Jornal dos Desportos

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1 de Agosto em vantagem na AfroLiga

Juscelino da Silva - 23 de Março, 2019

Emanuel Quezada foi o cestinha do jogo

Fotografia: Jos Cola | Edies Novembro

O 1º de Agosto está com um pé nas meias-finais da AfroLiga, depois de vencer ontem na Cidadela Desportiva o Petro de Luanda por 70-53 em desafio da primeira mão. Em casa alheia, os militares impuseram a ordem para refrear os ânimos \"exaltados\" dos adeptos anfitriões nos dois primeiros quartos da partida.

Liderados pelo base norte-americano Emanuel Quezada, a equipa de Paulo Macedo despertou da \"sonolência\", quando o placard apresentava 17-16 favoráveis aos donos de casa. As investidas de colectividade debaixo da tabela e os lançamentos de longa distância foram fundamentais para a vitória.No lado petrolífero, Lazare Adingono e pupilos devem queixar-se de si mesmo. A curta vantagem no primeiro quarto foi desperdiçada ante a forte defesa militar e a falta de confiança dos atletas. O moral dos atletas baixou, quando se depararam com \"a fúria\" militar.

Os petrolíferos a jogar em casa diante do seu público não tiveram argumentos para travar a fúria militar. Entraram bem na partida com um cinco virado para o ataque. Lazare Andingono colocou na quadra o base Childe Ndundão, Carlos Morais, Olímpio Cipriano, Leonel Paulo e Divaldo Mbunga. Fruto da boa dinâmica ofensiva e defensiva, o extremo Olímpio Cipriano era o grande tocador de piano dos tricolores. No final do quarto inicial o placarde apontava 17-16 favoráveis aos de casa.

No segundo período, os militares entraram com a disposição de inverter o quadro.  Paulo Macedo alterou a estratégia de jogo e passaram a circular mais a bola, melhoraram a defesa e obrigaram o Petro de Luanda a cometer muitos erros, quer defensivos quer ofensivos. Os anfitriões ainda chegaram a equilibrar o jogo e fecharam a primeira metade do jogo empatados: 33-33. No reatamento, a história do jogo mudou por completo. O base Emanuel Quezada assumiu o jogo ofensivo dos militares. Carregou no acelerador e não mais parou. Os militares fugiam no placard sobre olhar atento do camarones Lazare Adingono. O 1º de Agosto venceu o terceiro tempo por 50-61.

Lazare Adingono lançou para a quadra o norte-americano Kendrall Gray. O atleta tudo fez para mostrar o seu basquetebol, mas encontrou no treinador o travão. O jovem de vinte e seis anos de idade viu a sua estreia durar apenas dois minutos e dezoito segundos na quadra. Os pupilos de Adingono ainda tentaram reduzir a desvantagem dos militares, mas o \"sargento\" Emanuel Quezada não dava asas à concorrência. Os militares acabaram por vencer a partida por 57-70. Os meninos de Paulo Macedo vão para o embate do dia cinco de Abril com uma vantagem de 13 pontos. 

Lazare Adingono foi um mero espectador. Perdeu mais tempo em discutir com o treinado militar do que orientar a própria equipa. A derrota do Petro de Luanda deixou a massa associativa petrolífera com os nervos à flor da pele. Os adeptos não compreendem como é possível o Petro de Luanda não consegue impor-se diante do arqui-rival com as aquisições feitas.

No final da partida, o timoneiro esclareceu que não usou o norte-americano Kendrall Gray por não ter qualidade e por ter chegado tarde ao país. Garantiu que a equipa está melhor preparada face à qualidade de jogadores e assegurou ganhar todas as competições em que está engajada.Lazaré prometeu fazer o melhor para contrapor o favoritismo do 1º de Agosto no jogo da segunda mão. O base do 1º de Agosto, Emanuel Quezada, foi o cestinha da partida com 36 pontos, seguido por Olímpio Cipriano, do Petro de Luanda, com 15.