Jornal dos Desportos

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Modalidades

Bumba defende aposta na formao

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 10 de Setembro, 2018

O técnico principal do Clube de Formação Desportiva Kuanza de Luanda, (CFDK), Alberto Bumba, afirmou no Lubango, que a modalidade de basquetebol no país está actualmente na fase descendente devido a falta de projectos de formação.
Alberto Bumba citou que olhando para outros países africanos que estavam atrás de Angola, foram trabalhando e apostaram na formação. Deste modo, argumentou, os atletas que tinham 12 a 14 anos nesses países foram crescendo e levados ao exterior para estabilizar o basquetebol desses países. “O que nunca fizemos no nosso país”.
Por esse motivo, apontou, Alberto Bumba, “o nosso basquetebol está muito baixo ou bem dizer está na fase descendente porque falta projectos de formação”.
 Confirmou que em Angola só olham principalmente nos escalões seniores e nunca levam a sério os atletas que estão nos escalões de formação.
 “Mesmo as selecções nacionais de formação, os treinadores que trabalham com esses escalões, as vezes não são os que levam as referidas selecções. Nós treinadores dos escalões de formação, precisamos de espaço para demonstrar o quando valemos. Mesmo a nossa equipa dos sub 23, trabalhamos tipo treino da formação sobretudo dribles, lançamentos, técnico-táctico, passes, entre outros aspectos”, manifestou.
 O treinador do Clube de Formação Desportiva Kuanza de Luanda, (CFDK), disse que mesmo para as selecções de formação o presidente de direcção da Federação Angolana de Basquetebol, tem que dar primazia aos treinadores dos escalões de formação porque nos jogos dos campeonatos provinciais e nacionais são os que orientam as equipas de formação.  
 Alberto Bumba defendeu a aposta na formação para permitir resgatar a mística que o basquetebol nacional já granjeou a nível internacional.
“Ainda vamos há tempo de colocar o nosso basquetebol no mesmo nível de antes devendo para o efeito a FAB e seus filiados, apostarem mais na formação”, defendeu.
 O técnico destacou que os atletas oriundos da formação bem lapidados podem no futuro substituir um Miguel Lutonda, Ângelo Victoriano, José Carlos Guimarães, Jean Jacques da Conceição, entre outros.
Acautelou que se não “trabalharmos, outros países que estão mais apostados na formação, vão continuar a ser superior que Angola”.