Jornal dos Desportos

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Modalidades

Campeonato despertou a sociedade para potencial da selecção nacional

Silva Cacuti - 04 de Novembro, 2013

Jogadores do combinado nacional de basquetebol em cadeira de rodas ficaram mais conhecidos com a disputa da competição

Fotografia: Jornal dos Desportos

Angola, no que toca ao basquetebol em cadeira de rodas, tem um grande campo a desbravar. Esta é a leitura que se faz da recente participação da selecção nacional, no IV Campeonato Africano, que o país acolheu de 26 de Outubro a 2 do corrente.A realização da prova no país, veio despertar a sociedade, para a nossa realidade, e «serviu para conhecermos o nosso nível competitivo», defendeu António da Luz, secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano.

As pessoas, acrescentou, «desconheciam, quão competitivo é o basquetebol em cadeira de rodas, e hoje, com a vinda destas equipas, muito fortes, ao país, sabem que temos de trabalhar mais, e melhorar o nosso campeonato nacional».O executivo do CPA, elucidou com números, e disse que uma equipa que joga a final do nosso campeonato nacional, chega aos nove jogos, e faz outros dois jogos, para a Taça Lwini e mais dois para a Taça Pascoal, num total de 13 jogos por época, enquanto os integrantes das outras equipas, chegam a fazer 60 jogos por época.

«Se esta prova não fosse em Angola, as pessoas não conheciam a realidade desta modalidade», rematou.A Selecção Nacional somou seis derrotas e terminou a prova na última posição, enquanto a Argélia saiu de Luanda, de ouro ao peito, depois de destronar a África do Sul, numa final que, sem grandes dificuldades, venceu por 56-46, com vantagem clara ao intervalo de 36-25.

Fátima Jardim, presidente da Mesa da Assembleia-geral do Comité Paralímpico angolano, disse que independentemente do resultado desportivo, todos os seis participantes, Argélia, África do Sul, Marrocos, Egipto, Nigéria e Angola, saíram vencedores, porque a prova mostrou aquilo que a «África pode fazer bem», e lembrou, que a prova foi organizada em tempo recorde.

O campeonato esteve inicialmente aprazado para o Egipto, que, devido à situação política que vive, acabou por desistir.Angola, país detentor da presidência do Comité Paralímpico Africano, através de Leonel da Rocha Pinto, teve que assumir as suas responsabilidades face à tendência de anulação da prova.Com a realização no país, a modalidade ganhou uma montra que nunca antes teve, com direito à transmissão televisiva. O público, através do trabalho da comunicação social, passou a conhecer os principais executantes desta modalidade.Mas o que fica mesmo, é a certeza de que há muito trabalho pela frente, há potencial humano, e também um campo para que toda a sociedade possa intervir, para que a modalidade vá para frente.