Jornal dos Desportos

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Modalidades

Americanas brincam com espanholas

22 de Agosto, 2016

Os Estados Unidos superioridade no basquete feminino

Fotografia: AFP

A superioridade dos Estados Unidos no basquete feminino é tão gritante que a Espanha teve toda razão em comemorar a prata como se fosse ouro. As europeias enfrentaram uma equipa muito mais alta e forte, com um banco de reservas tão bom como suas titulares, e só conseguiram equilibrar a partida no primeiro tempo.

 Depois, o placar foi se esticando em favor daquelas que buscavam seu oitavo título Olímpico, até aos 101 a 72 finais. De Los Angeles 1984 para cá, as americanas só não ganharam o ouro em Barcelona 1992.  Na final disputada na Arena Carioca 1, no sábado (20), os Estados Unidos mostraram que quantidade de jogadoras e uma forte liga profissional não dão chance a outras selecções, que disputam menos jogos durante suas temporadas.

A Espanha tentou ser aplicada tacticamente, marcar muito e sair para contra ataques em velocidade, mas não aguentou manter esse ritmo contra adversárias maiores fisicamente.

As norte-americanas, enquanto isso, mostravam se divertir em quadra, até imitando Usain Bolt na lateral.  No campeonato mundial da Turquia 2014, a Espanha perdeu para os Estados Unidos por apenas 13 pontos (77-64), mas nestes Jogos Olímpicos a situação foi diferente. Aliás, já ficou claro na fase de grupos, quando as americanas tinham uma vantagem de 40 pontos  (103 a 63). Na final, a diferença foi de 30 pontos.

Ana Torrens, a principal jogadora espanhola, havia dito que as rivais tinham a melhor equipa e restava à sua equipa lutar até a última bola. Foi o que fizeram e comemoraram o máximo que outras selecções poderiam almejar,  a prata.

A Sérvia, que derrotou a França, 70-63, pelo bronze, também dançou antes de receber as medalhas no pódio. Foi a primeira participação Olímpica da selecção feminina do país, e ganhar uma medalha foi além do esperado.