Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Antigo seleccionador defende maior ateno ao sector feminino

30 de Setembro, 2016

Reduzido nmero de equipas femininas tem contribudo para a pouca qualidade das jogadoras

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Federação Angolana de Basquetebol (FAB) deve prestar mais apoio aos escalões de formação, em feminino, no intuito de expandir a prática da modalidade neste sector em todas as províncias do país e atingir-se níveis altos de competição.

A posição foi manifestada quarta-feira, à Angop, pelo antigo seleccionador nacional sénior feminino Aníbal Moreira, considerando haver condicionalismo ao desenvolvimento da modalidade no sector, caracterizado pelo reduzido número de equipas.

Referiu que a “carência” de equipas demonstra a premência de se trabalhar de forma árdua para que no futuro, não muito longínquo, se possa mudar o quadro, e sugeriu a federação a intervir nas escolas.

No seu entender, é importante virar também a atenção ao desporto escolar, área em que se pode aproveitar as capacidades dos alunos, tirar o máximo de rendimento, para contribuir no processo de massificação.

“Devemos redobrar esforços na formação no sentido de elevar o número de praticantes e daí colhermos a qualidade”, defendeu o actual técnico-adjunto da equipa sénior masculina do 1º de Agosto, durante uma abordagem em que deu ainda o seu ponto de vista sobre o próximo zonal de apuramento à Liga Africana dos Clubes Campeões, previsto para Outubro, em Luanda, e o processo de renovação de mandato no órgão reitor da modalidade, sem data.

Segundo o entrevistado, as equipas angolanas são potenciais candidatas em qualquer prova no continente africano, além do factor casa que reforçará a sua condição de favoritas à fase final da Liga, independentemente de estarem no zonal as duas que garantiram lugar por mérito, 1º de Agosto (campeão nacional) e Recreativo do Libolo (vencedor da Taça de Angola), ou uma terceira, que pode ser convidada pela Fiba-África.

O Petro de Luanda detém o troféu africano, mas não tem assegurada participação no zonal, pelo que poderá beneficiar de convite, facto pelo qual a sua direcção diz aguardar. Quanto ao pleito na Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Aníbal Moreira manifesta-se desejoso que haja um elenco que reúna o maior consenso possível e trabalhe afincadamente em prol da modalidade em todo o país, e não só.

 

BIC Basket
Moreira antevê competitividade na luta pelo título


O treinador-adjunto do 1º de Agosto, Aníbal Moreira, admitiu, em Luanda, que a equipa terá uma época desportiva bastante competitiva que a exigirá trabalho árduo na luta pela revalidação do título nacional.

Falando a propósito do campeonato provincial referente época desportiva 2016/17, iniciada sexta-feira última, o técnico explicou que a formação militar tem estado a realiza uma preparação que permite elevar os índices de rendimento e enfrentar os desafios com maior determinação.

Sem avançar pormenores sobre possíveis contratações, Aníbal referiu que o clube procurará conquistar todas as competições em que participar, apesar de eventuais adversidades. “O trabalho baseia-se em aspectos físico e técnicos para que a equipa tenha argumentos necessários para uma época muito competitiva, tendo como objectivo o êxito”, disse, reservando à direcção, ou ao treinador principal, a abordagem de aspectos relativos a reforços, sobretudo de estrangeiros, para a presente temporada.

O 1º de Agosto realiza o seu primeiro jogo no campeonato provincial hoje, sexta-feira, diante do Vila Clotilde, e amanhã, sábado, terá pela frente o Petro de Luanda. Participará ainda, em Outubro, na Taça Victorino Cunha e no zonal de apuramento à Liga Africana de Clubes, além do campeonato nacional, a iniciar em Novembro, e na Taça de Angola.

Do plantel que conquistou o campeonato transacto já não conta o extremo Jorge Tati, cujo contrato terminou no final da época.

A equipa possui no seu palmares, entre outros, 18 títulos de campeão nacional, 12 da Taça de Angola, 8 de campeão africano de clubes e 12 Supertaças.


NBA
Orlando Magic
define meta


Quando, de forma surpreendente, Scott Skiles pediu o chapéu e abandonou o cargo de técnico no final da temporada passada o Orlando tinha duas opções: ir ao mercado contratar o melhor nome disponível ou iniciar um novo processo de reconstrução.

De forma inteligente e conhecendo o seu próprio histórico de a cada cinco anos entrar em remontagem o Magic optou pela primeira opção, ao contratar Frank Vogel, excepcional técnico demitido de forma absurda do Indiana Pacers. Juntamente com Vogel chegam mudanças interessantes na equipa que não vence uma série dos "play-off" desde 2010, quando jogou a final da Conferência Leste, e que não frequenta a pós-temporada desde 2012.

Com a vinda de Frank Vogel o Orlando deixa de ser a equipa da reconstrução para tentar (ao menos tentar) ser uma formação presente, uma equipa de acção, conjunto que vai brigar por alguma coisa no Leste.

Foi um pouco difícil entender o movimento no dia do "Draft", mas olhando agora dá para ver o motivo da direcção do Magic ter despachado Victor Oladipo + pick (o de Domantas Sabonis) por Serge Ibaka mesmo com o jogador congo-ibérico a terminar o contrato no final do certame. Foi muito por pouco, mas há uma razão clara e não verbal nisso tudo: a mudança de cultura. Ninguém na franquia aguenta mais viver de derrotas atrás de derrotas.

Ibaka vem de temporadas seguidas vencendo 50 jogos, jogando os "play-off" e a  disputar jogos decisivos e pressionados. O Orlando quer viver isso e também por isso fez questão de abrir o cofre para novas aquisições mesmo que tenha pago acima do valor de mercado, e com risco alto, jogadores não mais do que medianos.

Sensação do "play-off", depois de passar pelo Toronto, Bismack Biyombo chega com um contrato de USD 70 milhões por 4 anos. No garrafão, aliás, o Orlando está com uma óptima rotação dado que possui Biyombo, Ibaka, Nikola Vucevic, que permanece na equipa, Jeff Green, recém-contratado, e Aaron Gordon, que parece cada vez com menos possibilidade de ter tempo de jogo.

A não ser que Vogel opte por tentar Green, que vem para apenas um ano de contrato, na posição 3, Gordon terá talvez até menos que os 23 minutos disponibilizados a ele em 2015/2016. Para quem precisa jogar para mostrar que é mais do que apenas um óptimo saltador para afundanços isso não é um bom sinal.

No perímetro, a responsabilidade vai ficar mesmo com o francês Evan Fournier, que esteve muito bem em 2015/2016 com 15,7 pontos/jogo, motivo pelo qual foi agraciado com novo contrato (USD 85 mi/5 anos). Parece ser com ele que o Orlando conta para ser a pedra fundamental da construção ofensiva fora do garrafão.

Foi um voto de confiança para o camisa 10 mas, sobretudo, um indicativo de que o futuro está sendo pensado desde já.