Jornal dos Desportos

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Modalidades

Academia projectada para este ano

08 de Setembro, 2016

Campus de basquetebol sem fronteiras

Fotografia: Eduardo Pedro

A 15ª edição do Campus de basquetebol sem fronteiras, realizada em Luanda de 31 de Agosto a 03 de Setembro, deu origem ao projecto de criação de uma academia da modalidade, este ano, informou terça-feira o coordenador do evento (Campus), Gerson Monteiro.

Falando à Angop, sobre os resultados do Campus, cujo objectivo é descobrir talentos pelo mundo, explicou que o país beneficiou de material desportivo suficiente para abertura da academia, que deverá funcionar na Arena do Kilamba.

“Uma das vantagens do país ao albergar o Campus sem fronteiras é o facto de beneficiarmos de material, oferta dos responsáveis da NBA, que vai servir para abertura da academia de basquetebol,  ainda este ano. Sem esta oferta não seria possível”, frisou o antigo jogador do Petro de Luanda e 1º de Agosto.

Explicou que estará aberto para candidatos dos 5 aos 20 anos de idade e que o principal objectivo é formar atletas para os clubes. “Queremos criar um espaço que também pode ser aproveitado para os treinos das selecções”, acrescentou, realçando que os candidatos deverão pagar uma taxa de inscrição e mensalidade.

Disse ainda que a NBA vai apoiar o projecto, mas que procuram também investidores nacionais. “Estamos a trabalhar no marketing para atrair patrocinadores, alguns já estão identificados”.

O campo de treinos de basquetebol sem fronteiras contou com 87 jovens, dos quais 33 femininas. Além de Angola teve participantes do Congo Democrático, Moçambique, Nigéria, Senegal, África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia, Uganda, Rwanda, Tunísia e Tanzânia.

ORIENTAÇÃO
Giovannoni defende
um técnico brasileiro


Atleta mais velho e há mais tempo na selecção de basquetebol e presidente da Associação de Jogadores, o extremo poste Guilherme Giovannoni acredita que está na hora de a equipa do Brasil voltar a ter um treinador brasileiro, algo que não acontece desde 2008, quando o espanhol Moncho Monsalve foi contratado após a demissão de Lula Ferreira.

Para o veterano de 36 anos, a saída do argentino Rubén Magnano – oficializada há duas semanas – abre espaço para que um treinador do país assuma o cargo. Ele ressalta que isso não ocorre por falta de qualidade dos estrangeiros, vide que foi só elogios às passagens de Magnano e Moncho. Mas entende que os treinadores brasileiros se qualificaram.

"Técnicos estrangeiros como o Moncho e o Rubén vieram num momento em que isso era preciso para a modalidade, uma época em que eram necessárias mudanças. Eles também trouxeram muitas melhorias aos nossos técnicos. Temos muitos treinadores capacitados para assumir a selecção agora, como o Neto, o Gustavo (de Conti) e o Demétrius", disse Giovannoni fazendo referência aos assistentes de Magnano na equipa nacional.

"Mas não são apenas estes. Tem também o Dedé, o Bruno (Savignani) que estão a crescer, a aprender. Temos uma grande quantidade de treinadores competentes", afirmou em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

Giovannoni disse que não conversou com Magnano desde que foi definido o fim do seu vínculo com a Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB), mas que sua saída da selecção não o surpreendeu. Um discurso em tom de adeus, inclusive, foi feito ainda no Rio de Janeiro após a eliminação dos Jogos Olímpicos ter sido decretada.

"Ele deu adeus e referiu que não sabia da nada acerca da sua continuidade. Mas para ser sincero, não me surpreendeu. A saída dele não tem muito a ver com resultados. Ele fez um excelente trabalho no país, teve competência para nos colocar nos Jogos Olímpicos de Londres, tivemos óptimas participações em Mundiais e deixou um enorme legado. Vai ter um antes e depois de Rubén Magnano no basquetebol brasileiro", afirmou.

"Mesmo se tivéssemos feito uma melhor campanha acredito que ele sairia por uma série de razões. Conhecendo a situação financeira da CBB, sabíamos que seria difícil a sua permanência", completou o extremo poste.

Entretanto, passado quase um mês desde a derrota para a Argentina por 111-107 após dois prolongamentos, Giovannoni aina não conseguiu aceitar bem o resultado que praticamente eliminou o Brasil do torneio olímpico.