Jornal dos Desportos

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Dirigente Gustavo da Conceio quer oficializao do estilo 3x3

28 de Agosto, 2014

O presidente do COA espera que a FAB desenvolva o 3 por 3 no pas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente do Comité Olímpico Angolano, (COA) Gustavo da Conceição  defendeu ontem em Nanjing na China, a necessidade de a Federação Angolana de Basquetebol trabalhar para a institucionalização urgente da especialidade de 3 por 3 no país, para evitar que equipas nacionais sejam afastadas das competições internacionais como aconteceu nos Jogos Olímpicos da Juventude que encerram quinta-feira.

Em entrevista à Angop, à margem de um jantar que o COA ofereceu à delegação angolana nos Jogos da Juventude numa das unidades hoteleiras desta cidade, Gustavo da Conceição foi peremptório em instar à FAB para institucionalizar e conduzir todo o processo de crescimento e desenvolvimento desta nova forma de fazer  basquetebol.

“O que temos feito até aqui é tirar partido da potencialidade do nosso basquetebol, utilizamos os jogadores que actuam no 5 por 5 para o 3 por 3, pois as regras são similares, à excepção  dos problemas da posse de bola, da pontuação e dos pontos”, lembrou. Para o presidente do COA é importante que a FAB institucionalize o novo modelo, porque Angola é líder em África há mais de 20 anos.

“Devemos estruturar uma competição regular com grupos e equipas que possam participar destas provas e depois termos o reconhecimento internacional de que em Angola se desenvolve a perspectiva desta nova disciplina”, opinou o dirigente.

Lembrou que Angola teve um problema na participação desta especialidade nos jogos de Nanjing, mesmo depois de se ter qualificado nos jogos africanos de Gaberone (Botswana) e face a esta realidade, é oportuno que a Federação tenha um olhar particular para esta nova forma de fazer basquetebol, para que Angola não perca o papel de líder no Continente, tão pouco corra  riscos de ficar de fora em provas internacionais nesta especialidade.

Quanto a desqualificação da equipa angolana nesta especialidade, Gustavo da Conceição esclareceu que o COI informou-os sobre as regras da FIBA depois da qualificação, apesar de que o COA contactou esta entidade e lhe tinha  sido reafirmado que o vencedor da prova africana devia ter automaticamente a qualificação para os jogos de Nanjing, só que a FIBA acrescentou um detalhe, ou seja, não era apenas  preciso vencer os jogos, mas também ter competição interna e por causa desta insuficiência, Angola foi eliminada.

O entrevistado realçou que o sistema desportivo nacional, particularmente a FAB tem de encarar esta responsabilidade de desenvolver o 3 por 3, para que o país mantenha a liderança e a representatividade do Continente, pois esta ausência em Nanjng, cria um problema na liderança da modalidade em África.

Como dirigente disse por um lado, que se sente  injustiçado, mas compreende o posicionamento da FIBA, embora pense que deviam todos estar esclarecidos antes da qualificação, para evitar tais situações, encargos e energias com a equipa que disputou a qualificação no Botswana.

“O COA está preocupado e não quer que isso volte a acontecer,  vai trabalhar com a Federação Angolana de Basquetebol por meio das Associações provinciais, escolas, a Abrua (Associação de basquetebol de rua) para nos organizarmos nesta nova maneira de fazer basquetebol para que dentro de dois anos sejamos reconhecidos e estarmos presentes já em Buenos Aires em 2018”, manifestou o dirigente que se encontra nesta cidade a sul de Pequim há quatro dias.

O basquetebol de rua e o 3x3 são especialidades completamente diferentes. O de rua é aquele que serve para generalizar modalidade, pois pode ser jogado com diversos pares (5x5, 2x2 ou 3x3) em diferentes circunstâncias, enquanto o 3x3 é uma nova disciplina criada pela FIBA no sentido de possibilitar o maior dinamismo da modalidade, pois permite que se possa jogar em espaços mais reduzidos e em qualquer lugar e a sua oficialização depende das federações nacionais.