Jornal dos Desportos

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Dirigente pede atitude seleco

Gaud?ncio Hamelay, no Lubango - 13 de Setembro, 2017

Diogo Rodrigues defende mais tempo de jogo aos novatos

Fotografia: kindala Manuel | Tuns | Edies Novembro

Amanhã, começam as decisões em Tunis, para chegar a final da 29ª edição do Campeonato Africano das Nações sénior masculina. Os corações em Angola estão em tensão, e a receita  para os acalmar, vem da cidade de Lubango. A entrada cautelosa e a atenção cerrada nas transacções defesa -ataque do Senegal, constituem os pontos fortes do \"menú\" do secretário-geral da Associação Provincial de Basquetebol da Huíla, Diogo Gomes.

O dirigente desportivo defende, que a selecção nacional deve estudar os pontos fortes do jogo com o Senegal, para obter o passe de acesso às meias-finais. O conjunto liderado por Manuel da Silva \"Gi\", deve estar esclarecida e concentrada nas transições de defesa - ataque, boa atitude ofensiva e defensiva, e os mais experientes devem puxar e tranquilizar os mais novos (estreantes) para que possam contribuir de forma positiva no jogo.

\"Se a selecção não estiver acautelada, do modelo de jogo do Senegal, podemos não ter sucesso no jogo. Com algum esforço, responsabilidade e espírito de missão, os nossos atletas podem levar de vencida o adversário, não obstante, a pressão existente à volta do jogo. A imprensa internacional considera o último jogo dos quartos de finais, uma final antecipada\", disse.

Diogo Gomes realçou, que nos jogos da primeira fase, a selecção nacional fez dois jogos atípicos diante de Uganda e de Marrocos. Com o segundo, perdeu. A excepção ocorreu no terceiro com RCA, em que saiu vitoriosa. Por outro lado, constatou-se falta de rodagem do banco. Os estreantes são pouco utilizados. Agora, Manuel da Silva deve dar-lhes oportunidade para levar de vencida o Senegal.

\" O Senegal é uma equipa forte, e candidata ao título africano, a par da Tunísia. Os seus jogos são de alto nível competitivo. Todavia, temos esperanças de que Angola consiga o passe de acesso para as meias finais, com a ajuda de jovens atletas; o grupo ainda não esgrimiu a filosofia de jogo que o treinador quer \", disse.

Diogo Gomes salientou, que Angola chegou ao Afrobasket\'2017 sem o cinco inicial, que faça frente aos adversários. No histórico da selecção nacional, não há registo de tanta fragilidade no início das partidas, nos últimos dez anos.\"Isso, faz com que percamos sempre no primeiro sete, há muitas perdas de bolas, e claudicamos na defesa. O grupo habituou os angolanos a vitórias. As derrotas deixam os corações mais amargurados\", referiu.