Jornal dos Desportos

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Modalidades

Comisso de Gesto recebe propostas

Melo Clemente - 02 de Dezembro, 2019

Associados acreditam no sucesso do Grupo criado

Fotografia: Jornal dos Desportos

Retirar, rapidamente, a imagem desacreditada da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), assim como, arrancar com o processo de saneamento económico administrativo, devem constituir as prioridades prementes da Comissão de Gestão “ad hoc”, do órgão reitor da modalidade no país, liderada por Gustavo Vaz da Conceição.
Artur Casimiro Barros, vice-presidente para o basquetebol, do Atlético Petróleos de Luanda, teceu estas considerações ao Jornal dos Desportos, no sábado, no final da Assembleia Geral Extraordinária da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), que serviu para a eleição da Comissão de Gestão “ad hoc”, que doravante vai conduzir os destinos da modalidade, até ao final do ciclo olímpico.
Apesar de confiar, plenamente, nas competências do líder da comissão, bem como nos seus quatro colaboradores, nomeadamente, António Celestino Sofrimento Manuel, ou simplesmente, Tony Sofrimento, Anselmo Monteiro, Drandão Júnior e António Bi-Figueiredo, Artur Casimiro Barros não acredita que em cinco ou seis meses os novos líderes da FAB possam acabar com os problemas que a modalidade atravessa, fruto da má gestão do anterior elenco, na altura comandada por Hélder Martins da Cruz “Maneda”.
“O mais importante é que esta Comissão de Gestão comece com o processo de saneamento económico administrativo, tirar, rapidamente, esta imagem desacreditada, que infelizmente a Federação Angolana de Basquetebol tem hoje. Portanto, é disso que nós esperamos das pessoas que vão liderar a Comissão de Gestão. Eu, pessoalmente, posso dizer que confio, fundamentalmente, na pessoa do senhor Gustavo Vaz da Conceição, que em termos de gestão as provas estão dadas e espero, que os amantes da modalidade possam ajudar este grupo de trabalho”. 
O antigo seleccionador - adjunto dos hendecacampeões africanos lamentou, por outro lado, o pouco tempo que a Comissão de Gestão vai ter, face aos inúmeros problemas que enferma a modalidade.
“Infelizmente, a Comissão de Gestão só vai sobreviver, por cinco ou seis meses. E, acho que o buraco que existe hoje, quer de imagem, quer de funcionalidade e mesmo administrativo e financeiro, porque temos de ser honestos e dizer as verdades, a coisa não está bonita. Nós temos problemas graves relacionados com dívidas que estão directamente ligadas com  jogos. Hoje, não temos campeonato nacional,  sinceramente, não acredito que em tão pouco tempo  esta comissão possa sanar todos os problemas”.
O vice-presidente do Atlético Petróleos de Luanda enalteceu a forma democrática como os associados apresentaram as suas propostas, para a eleição da Comissão de Gestão “ad hoc”, encabeçada por Gustavo Vaz da Conceição, actual presidente do Comité Olímpico Angolano (COA). O número um da comissão liderou a FAB, de 2004 a 2012.
 “Foi uma assembleia em que de facto houve diálogo.  Criou-se um ambiente para que todos pudéssemos exteriorizar o nosso pensamento. Deve compreender que estes debates são sempre quentes e o mais importante foi termos chegado à consenso”.
Entretanto, Gustavo Vaz da Conceição foi eleito, com 34 votos a favor e uma abstenção, curiosamente, a do Atlético Petróleos de Luanda, facto que foi completamente minimizado por Artur Casimiro Barros. “O mais importante não foi a abstenção. Mesmo votando contra, o importante é que vamos continuar a dar o nosso contributo à modalidade, tal como temos feito”, finalizou o vice-presidente para o basquetebol da turma petrolífera.
A Assembleia Geral Extraordinária da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) foi realizada, em virtude do presidente de direcção, Hélder Martins da Cruz “Maneda”  renunciar ao cargo, “levando” consigo mais cinco membros, nomeadamente, Benjamin Romano, Luís Garrido, Maria Babosa \"Manú\", Adilson Muamdumba e Gerson Sequeira, o que deixou a direcção sem quórum.

ASSOCIADOS FORÇAM
ENTRADA DE MAIS DOIS

A Assembleia Geral Extraordinária da FAB ficou marcada por acesos debates, entre os representantes da capital do país, Luanda, com as demais províncias. A lista apresentada por Luanda, em que figurava Gustavo Vaz da Conceição, António Celestino Sofrimento Manuel e Anselmo Monteiro foi "chumbada" pelos representantes de Benguela, Malanje, Cuanza - Sul, Huambo e Huíla que colocaram na mesa uma lista, encabeçada por Manuel Docas, presidente da Associação de Benguela, para liderar a Comissão de Gestão.
Depois de praticamente cinco horas de acesos debates e com alguns intervalos, o consenso prevaleceu  e a lista proposta por Luanda passou, foram acrescidos os nomes de Drandão Júnior "Dinho" e de António Bi- Figueiredo.