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Angola mostra fragilidades na China

Melo Clemente - 09 de Agosto, 2018

Hendecacampees africanos regressaram ontem ao pas sem o seleccionador nacional

Fotografia: DR

Com 55, 8 pontos marcados por cada desafio e 71, 5  pontos sofridos em cada encontro, a Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos voltou a demonstrar as suas debilidades, durante a disputa dos dois torneios internacionais decorridos na República Popular da China, competições enquadradas no âmbito da sua preparação tendo em vista a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, prova marcada para os dias 14, 15 e 16 de Setembro próximo, na Tunísia.
Com um grupo \"inexperiente\", os hendecacampeões africanos não foram capazaes de mostrar o potencial do basquetebol angolano, durante a disputa dos dois torneios internacionais.
Dos seis jogos que disputou, os hendecacampeões africanos, que desembarcaram ontem, na capital do país, Luanda, mas uma vez, sem o seleccionador nacional, somaram o mesmo número de derrotas, numa altura em que faltam exactamente 37 dias, para o arranque da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da República Popular da China.
Apesar dos resultados não estarem em causa, o cinco nacional,agora sob batuta do técnico norte-americano, Will Voigt, continua a demonstrar grandes debilidades, quer do ponto de visto ofensivo, quer do ponto de vista defensivo.
Aliás, os números acima referenciados, atestam perfeitamente o declinio do combinado nacional, que busca a sua oitava presença numa fase final de uma Copa do Mundo, depois da estreia em 1986, em Espanha, seguindo-se as presenças em 1990, na Argentina, 1994, Toronto, Canadá, 2002, Indianápolis, Estados Unidos da América, 2006, Japão, 2010, Turquia e 2014, e Espanha, respectivamente.
A Selecção Nacional marcou 335 pontos em seis jogos disputados, o que representa uma média de 55, 8 pontos por cada desafio, tendo sofrido nada mais, nada menos do que 429 pontos, obtendo uma média de 71, 5 pontos sofridos em cada partida.
No primeiro torneio, os hendecacamepões africanos perderam frente as similares da Ucrânia, Sérvia e República Popular da China, por 48-57, 59-66 e 47-73, respectivamente.
Diante da China B, isto para o segundo torneio, Angola foi cilindrada, por 62-96, num prélio, onde ficou clara as debilidades do cinco nacional, fundamentalmente, no capítulo defensivo. Posteriormente, os angolanos voltaram a baquear frente a Sérvia e Ucrânia, por 52-69 e 67-68, respectivamente.
Entretanto, a Selecção Nacional ocupa, actualmente, o terceiro lugar do Grupo E, com dez pontos, contra 12 e dez pontos da Tunísia e Camarões, respectivamente, nos dois primeiros lugares da tabela classificativa. Egipto e Marrocos, com nove pontos cada, estão nas posições imediatas, ao passo que o Chad ocupa a cauda da tabela, com apenas oitos pontos.Já o Grupo F é liderado pela Nigéria, com 12 pontos, seguido do Senegel, com onze pontos. República Centro Africana e Rwanda têm cada nove pontos, ao passo que nas últimas duas posições estão a Costa do Marfim e Mali, ambas com oito pontos cada.
Transitam para a fase final da Copa do Mundo de 2019, com palco na China, as duas primeiras classificadas de cada grupo e o terceiro melhor posicionado. O Mundial que, pela terceira vez, será disputado no continente asiático, depois das Filipinas e Japão terem acolhido o certame, contará com a participação de 32 nações, contra as 24 da edições anteriores.
Eís os atletas que competiram no torneio da China: Hermenegildo M´bunga,Pedro Bastos, Alexandre Jungo, Gerson Domingos, Gerson Gonçalves \"Lukeny\", Mohamed Malick Cissé, Leandro da Conceição, Edson Ndoniema, Sebastião Quicuame, Reggie Moore, Yanick Moreira e Sílvio Mateus.