Jornal dos Desportos

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Modalidades

Boa vitria ontem contra os Camares

Melo Clemente, na Tunsia - 15 de Setembro, 2018

Com Yanick Moreira (20 pontos), Gerson Domingos (16) e Jos Antnio (12), Angola conseguiu segurar a presso dos camaroneses, que pretendiam vergar os angolanos.

Fotografia: DR

Angola assumiu o segundo lugar do Grupo E, com 12 pontos, mercê da vitória obtida ontem, no Pavilhão de Radés, na Tunísia, diante da similar dos Camarões, por 83-76, em partida que marcou a abertura da série da fase de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China, em 2019, tendo o novato, José António, brilhado, principalmente no quarto inicial. Ao intervalo maior, os hendecacampeões africanos venciam por uma margem de oito pontos (22-14).
Depois de ter surpreendido tudo e todos, ao constar da lista dos doze, o extremo base do Atlético Petróleos de Luanda, José António, voltou a fazê-lo, ao constar no cinco inicial, relegando para o banco, o experiente Leonel Paulo.
Coube a José António marcar os primeiros três pontos para o combinado nacional, depois do capitão, Carlos Morais, ter falhado três lançamentos a longa distância de forma consecutiva.
Nesta etapa, Yanick Moreira e José António eram os mais inconformados do cinco nacional.
Rigorosos na defesa e organizados no ataque, os angolanos conseguiram congelar a excelente percentagem, quer nos lançamentos a curta e longa distâncias, e a Selecção Nacional terminou em vantagem no quarto inicia (22-14).
Estranhamente, Will Voigt, retirou da quadra o jovem José António, e as despensas ofensivas passaram a ser assumidas por Yanick Moreira.
Fruto do rigor defensivo, os camaroneses falhavam sistematicamente os seus ataques, o que obrigava o técnico francês, Jean-Denys Choulet, a solicitar os desmaia de tempo.
O segundo quarto foi jogado pelo signo de equilíbrio, tendo o combinado nacional vencido no parcial, por 23-20, perfazendo 45-34, ao cabo dos primeiros 20 minutos.
Dos dez lançamentos tentados a longa distância, nos primeiros 20 minutos, a Selecção Nacional conseguiu converter quatro, obtendo uma média 40 por cento, contra 40 por cento do seu opositor.
Nos lançamentos a curta distância, os hendecacampeões africanos superiotizaram-se, ao converter 18, dos 28 tentados, fixando a percentagem em 64, 3, contra 37, 5 por cento da selecção forasteira.
O cinco nacional voltou a mostrar classe no período, onde conseguiu abriu com alguma naturalidade uma diferença de 20 pontos (66-46).
Na ponta final, os camaroneses agigantaram-se e conseguiram reduzir para sete pontos (70-63). O parcial foi favorável aos Camarões, por 29-25.
Entretanto, o relaxamento quase custava caro aos hendecacampeões africanos, que viram reduzido a vantagem de 20 pontos, para apenas cinco (76-71), quando restavam pouco menos de dois minutos para o termo do desafio.
Com Yanick Moreira (20 pontos), Gerson Domingos (16) e José António (12), Angola conseguiu segurar a pressão dos camaroneses, que pretendiam vergar os angolanos. Yanick e Carlos Morais foram os reis dos ressaltos, com nove e oitos ressaltos, respectivamente.

Durante o estágio
Cinco nacional com pior registo na defesa

O estágio pré-competitivo realizado pela Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos, voltou a colocar a nu as debilidades do cinco nacional, sobretudo, no capítulo defensivo.
Em quatro jogos realizados, os hendecacampeões africanos sofreram nada mais, nada menos, do que 326 pontos, o que representa uma média de 81, 5 pontos sofridos em cada partida, sendo por isso, o pior registo, isto é, no capítulo defensivo, do técnico norte-americano, Will Voigt, desde que assumiu o comando do combinado nacional.
Durante a disputa dos dois torneios internacionais da China, a Selecção havia sofridos 429, em seis partidas, obtendo uma média de 71, 5 pontos sofridos em cada encontro.
Já no ataque, os angolanos terminaram os torneios da China, com 335 pontos marcados, o que representa uma média de 55, 8 pontos anotados em cada partida.
Se no capítulo ofensivo houve melhorias, com o combinado nacional a conseguir uma média de 68, 75 pontos marcados em cada desafio, dado que conseguiram anotar 275 pontos, o mesmo já não se pode dizer da defesa, onde foram bastante vulneráveis (81, 5 pontos).
A ineficácia, quer nos lançamentos a curta, média e longo distância, tem marcado profundamente a era do técnico norte-americano.
Na primeira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo, prova disputada no Pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda, os pupilos de Will Voigt marcaram 203, obtendo uma média de 67, 6 pontos marcados por cada partida, e sofreram 184 pontos, fixando a média em 61, 3 pontos.
Já na terceira janela, com palco no Cairo, Egipto, os angolanos haviam marcado apenas 168 pontos em três desafios, o que representa uma média de 56 pontos anotados em cada prélio, tendo sofrido 185 pontos, fixando a média em 61, 6 pontos.     M.C

Ausência por lesão
Voigt afasta Ndoniema
sem aval do corpo médico


A ausência do doutor João Mulima, durante o estágio pré-competitivo, que a Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculinos efectuou no Reino de Espanha, visando a disputa da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China, 2019, obrigou o seleccionador nacional, Will Voigt, a prescindir dos préstimos do extremo base, Edson Ndoniema, por lesão, sem o aval do responsável máximo da corpo médico dos hendecacampeões africanos.
João Mulima, que substituiu no cargo o “veterano” Agostinho Matamba, actualmente a presidir à Mesa da Assembleia-Geral da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), apenas quinta-feira última juntou-se ao grupo, proveniente da capital do país, Luanda.
Em face disso, o novo homem forte da equipa médica do combinado nacional não conseguiu dar um parecer ao seleccionador nacional, sobre a lesão contraída pelo internacional angolano, no seu joelho esquerdo.
O atleta que constituía uma das apostas, para esta quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da China, competição que hoje faz cumprir a sua segunda jornada, referentes aos grupos E e F, com sedes em Tunis, Tunísia e Lagos, Nigéria, respectivamente.
Se o jovem Edson Ndoniema foi afastado devido a uma lesão, o mesmo já não se pode dizer do poste do Clube Central das Forças Armadas Angolanas (1° de Agosto), Mutau Fonseca, e do extremo base, Egídio Ventura, do Grupo Desportivo Interclube, que foram “riscados” da lista definitiva por opção técnica.
Entretanto, durante a disputa dos dois torneios internacionais na China, provas enquadradas no âmbito da preparação do cinco nacional, visando a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, a direcção do órgão reitor da modalidade, encabeçada por Hélder Matins da Cruz “Maneda” havia prescindido dos trabalhos do doutor João Mulima, sucedendo novamente agora, aquando do estágio pré-competitivo de, aproximadamente, duas semanas, realizado em Espanha. A chegada do médico dos hendecacampeões africanos, deixou satisfeito o seleccionador nacional, Will Voigt, norte-americano que tem a missão de qualificar, pela oitava vez, o país numa fase final de um Mundial.
Angola fez a sua estreia em 1986, em Espanha, a convite da Fiba-Mundo, seguindo-se as participações em 1990, na Argentina, 1994, Toronto, Canadá, 2002, em Indianápolis, Estados Unidos da América, 2006, Japão, 2010, Turquia e 2014, em Espanha.                        

Histórico
Matriz de Angola cada vez mais distante


Longe dos velhos tempos, em que a defesa era a nossa principal arma, facto que nos tornou como grandes papões em mais de duas décadas e meia, coleccionando por isso, onze troféus continentais, hoje por hoje, a realidade é completamente diferente, sendo a defesa o elo mais fraco dos hendecacampeões africanos.
Apesar das fragilidades, quer do ponto de vista ofensivo, quer no capítulo defensivo, datarem de há, sensivelmente, oito anos, altura em que perdemos o Afrobasket de 2011 a favor da Tunísia, prova disputada em Antananarivo, capital do Madagáscar, a ineficácia do combinado nacional tem se agudizado cada vez mais, para a tristeza dos amantes da modalidade.
Aliás, os números conseguidos pelos hendecacampeões africanos, durante o estágio pré-competitivo, sobretudo no sector defensivo, onde sofreu nada mais, nada menos do que 326 pontos em quatro partidas, o que representa uma média de 81, 5 pontos sofridos em cada encontro, coloca a nu o momento menos bom que a Selecção Nacional está a atravessar.
No capítulo ofensivo, tem havia alguma melhoria, para a satisfação do Seleccionador Nacional, que acredita em dias melhores.

COMPETIÇÂO PASSA
DESPERCEBIDA


Tal como aconteceu com a fase final da 29ª edição do Campeonato Africano das Nações, vulgo Afrobasket, de 2017, onde era notória a ausência de publicidade nas principais artérias da capital tunisina, a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, passa igualmente despercebida.
Quem desembarca no Aeroporto Internacional de Carthage, não se depara com qualquer publicidade, dando conta da disputa da referida competição.
A ausência de placais publicitários é igualmente notória nas principais artérias da capital tunisina.
Os meios de comunicação social, rádios, jornais e algumas televisões também “ignoram” completamente a disputa da quarta janela de qualificação zona africana, para a Copa do Mundo da China, em 2019.