Jornal dos Desportos

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Angola defronta de novo a Venezuela

Melo Clemente - 08 de Agosto, 2015

Angolanos e venezuelanos voltam a jogar esta noite mais uma partida amistosa no âmbito da preparação aos compromissos continentais

Fotografia: José Cola

A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculino volta a defrontar amanhã, a partir das 19h00, em Espanha, a similar da Venezuela, no que é o sétimo jogo de controlo dos hendecacamepões africanos que projectam a participação na fase final da 28ª edição do Campeonato Africanos das Nações da Tunísia, prova a decorrer de 19 a 30 do mês em curso.

Com seis amistosos realizados, o seleccionador nacional, já tem reforçada a posição cinco, com a integração do poste Yanick Moreira, pode aproveitar a partida de mais logo para liminar as arestas, fundamentalmente nos aspectos defensivos, onde são visíveis algumas fragilidades. Yanick Moreira, poste, de 24 anos, dois metros e onze centímetros, pode constar do “cinco” inicial, como apurou o Jornal dos Desportos junto da equipa técnica.

O internacional angolano, que tentou ingressar na NBA, por via dos Los Angeles Clippers, chegou quarta-feira a Espanha,  onde está montado o “quartel general” dos campeões africanos, começou a trabalhar com o grupo na quinta-feira, facto que deixou satisfeito o seleccionador nacional, Moncho López, que  conta agora com 15 atletas para a campanha Afrobasket, prova selectiva aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Este vai ser o quarto jogo de controlo entre as duas selecções, em terras espanholas. Em três partidas, a Selecção Nacional, que está em busca do 12º anel continental, venceu dois jogos e perdeu um.



Aliás, os hendecacampeões africanos realizaram seis jogos de controlo, venceram cinco partidas e averbaram  uma derrota.O seleccionador nacional vai aproveitar as últimas quatro partidas para fazer acertos, antes de rumar para o palco da competição.

Os campeões africanos começaram por derrotar a selecção de Espanha de sub-18, por 79-63, depois perderam no segundo amistoso com a similar da Venezuela, por 54-84.

Posteriormente, voltaram a derrotar a Espanha, por 84-80, seguindo os triunfos frente a Venezuela, por 95-76 e 88-85.  No último jogo de controlo, os angolanos superaram o All Star, por expressivos 101-75.

Estão ao serviço do combinado nacional os atletas Armando Costa, Bráulio Morais, Domingos Bonifácio, Carlos Morais, Roberto Fortes, Edmir Lucas, Edson Ndoniema, Mohamed Cissé Malick, Valdelício Joaquim, Eduardo Mingas, Leonel Paulo, Yanick Moreira, Reggie Moore e Felizardo Ambrósio “Miller”.

A Selecção Nacional vai disputar a fase preliminar do Afrobasket da Tunísia, incorporada no Grupo B, juntamente com Moçambique, com quem se estreia no próximo dia 20, Senegal e Marrocos.  A Tunísia, país anfitrião, encabeça o Grupo A, com as similares do Uganda, Nigéria e República Centro - africana.

O Egipto, penta campeão africano, à semelhança do Senegal faz parte do Grupo C, com Gabão, Mali e Camarões, ao passo que a Costa do Marfim, Cabo Verde, Argélia e Zimbabwe estão no Grupo D.


DOMÍNIO EM ÁFRICA
Percurso triunfal dos hendecacampeões (II)


CAIRO’91 – Vitorino Cunha, basicamente com os mesmos jogadores com quem se estreou no lugar mais alto do pódio, repetiu a dose de Luanda nesse campeonato, que o Egipto voltou a realizar e bateu o Senegal, numa final muito difícil.
O Egipto, de quem se esperava mais, dada a sua condição de anfitriã, não conseguiu melhor que a medalha de bronze, apesar dos “empurrões” de que beneficiou durante a primeira fase da competição, para que o título ficasse em casa do país organizador. Era o bi - campeonato para Angola. A hegemonia começava a desenhar-se com maior nitidez.

NAIROBI’93 – Se assim se pensou, assim se confirmou na competição organizada pelo Quénia, que ganhou de algum modo nas mesmas circunstâncias que rodearam o campeonato de 1987, em Tunis, onde os principais candidatos pelejaram pelo título em “terreno neutro”. Era uma espécie de “tira-teimas” entre o bi - campeão e os seus rivais, nomeadamente, egípcios, senegaleses e nigerianos, que começavam a despontar na competição continental. Aqui, Angola, a nova potência do continente, não frustrou as expectativas dos que nela confiavam e voltou ao ouro, conseguiu o tri - campeonato consecutivo, o que era inédito em África. A final foi ganha no jogo  com  o Egipto.

ARGEL’95 – Se ainda havia alguma dúvida em relação à força dos angolanos, dissipou-se completamente em Argel, onde a Selecção Nacional, então novamente sob comando de Wlademiro Romero, espalhou toda a classe. E veio o “tetra” com a maior naturalidade. Veio com naturalidade, mas com algumas dificuldades de monta, diante dum Senegal irrequieto, embora em fase de renovação. Era a conquista do “tetra - campeonato” e o direito de levar a Taça das Nações Africanas para Luanda, o que se constituiu num outro feito inédito.


AFROBASKET

IV- EDIÇÃO
Pela primeira vez um país repetiu a organização do evento, no caso o Marrocos, que queria igualar-se ao Egipto em termos de títulos conquistados. Esse campeonato teve a particularidade de receber quatro novos “inquilinos”, todos da África Sub-Sahariana, designadamente RCA, Mali, Nigéria e Costa do Marfim.

Foi curioso notar que o Egipto voltou a não estar presente nessa prova e não sem alguma surpresa, o grande campeão foi o Senegal. Nascia, então, uma outra potência do basquetebol continental, o Senegal.

No pódio houve ainda lugar para os anfitriões (segundo) e a estreante RCA. Era a primeira vez que os países da África Sub - sahariana ficavam em maioria no estrado da glória, além de que outras grandes referências da modalidade se perfilaram para as disputas que se seguiam.

País-sede: Marrocos
Data: 29 de Março a 06 de Abril de 1968
Campeão: Senegal
Participantes (8): Senegal, Marrocos, RCA, Mali, Sudão, Argélia, Nigéria e Costa do Marfim.

V- EDIÇÃO
A principal referência do basquetebol africano, que tinha estado de fora nas duas últimas edições, decidiu voltar em grande naquela que foi a segunda vez que um país repetia a organização do campeonato. Anfitrião, o Egipto ganhou a competição, não antes sem suar abundantemente, pois o Senegal opôs-lhe tenaz resistência na final. Ficou, porém, o aviso de que as coisas começavam a delinear-se mais claramente em termos de hierarquia. Ou seja, o Egipto continuava ser a principal potência, mas tinha a companhia do Senegal e da RCA, quarta colocada nesta prova que os tunisinos foram terceiros. Este era, depois de Marrocos’68, o segundo campeonato que se disputava em duas séries. Também foi o primeiro que necessitou de prova qualificativa para se chegar à fase final.
País -Sede: Egipto
Data: 09 a 15 de Março de 1970
Campeão: Egipto
Participantes (7): Egipto, Senegal, Tunísia, RCA, Líbia, Palestina e Somália.
 
VI- EDIÇÃO
Na quinta participação e após duas subidas consecutivas ao pódio de honra, o Senegal chamou a si a organização da prova com o fito de voltar a saborear as delícias de um triunfo. Dito e feito. Ou seja, a actuar em casa, o Senegal garantiu o primeiro lugar, superou a concorrência sem grandes problemas, num campeonato que pela primeira vez se disputava a Sul do deserto do Sahara.

Os “grandes” do basquetebol africano passaram a ser sobejamente conhecidos nesse campeonato em que Camarões, Madagáscar e Togo foram participantes de primeira viagem. Pela primeira vez, o Mali chegava ao pódio africano, em cujas cercanias andou durante muito tempo.

Nota interessante é que esse foi, até àquela data, o campeonato com maior número de selecções participantes, o que traduziu uma grande vitalidade do basquetebol africano e o interesse quase generalizado de muitos países.

País -Sede: Senegal
Data: 25 de Dezembro de 1971 a 02 de Janeiro de 1972
Campeão: Senegal
Participantes (12): Senegal, Egipto, Mali, RCA, Tunísia, Sudão, Marrocos, Camarões, Madagáscar, Costa do Marfim, Togo e Nigéria.


Bonifácio e Cissé
fora do “Africano”


O base Domingos Bonifácio, os extremos Edmir Lucas e Malick Cissé foram ontem afastados da pré-selecção nacional de basquetebol, que prepara o Campeonato Africano (Afrobasket2015), a ter lugar de 19 a 30 de Agosto na Tunísia, apurou a Angop.

Deste modo, estão definidos os 12 jogadores que vão defender o título continental, sob orientação do espanhol Moncho Lopez.

Relação dos convocados: Armando Costa, Bráulio Morais, Hermenegildo Santos, Roberto Fortes, Edson Ndoniema, Carlos Morais, Leonel Paulo, Eduardo Mingas, Reggie Moore, Felizardo Ambrósio, Valdelício Joaquim e Yanick Moreira.

A selecção  encontra-se a estagiar em Espanha, onde vai disputar de 15 a 16 de Agosto o torneio de Santander, antes do Afrobasket.

Hoje, os convocados de Moncho Lopéz voltam a defrontar a selecção da Venezuela num jogo em que o poste Yanick Moreira, recentemente integrado nos trabalhos do “cinco” nacional, pode ser utilizado.

Este vai ser o quarto jogo de controlo entre as duas selecções, em terras espanholas. Em três partidas, a Selecção Nacional, venceu dois jogos e perdeu um. os hendecacampeões africanos realizaram seis jogos de controlo, venceram cinco partidas e averbaram  uma derrota.