Jornal dos Desportos

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Sete atletas desfalcam a Seleco

Francisco Carvalho - 09 de Novembro, 2013

As supercampes africanas apresentaram motivos diferentes para se ausentarem do grupo de trabalho

Fotografia: Jornal dos Desportos

As ausências das principais atletas marcam a primeira semana de preparação da Selecção Nacional de andebol sénior feminino no pavilhão do Catetão. A equipa técnica liderada por Vivaldo Eduardo está desprovida de sete importantes jogadoras do esquema táctico, visando as participações no campeonato do mundo, a realizar-se na Sérvia, e no campeonato africano, na Argélia.

À entrada da segunda semana de trabalhos, a pivot Albertina Cassoma nunca compareceu aos treinos e alegou na carta endereçada à Federação Angolana de Andebol questões académicas. A meia-distância Elzira Barros e a pivot Bombo Calandula apresentaram questões pessoais para dispensar a preparação.

A meia-distância Nair Almeida, por questões médicas, e a guarda-redes Maria Pedro, por questões familiares, também estão ausentes do grupo de trabalho. A irreverente Azenaide Carlos, a meia-distância do 1.º de Agosto, está só parcialmente recuperada depois da cirurgia ao ombro, e a ponta Juliana Machado está de malas aviadas para Espanha, onde vai jogar no Guardéz.

A Selecção Nacional atravessa outras dificuldades. A veterana meia-distância Marcelina Kiala, as pontas Isabel Fernandes “Belezura” e Lurdes Monteiro e a pivot Anastácia Sibo trabalham condicionadas. O quarteto esteve acossado por lesões.

A contrariedade do grupo de trabalho deixa baralhado Vivaldo Eduardo. Para compensar as dispensas forçadas, a equipa técnica vai proceder nos próximos dias à chamada de outras atletas. Para reforçar o posto de pivot, com Anastácia Sibo, limitada, Vivaldo Eduardo pode chamar Patrícia Barros, atleta do Petro de Luanda. A jovem atleta consta da lista das grandes promessas do “sete” nacional.

REACÇÕES
As ausências das principais atletas da Selecção Nacional estão a merecer comentários junto dos adeptos. Numa ronda feita ontem à tarde o público manifestou-se preocupado com a participação de Angola nas duas importantes competições. Com a ausência das “craques” a melhoria do sétimo lugar de França fica mais difícil.

Anita Ferraz Bande, antiga praticante de voleibol, disse que “a situação deve merecer a atenção da Federação Angolana de Andebol e do Ministério da Juventude e Desportos”, tendo em conta o nome e a responsabilidade que Angola tem no mundo.

“O andebol feminino, a par do basquetebol, é a mascote do desporto nacional e a recusa em bloco das atletas pode estar ligada a outros motivos que devem ser investigados.”

A guarda-redes Maria Pedro é a titular do Petro de Luanda em todas as competições, mas sempre alegou questões pessoais para estar ausente da Selecção Nacional. Em entrevista a uma estação de televisão, a guarda-redes disse que regressava ao “sete” nacional se tivesse a permissão da sua igreja e dos familiares.


Presidente da CAHB
aprova condições


O presidente da Confederação Africana de Andebol (CAHB), Aremou Manserou, destacou ontem a importância da Agência Angola Press (Angop) na realização de eventos internacionais, devido à influência que este órgão tem na sociedade.

O responsável disse no final de uma visita efectuada à Angop que a comunicação social é parceira de qualquer organização desportiva, na medida em que divulga a prova e publicita os órgãos envolvidos.Manserou acrescentou que no caso de Angola, candidata a organizar os africanos seniores masculino e feminino, a imprensa no geral joga um papel fundamental e, por isso, reuniu com as altas entidades ligadas à comunicação social e responsáveis dos órgãos no sector.

O dirigente africano foi recebido na quinta-feira pelos presidentes dos conselhos de administração da Televisão Pública de Angola, Rádio Nacional e Edições Novembro.

Ontem, além do encontro com o Conselho de Administração da Angop, visitou os pavilhões da Cidadela e Comité Olímpico e deu uma conferência de imprensa na sede da Federação, onde balanceou a inspecção efectuada ao país.