Jornal dos Desportos

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Federação acerta pormenores

Melo Clemente - 22 de Outubro, 2015

Curso dirigido a técnicos de basquetebol de nível II e III começa amanhã no anfiteatro da Universidade Metodista de Angola na Funda

Fotografia: Eduardo Pedro

A direcção de Federação Angolana de Basquetebol acerta nesta altura os últimos pormenores, tendo em vista a abertura amanhã, no anfiteatro da Universidade Metodista de Angola, na Funda, do curso para treinadores de basquetebol de nível II e III, uma organização da Escola Nacional de Formação de Quadros do órgão reitor da modalidade no país, em parceria com a congénere de Portugal.

A FAB tem já nesta altura a lista definitiva dos 35 treinadores que vão frequentar a referida acção formativa com a duração de um ano, subdivida em três etapas. Hoje, quinta-feira, chega a capital angolana, Luanda, o director da Escola Nacional de Basquetebol de Portugal, Luís Jorge Fernandes, um dos três prelectores estrangeiros que vão ministrar o curso que vai contar também com formandos angolanos, designadamente, Victorino Cunha, antigo seleccionador dos hendecacampeões africanos da "bola ao cesto", e Artur Casimiro Barros.

Victorino Cunha e Artur Casimiro Barros, ambos instrutores da Fiba, foram seleccionados pela organização do curso a fim de fazerem parte do painel de prelectores. Entretanto, os outros dois prelectores de nacionalidade portuguesa devem escalar a capital do país, Luanda, nos próximos dias, segundo apurou o Jornal dos Desportos de fonte federativa.

Ainda de acordo com a nossa fonte, no final do dia de hoje, acontece uma reunião, numa das salas de reuniões da Federação Angolana de Basquetebol, sita no Complexo da Cidadela Desportiva, com alguns formadores do curso de treinadores de basquetebol de nível II e III. "O professor Luís Jorge Fernandes chega impreterivelmente amanhã (hoje) a Luanda, ao passo que os demais deverão escalar o país nos próximos dias.  Temos tudo preparado para que no dia 23, sexta-feira, a federação dê início a acção formativa", asseverou a nossa fonte.

A adesão do treinadores também deixou satisfeito a direcção da FAB, encabeçada por Paulo Alexandre Madeira. A FAB recebeu mais de quatro dezenas de candidaturas, de onde foram seleccionados 35 que a partir de amanhã começam a frequentar o curso de treinadores de basquetebol de nível II e III. Os candidatos ao nível III serão submetidos a uma acção de refrescamento, para posteriormente frequentarem o curso. Concluirão a referida acção formativa os treinadores que terminarem com êxito as respectivas etapas.   

NBA
Hawks quer repetir
na actual época


O Atlanta Hawks foi uma das grandes surpresas da temporada passada. Conseguiu 60 vitórias pela primeira vez na sua história, liderou a conferência Leste e encantou com um basquetebol rápido, solidário e de marcação forte. Para o campeonato que começa a menos de sete dias, a expectativa de todos na Geórgia é se manter no topo, mas há um problema: como continuar eficiente sem DeMarre Carroll, contratado pelo Toronto Raptors.

As médias de 12,3 pontos e 5,6 ressaltos de Carroll  não explicam a importância dele para o desenvolvimento do Hawks nos últimos anos. Atlético, rápido e com boa leitura de jogo, ele era o responsável por “camuflar'' as deficiências defensivas de Kyle Korver no perímetro e ser o “ajudante'' de Paul Millsap e Al Horford nas dobras no garrafão.

Não era raro vê-lo sendo aplaudido pelo técnico Mike Budenholzer, que quase sempre elogiava o seu espírito altruísta. A derrocada do Atlanta na pós-temporada, aliás, pode ser creditada a queda de performance de DeMarre, que chegou aos play-offs fisicamente em frangalhos (teve inclusive aquele problema no joelho. Não que ele seja um craque, mas o camisa 5 era o típico caso de peça que funcionava para “colar'' todas as partes numa equipa de basquetebol.

A importância deste tipo de atleta raramente é vista em números ou no dia a dia corrido dos jogos, mas principalmente na sua ausência. E é com isso que o Atlanta terá que conviver daqui para frente. Sem Carroll, Kent Bazemore assume o posto de titular.

Mas a comparação é injusta demais com ele. Bazemore nem de longe possui o potencial físico do antigo dono da posição três e seu estilo de jogo está muito mais para o de um chutador do que para um aglutinador, alguém que fará com que as peças a seu redor fiquem mais, digamos, confortáveis entre si.

Os Hawks, é verdade, até que se reforçaram bem. Trouxeram o brasileiro Tiago Splitter  para o garrafão e em alguns momentos podem tentar jogar com uma formação que incluir Paul Millsap, Tiago e Al Horford, com Millsap saindo um pouco mais do jogo interno para arremessar (algo que ele fez bem no final da temporada passada).

Além dele, chegou Tim Hardaway Jr. (ex-Knicks), que pode auxiliar muito na defesa, e a equipa terá, enfim, o regresso do bom marcador Thabo Sefolosha, contratado na temporada passada, mas fora de combate desde o começo de 2015 quando se envolveu numa confusão com a polícia de Nova Iorque.

A grande questão sobre o Atlanta, é ver como a equipa que foi tão bem jogando um basquete tão sólido reagirá sem uma de suas peças. Pode ser que o ritmo se mantenha com os quatro titulares que permaneceram e com a filosofia de Budenholzer (ex-Spurs, não custa lembrar). Não é irreal pensar, no entanto, que o ritmo apresentado em 2014/2015 não consiga ser alcançado justamente porque uma dos principais atores não está mais por lá.