Jornal dos Desportos

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Modalidades

Calotes podem afastar jogadores

Melo Clemente - 13 de Agosto, 2018

Ncleo duro da Seleco Nacional exige respeito por parte do rgo reitor da modalidade

Fotografia: Kindala Manuel | Edies Novembro

Os calotes sistemáticos que a direção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), encabeçada por Helder Matins da Cruz “Maneda”, tem aplicado aos integrantes dos hendecacampeões africanos, poderá forçar o afastamento do núcleo duro da Selecção Nacional da “bola ao cesto”, para a disputa da quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo da República Popular da China, em 2019, segundo apurou o Jornal dos Desportos, junto de uma fonte próxima do órgão reitor da modalidade.
Depois dos incumprimentos financeiros verificados, aquando da disputa da 29ª edição do Campeonato Africano das Nações de 2017,  vulgo Afrobasket, prova coorganizada pelo Senegal e Tunísia, a direcção da federação angolana da modalidade voltou a aplicar mais um golpe aos integrantes do combinado nacional, que regressaram da República Popular da China, palco dos dois torneios internacionais, sem as ajudas de custos.
Os hendecacampeões africanos regressaram quarta-feira a capital do país, Luanda, provenientes daquele país asiático, onde estiveram a projectar a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, torneio a decorrer de 14 a 16 de Setembro do ano em curso, na Tunísia.
Caso a direcção da FAB não equacione a dívidas que tem, fundamentalmente, com os jogadores, o núcleo duro dos artistas da bola, poderão declinar a convocatória do seleccionador nacional, Will Voigt, visando a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo de 2019, segundo apurou o Jornal dos Desportos.
A desorganização acentuada do órgão reitor da modalidade, aliada aos incumprimentos financeiros, fez com que muitos dos atletas declinassem a convocatória dos hendecacampeões africanos para os torneios da China, nomeadamente, Carlos Morais, antigo capitão do cinco nacional, Leonel Paulo, que alegou problemas familiares, Olímpio Cipriano, Valdelício Joaquim, dentre outros.“Infelizmente, é verdade. Não recebemos as nossas ajudas de custos de que temos direito e, mais uma vez, a direcção da federação deu mostras que não é séria”, lamentou a nossa fonte, que continua à espera pela recepção dos seus valores.
A nossa fonte assegurou que, caso a direção da FAB não equacione nos próximos dias as dívidas que tem para com os atletas, o seleccionador nacional, o norte-americano, Will Voigt, poderá chamar uma selecção de esperança, para disputar a quarta janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo.
“Os atletas não estão interessados em continuar a representar a Selecção Nacional, com estes incumprimentos todos. E quando as pessoas recorrem a mentira, ao invés da verdade, torna-se ainda mais difícil gerir esta situação”, confessou a nossa fonte.Entretanto, depois de ter realizado apenas duas sessões de treinos no país, antes de seguir viagem para China, palco dos dois torneios internacionais, os hendecacampeões africanos não foram capazes de apresentar uma qualidade de jogo acima da média, tendo somado seis derrotas, em igual números de jogos, e com percentagens tão baixas, números jamais vistos em toda a história do basquetebol nacional.
Aliás, deste que o técnico norte-americano assumiu o comando do cinco nacional, Angola continua à procura da sua identidade, para a tristeza dos amantes da “bola ao cesto”.
As ausências sistemáticas do seleccionador nacional no país, é uma das razões apontadas como sendo um dos factores, que faz com que o cinco nacional continue sem um fio de jogo.Angola figura no Grupo E, ao lado dos Camarões, adversário de estreia durante a disputa da quarta janela, Tunísia, Egipto, Marrocos e Chad, respectivamente.
Tunísia, de Mário Palma, antigo seleccionador nacional, lidera o Grupo, com 12 pontos, seguido pelos Camarões e Angola, ambos com dez cada. Egipto e Marrocos ocupam as posições imediatas, ambas com nove, ao passo que o Chad é o \"lanterna vermelha\", com oito pontos.
Nigéria, Senegal, República Centro Africana, Rwanda, Costa do Marfim e Mali fazem parte do Grupo F.Qualificam-se para a fase final do Mundial  as duas primeiras selecções de cada grupo e o terceiro melhor posicionado.A Copa do Mundo de 2019 contará com a participação de 32 nações, contra 24 das edições anteriores.