Jornal dos Desportos

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Angola na final

Melo Clemente - 30 de Agosto, 2015

Pupilos de Moncho López redimiram-se da derrota sofrida no Campeonato Africano das Nações de 2011

Fotografia: M.Machagongo

A Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina apurou-se para a final da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, ao derrotar ontem, no Pavilhão de Radés, Tunísia, a similar da Tunísia, por 51-58, em partida a contar para as meias-finais da aludida competição. Ao intervalo, os angolanos venciam já por 24-15.

Depois da excelente  exibição patenteada nos quartos-de-final, frente ao Egipto, a quem venceu por 83-63, o seleccionador nacional apostou no mesmo cinco inicial, constituído por Armando Costa, Carlos Morais, Yanick Moreira, Eduardo Mingas e Leonel Paulo.

Sem explanar o basquetebol  que lhe característico, os campeões africanos estiveram irrepreensível na defesa, onde anularam por completo o jogo ofensivo dos tunisinos que prepararam o cenário para afastar Angola da final.

Os angolanos conseguiram reverter a tendência dos homens do apito, que estavam claramente a favorecer a selecção caseira.
A Selecção Nacional entrou determinada no encontro, ao contrário do seu adversário que se mostrou bastante apática, principalmente, nas acções ofensivas.
As catorze mil almas não intimidaram os comandados de Moncho López, que mais uma vez brilharam na quadra.

Aliás, habituado a jogar em ambientes adversos, a Selecção Nacional voltou a mostrar a sua classe, tendo anotado 15 pontos, contra nove do seu adversário, isto no quarto inicial.

O segundo período acabou por ser o menos produtivo para as duas selecções, tendo os angolanos marcado nove, contra seis dos tunisinos, o que perfez 15-24, ao cabo dos primeiros vinte minutos, a favor dos campeões africano que buscam o décimo segundo anel continental e, consequentemente, o apuramento aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016.

No terceiro período, as duas selecções melhoraram significativamente o seu jogo ofensivo, e houve uma igualdade a 17 pontos.
Os hendecacampeões africanos entram mal no quarto derradeiro, ao contrário dos tunisinos que fizeram um parcial de 7-0, quando restavam sete minutos para o final da partida.

Em vantagem de apenas dois pontos (39-41), a Selecção Nacional não se intimidou e conseguiu manter a liderança do placar até ao apito final, fruto de uma solidez defensiva.

Os tunisinos venceram o último quarto, por 19-17, tendo o placar sido fixado em 51-58, à favor dos campeões africanos que disputam hoje a sua décima quinta final de um Afrobasket.

Eduardo Mingas, Carlos Morais e Yanick Moreira foram os melhores marcadores do combinado nacional, com 14, 13 e 10 pontos respectivamente. Curiosamente, o base Armando Costa foi o rei dos ressaltos, com oito ressaltos, seguido de Carlos Morais, com quatro.

AFROBASKET/99
Angola e Nigéria
reeditam final


A Selecção Nacional defronta hoje, a partir das 21, no Pavilhão de Radés, Tunísia, a similar da Nigéria, em partida a contar para a final da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, desafio que vai apurar o representante do continente africano aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016.
 A final de mais logo, entre angolanos e nigerianos vai ser o reeditar da final do Afrobasket de 1999, prova disputada em Angola e vencida pelo cinco nacional, por 79-72.

As duas selecções voltaram a disputar uma final do Campeonato Africano das Nações, em 2003, competição disputada no Egipto e, para não variar, os angolanos venceram, por expressivos 85-65.

Hoje, acontece a terceira final entre angolanos e nigerianos. A partida está a ser aguardada com bastante expectativa , a julgar pela exibição feita ontem pela selecção da Nigéria, que afastou da final a congénere do Senegal.

Entretanto, para as classificativas do terceiro e quarto lugares Senegal e Tunísia medem forças, para a decisão da medalha de bronze.

MEIAS-FINAIS
Nigéria verga Senegal no prolongamento


A Nigéria apurou-se para a final da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, depois de vencer ontem, no Pavilhão de Radés, Tunísia, o Senegal, por 88-79, após prolongamento. No tempo regulamentar as duas selecções estavam igualadas a 76 pontos.

Apesar do equilíbrio que marcou o desafio, fundamentalmente, nos últimos dois períodos, foi a selecção da Nigéria que superiorizou-se no tempo extra, ao contrário do seu adversário, que quebrou fisicamente.

Liderados pelos irmãos Aminu, a Nigéria entrou melhor no desafio, fruto da sua eficácia nos lançamentos a longa distância para além do seu jogo interior que esteve igualmente impecável.

Os senegaleses que mais uma vez foram liderados pelo extremo poste, Gorgui Dieng, atleta do Minnesota Timberwolves, reagiram apenas a três minutos do termo do quarto inicial.
No segundo período, o Senegal melhor significativamente o seu jogo ofensivo, facto que obrigou o técnico da Nigéria a efectuar mexidas sistemáticas na sua equipa.
As duas selecções entraram com a mesma disposição no terceiro período, proporcionado um bom espectáculo, para o gáudio do público que lotou o Pavilhão de Radés.

 O quarto derradeiro ficou marcado pelo signo de equilíbrio, e, no termo do mesmo as duas selecções estavam igualadas a 76 pontos.
No prolongamento, os nigerianos que estavam mais "frescos" fisicamente passearam classe, tendo anotado 12 pontos, contra três do seu opositor.


REVELAÇÃO
Gabão termina
no oitavo lugar


A selecção do Gabão terminou na oitava posição da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, ao perder ontem, no Pavilhão de Radés, Tunísia, com a congénere do Mali, por 82-94, em partida para a atribuição do sétimo e oitavo lugares da referida competição.

Responsável pela a eliminação de Cabo Verde, nos oitavos-de-final, os gaboneses voltaram a dificultar ontem os malianos, que tiveram que se empregar ao máximo para arrancar o triunfo.

Com o triunfo, a selecção do Mali terminou a sua participação na 28ª edição do Afrobasket, na sétima posição.
Entretanto, o Gabão acaba por ser a grande sensação da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações, prova selectiva aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016.

Depois de ter ocupado o último lugar do Grupo C da fase preliminar, os gaboneses apareceram transfigurados na segunda fase da competição, tendo terminado em oitavo lugar, acima de selecções como Camarões, Cabo Verde, Costa do Marfim, Moçambique, República Centro Africana e Marrocos.

Zimbabwe ficou com a cauda da tabela classificativa do Afrobasket (décimo sexto lugar), ao passo que o Uganda terminou a prova no décimo quinto posto.
Marrocos ficou com o décimo terceiro lugar, seguido da República Centro Africana, em décimo quarto.

Já a selecção de Moçambique ocupou o décimo primeiro lugar, contra o décimo segundo da Costa do Marfim. Os Camarõesocuparam o nono lugar da competição, ao passo que a similar de Cabo Verde ocupou o décimo lugar.
M.C