimam etapas, depois de trabalharem durante todo o ano."Peco às minhas ex-companheiras que não fiquem desmoralizadas, que trabalhem muito e que continuem a treinar e estudar. Depois de todo o ano a treinar quando aparecem situações destas às vezes a tendência é baixar a cabeça, mas não se deixem derrotar com isso", apelou.O Petro do Huambo, representante provincial na classe masculina ostenta a medalha de bronze, mas segundo apuramos, embora a direcção do clube tenha garantido presença da equipa, também enfrenta algumas dificuldades. A viagem para o Lobito, inicialmente agendada para ontem, pode acontecer apenas amanhã.