Jornal dos Desportos

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FAB define hoje agentes de atletas

JUSCELINO DA SILVA - 11 de Agosto, 2018

O 1 de Agosto lidera a lista de trofus da Taa de Angola com 12 ttulos contra sete do Interclube.

Fotografia: PAULO MULAZA| Edies Novembro

Os clubes nacionais e os agentes de atletas são apontados como os principais desestabilizadores do processo de crescimento desportivo dos talentos-promessas que emanam no mosaico do basquetebol angolano. Para se evitar os imbróglios entre os clubes e os agentes, a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) procede hoje a um curso para os agentes desportivos no anfiteatro da instituição. O certame tem a duração de duas horas e conta com a prelecção de António Celestino Sofrimento, director do Unitel Basket e membro FIBA.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, Tony Sofrimento assegurou que, dos requisitos exigidos, os candidatos a agente de atletas devem ter formação superior em qualquer área do saber, boa conduta e boa postura.
Para participar do curso de agentes desportivos, os interessados pagaram uma caução não reembolsável avaliado em 100 dólares norte-americanos. No final da formação, cada formando recebe um certificado e uma licença que o habilita a exercer as funções de agente de atletas em Angola.
Tony Sofrimento assegurou que a FAB se prontifica a fazer a ponte entre os agentes nacionais e a FIBA, entidade que rege o basquetebol no mundo, de forma a obterem as carteiras internacionais.
O agente de atletas tem obrigações no exercício de suas funções: devem pagar o Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT) e”não reterem o dinheiro adquirido dos clubes e dos atletas”. Por outro lado, devem pagar uma taxa anual à FIBA avaliada em 10 mil dólares norte-americanos.
“Quem for apanhado com uma conduta indecorosa, vai pagar uma multa avaliada em 50 mil dólares norte-americanos, uma das penalizações impostas pela FIBA a todo o agente desportivo”, explicou Tony Sofrimento.
O membro da FIBA esclareceu que, doravante, os clubes nacionais estão proibidos a negociar com os agentes não credenciados junto da FAB e da FIBA.
“Se um determinado clube nacional tiver algum litígio com o agente do jogador, a FAB não terá meios para intervir, pois a nossa instituição não cede licença para os agentes exercerem esta função, sem que tenham uma formação reconhecida por nós e pela FIBA”, disse.
Tony Sofrimento esclareceu que “em Angola não existe agentes credenciados pela FAB ou pela FIBA”. No entanto, aconselhou os clubes a evitarem a negociação com os falsos agentes.
“A FAB vai punir, nos próximos dias, os agentes falsos e os clubes que negociam com os mesmos”, avisou.
O director do Unitel Basket revelou que, até quarta-feira, apenas dois elementos, "do grande universo dos que se intitulam agentes desportivos”, estavam  inscritos para participar do curso.

FEMININO * TAÇA DE ANGOLA
Interclube e 1º de Agosto decidem o título


Vencedor da fase regular do campeonato nacional de basquetebol sénior feminino, o Interclube, defronta hoje, às 18h00, no Arena do Kilamba, o 1º de Agosto, o segundo classificado, na final da 20ª edição da Taça de Angola.
Apolinário Paquete, líder da equipa da Polícia Nacional, aproveita o bom momento de forma desportiva da sua equipa para vergar as militares, que só somaram derrotas diante das polícias no campeonato nacional. Ao todo foram quatro.
O Interclube procura conquistar a terceira Taça de Angola consecutiva. Para isso, Apolinário Paquete apresenta um conjunto mais compacto, em que se destacam as experiências de  Italle Lucas, Nadir Manuel, Felizarda Jorge, Pauline Akonga e Robin Park.
No outro lado, o treinador do 1º de Agosto, Jaime Covilhã, está ciente das dificuldades a encontrar diante da forte equipa do Interclube. O número um da equipa técnica militar vai procurar contrariar a todo custo o favoritismo das polícias. “O Interclube já ganhou tudo que tinha de ganhar. Agora, chegou a nossa vez. Vamos fazer o melhor para ganhar a Taça de Angola” disse.
Jaime Covilhã lamentou o silêncio da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) sobre o processo de inscrição da atleta Clarisse Npaca.
“Não percebemos o silêncio da FAB quanto à inscrição da nossa jogadora. Cumpriu-se com todos os pressupostos legais, inclusive, recebeu a carta de desvinculação da antiga equipa. Há pessoas a darem cabo do património basquetebol” disse.
Rosa Gala, Fineza Eusébio, Luísa Tomás, Lyandra Wealver são as “pedras” fundamentais para levar o conjunto do “Rio Seco” ao 13º título da segunda maior competição nacional.
Para chegar a final, o Interclube eliminou o seu confrade de Benguela por 65-56 e 69-43, ao passo que o 1º de Agosto superou o Desportivo Maculusso por 59-30 e 72-42.
O 1º de Agosto lidera a lista de troféus da Taça de Angola com 12 títulos contra sete do Interclube.                                          
JDAS