Jornal dos Desportos

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27 de Agosto, 2013

Determinante foi a forma como se bateu ontem a selecção nacional de basquetebol contra o Mali, na abertura da fase do “mata-mata” do Afrobasket 2013, que decorre em Abidjan. Dir-se-ia, em obediência à verdade, que com o Mali pairava no ar algum receio, não só por ser uma referência no basquetebol africano, mas também pela forma como se tem exibido no presente campeonato. Mas, Angola agigantou-se e superou, com algumas dificuldades, que a nossa humildade permite reconhecer.

Houve necessidade de empregar todo “o savoir faire” e mais do que isso, toda a matreirice, em função da sua larga experiência competitiva, que carrega durante anos, ao longo dos quais logrou a conquista de dez campeonatos africanos. Com astúcia, a equipa foi construindo a sua vitória, cesto a cesto, triplo a triplo. Entretanto, para nós saltou à vista uma constatação: o Mali não é nenhuma pêra doce. Pelo menos apresenta uma selecção que impõe algum respeito, com jogadores muito determinados, que sabem lutar até ao limite pelos seus objectivos em campo.

Mas não é tanto isso que conta. O que se pretende aqui é reconhecer a excelente prestação que teve ontem o “cinco” nacional, e, como não devia deixar de ser, dar força aos seus integrantes no sentido de encararem o resto do torneio com o mesmo estoicismo, a mesma perseverança, a mesma voluntariedade, o mesmo orgulho patriótico.

É nossa convicção que, com a vitória ontem sobre o Mali, estão cumpridos 70 por cento do percurso deste desafio, que levará ao resgate do troféu perdido na edição passada para a Tunísia. Pela frente desenham-se apenas dois obstáculos, difíceis à primeira vista, mas não impossíveis, para se poder soltar o fôlego e cantar a vitória. Amanhã, pelo caminho do “cinco” nacional, e já para os quartos-de-final, “cruza” a Argélia, uma das equipas mais regulares deste campeonato, capaz de criar dificuldades. Mas também pode-se apresentar em desvantagem do ponto de vista psicológico.

Angola, é um adversário que muitos gostariam evitar, não apenas por ser o que é, mas sobretudo pelos resultados que vem fazendo na prova.
Posto isso, atrevemo-nos sempre em apontá-lo como um potencial favorito neste jogo. E uma eventual vitória sua poderá elevar os níveis de confiança sobre as probabilidades de terminar glorioso. Se é verdade que é difícil construir o alicerce, tornando-se o resto da empreitada mais fácil, então Angola só tem que confirmar, porque o pior já ficou para trás…