Jornal dos Desportos

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1 de Agosto e Vila disputam a final

Gaud?ncio Hamelay ,no Lubango - 27 de Janeiro, 2017

O 1 de Agosto confirmou ontem o passe para a final do Campeonato Nacional de basquetebol de Sub-18

Fotografia: Joo Gomes

Ontem, os militares derrotaram nas meias-finais o Sporting Clube de Benguela por 73-45. A equipa do Rio Seco entrou na partida com algum excesso de responsabilidade em querer assumir as rédeas do jogo e encontrou corredor fechado na defesa dos sportinguistas .

Do primeiro até o terceiro quarto, o 1º de Agosto viu as suas tentativas de assalto à liderança frustrada. O Sporting de Benguela estava decidido a não entregar o jogo com facilidade. Após o pequeno interregno, a equipa das acácias rubras não resistiu a pressão e a quebra física permitiu aos "militares" consolidar a vantagem esperada na ponta final do último quarto.

O treinador principal do 1º de Agosto, Walter Costa, disse que as meias-finais são como as finais: ganham-se e não se jogam. Por essa razão, sustentou, durante a partida procuraram fazer tudo para consolidar uma certa vantagem. Finalmente, conseguiram-no nos dois últimos períodos, sobretudo, na ponta final do último quarto.

Referiu que a estratégia funcionou e  ganhar o desafio.

“O Sporting Clube de Benguela conseguiu dar uma réplica até o terceiro período, mas acabou por entregar o jogo. Resta-me felicitar os meus rapazes pela luta imprimida desde o princípio do jogo e com a vontade de ganhar. Fomos mais felizes e conseguimos ganhar com uma margem folgada ", enalteceu.

Walter Costa salientou que independentemente do finalista, estão preparados para mostrar o bom basquetebol. 

“Na final, vamos estruturar a nossa equipa para fazer o jogo conforme temos feito até agora. O nosso objectivo é melhorado de jogo a jogo; mostrar aquilo que a equipa sabe fazer. Isso não vai fugir no jogo da final”, garantiu. 

O treinador do Sporting Clube de Benguela, Jorge Emanuel, justificou a equipa teve muitas dificuldades por não contar com dois bases que clinicamente estão mal. Por esse motivo, teve de sacrificar o terceiro base e adaptá-lo a um extremo-base.


NACIONAL DE SUB-18
Luta acérrima pelo título feminino


A luta pela conquista do título de campeão nacional de basquetebol de Sub-18 feminino continua acérrima a duas jornadas para o término da competição que decorre até amanhã no Lubango, província da Huíla. O 1º de Agosto e o Interclube, principais candidatos, não param de somar vitórias na competição que se disputa no sistema de todos contra todos a duas voltas.

Ontem, para a terceira jornada, o 1º de Agosto derrotou o Benfica Petróleos do Lubango por 61-40 e cimentou a liderança com 13 pontos.

O campeão em título, o Interclube, é o perseguidor directo na segunda posição com 11 pontos. Ontem, a equipa de Luanda não teve veleidades para com o confrade, o Interclube de Benguela, e bateu por 69-46. A equipa derrotada ocupa a terceira posição com 10 pontos.  Fora do pódio estão o Benfica Petróleos do Lubango e Sporting Clube de Benguela, com sete pontos cada. Por força de calendário, descansou o Sporting Clube de Benguela.

Hoje, para a quarta jornada, há derbie benguelense. O Sporting Clube de Benguela recebe às 12h00, no pavilhão de Benfica Petróleos do Lubango, o Interclube de Benguela. Duas horas depois, no mesmo espaço, os donos de casa recebem o Interclube.

Convidada a analisar o jogo, a treinadora do Interclube, Elisa Pires, disse que vai ser uma "final autêntica", apesar da "fragilidade que o conjunto huilano apresenta no sector individual e colectivo". É uma agremiação "muito forte" e a maior parte das equipas adversárias encontram dificuldades para ultrapassar a defesa.

"É uma equipa que sabe pressionar e não desistem com facilidade. No entanto, vai ser um jogo muito difícil", avaliou.

Quanto à vitória de ontem, disse que tiveram de trabalhar bastante para obter a vitória. Foi um jogo difícil e as atletas sabiam que não podiam claudicar para pressionar o 1º de Agosto. A esperança de revalidação do título continua.


OBJECTIVO
Interclube de Benguela
termina em terceiro


O treinador do Interclube de Benguela, Hilário Filipe, almeja fechar o campeonato nacional de basquetebol com uma vitória e ocupar o terceiro lugar para dignificar as cores da agremiação bem como o nome da província das acácias rubras. A equipa comandada por Hilário Filipe, defronta hoje o Sporting de Benguela naquela que é o último jogo para as polícias.

“Não muda nada, porque está tudo definido. Já temos o terceiro lugar garantido, mas vamos fazer tudo de forma a dignificar o nome do clube e da província. Por isso, vamos procurar amanhã (hoje) fechar o campeonato com uma vitória”, garantiu.   

No jogo de ontem diante do Interclube de Luanda, Hilário Filipe reconheceu ter cometido muitos erros no segundo período, o que permitiu ao adversário fugir para 25 pontos de diferença. A partir daí, foi muito difícil recuperar a diferença. As suas jogadoras fizeram esforço muito grande, mas em nada valeu.

“Tentamos recuperar os 10 e 12 pontos, mas não foi possível. Depois veio o cansaço do grupo”, justificou.


AVALIAÇÃO
Técnicos reconhecem
bom nível competitivo


O técnico-adjunto do Recreativo do Libolo, Pavi Kabila, sublinhou ontem no Lubango que a nata de basquetebol angolano está a ser muito bem formada para substituir os craques da selecção nacional. Felicitou todas as equipas participantes no campeonato nacional de Sub-18 pelo bom trabalho nos escalões de formação.

“As equipas têm grandes jogadores. Começo a ver que a nata de basquetebol está a ser muito bem formada. Temos jogadores para amanhã substituir os craques da nossa selecção nacional. São jogadores dotados de boa técnica e de qualidade de basquetebol em Angola”, ressaltou.

O técnico da Casa Pessoal do Porto do Lobito, Edson Pires, sustentou que o nível técnico proporcionado pelas equipas é satisfeito. Os jogos estão a ser muito competitivos.

"As equipas estão muito fortes e os jogos estão difíceis”, destacou

Para Venâncio Quintas, treinador principal do Vila Clotilde, o nível técnico das equipas começou a subir gradualmente à medida que a prova atinge o auge. Quando as coisas se aproximam da final, os jogadores também encaram os jogos de maneira diferente.

“Quando viemos do litoral, enfrentamos imensas dificuldades de adaptação ao clima. Apesar disso, já estamos a sentir-nos melhor. Por isso, o nível técnico dos nacionais ganham a cada dia maior competitividade”, ressaltou.
GAUDÊNCIO HAMELAY | NO LUBANGO