Jornal dos Desportos

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Chineses so diferentes

Anaximandro Magalhes | Foshan - 12 de Setembro, 2019

Fotografia: DR

Nunca, tinha visto antes, nada igual. Não foi assim nos Campeonatos do Mundo de basquetebol sénior masculino que se  disputou na Turquia, em 2010, nem tão pouco em Espanha, em 2014. O povo chinês é o produto e a espectacularidade proporcionada pelos artistas do basquetebol.
A isso, junta-se  hospitalidade e empresta o seu apoio. Mesmo sem estar em campo a sua selecção, afastada há algum tempo, apoiam todas as outras, como se de seus compatriotas se tratassem, embora, a simpatia seja repartida, pois, não podia ser proporcional.
Os dribles, fintas estonteantes, smashes e triplos, que diga Angola, que mesmo longe do seu manto protector, foi confortada e reconfortada vezes sem conta com o carinho dos adeptos, nada misturado com os acordos assinados no contexto económico  entre os dois Estados.
No Angola - Tunísia, ganho pelos magerbinos, por 86-84, os chineses fizeram um intenso brua, quando o \"cinco\" às ordens de William Bryant Voigt recuperou de desvantagem de 15 pontos e passou para a frente por três, 74-71.
Aliás, apoiados vezes sem conta por compatriotas seus, as selecções adversárias de Angola tiveram de lidar com oposição à altura. Se as vitórias dependessem somente das ovações vinda das bancadas, os hendecacampeões teriam ido longe.
Outra nota de realce, é o facto dos pavilhões terem registado quase sempre casa a rondar os cerca de 10 a 11 mil espectadores, números muito próximos da capacidade de alguns recintos, cuja lotação é de 14 a 16 mil.
Ontem, no jogo  Estados Unidos - França, para os quartos -de -final, ficou mais evidente no Pavilhão Wukesong Center, na cidade de Beijing, que os chineses são mesmo diferentes. Até nas informações. Sem dominar a língua inglesa recorrem ao Google - tradutor e a um aplicativo, para com isso ajudarem os visitantes.