Jornal dos Desportos

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Modalidades

França quer dar o troco à Espanha

Policarpo da Rosa , Madrid - 10 de Setembro, 2014

A Espanha é favorita no confronto de mais logo diante da França a quem já venceu na primeira fase pela diferença de 24 pontos

Fotografia: AFP

O jogo desta noite (21h00 em Angola) no Pavilhão dos Desportos de Madrid, entre as selecções da Espanha e da França, está a mexer com os amantes da modalidade e não só. A rivalidade entre as duas selecções está no centro de toda esta polémica. Uma rivalidade que não se resume ao basquetebol mas também às diferentes modalidades.

As duas selecções integraram o mesmo grupo (A) na primeira fase. No jogo entre si a vitória pertenceu a Espanha. Foi na quarta jornada, penúltima da fase inicial da competição. Os espanhóis venceram por 88-64, uma diferença de 24 pontos, que confirmou a supremacia da selecção anfitriã. Já que foi um ajuste de contas, depois da vitoria francesa na final do Europeu de 2013. No balneário francês não se fala noutra coisa senão no ajuste de contas com o seu opositor.

Florent Pietrus, um dos jogadores do "cinco" francês, na antevisão do jogo, foi peremptório, quando disse que vai ser  uma partida difícil, de resultado imprevisível, pese o facto de a Espanha jogar diante do seu público.

"A Espanha é uma das melhores selecções da Europa e está a jogar ao seu melhor nível. Contudo, isto não implica dizer que não possamos ombrear de igual para igual e pensarmos na vitória".

O jogador, que já representou o Valência e outras equipas espanholas, considera que a Espanha é mais favorita à conquista do Campeonato do Mundo. "Por aquilo que está a jogar e porque tem o apoio do seu público possui cerca de 90% de favoritismo para conquistar a prova. Eles perderam o Europeu de 2007 em casa, mas agora estão mais motivados e com todos os seus melhores jogadores em alta. Mas, antes têm de passar por nós e pelos adversário das meias-finais para assim estarem na final e sonharem com o título".

Nos últimos seis anos, as duas selecções já se encontraram em 13 ocasiões. "Ultimamente sempre nos cruzamos. São jogos bons de ser acompanhados e duro dentro da quadra. Não há contas pendentes, porém eliminar a Espanha seria muito especial", disse.

O principal abono de família da selecção espanhola é Pau Gasol. A sua presença entre os eleitos não está ainda definida, devido a uma lesão. Para Florent Pietrus, a sua possível ausência "é mais uma brincadeira de mau gosto dos espanhóis".

"O Pau está lesionado? Não creio. Eu também não estou a 100 por cento. Nesta fase do campeonato todos temos problemas, devido a sobrecarga de jogos", disse Pietrus.
Entrando na história dos jogos entre as duas selecções, a França jamais venceu a Espanha com Pau Gasol em campo. As três únicas vitórias francesas aconteceram sem Gasol em campo. No Europeu de 2005, no Mundial de 2010 e no Europeu do ano passado, na Eslovénia.

"Isto são apenas estatísticas; são números. Há sempre uma primeira vez e oxalá que seja amanhã (hoje)", disse a finalizar o jogador francês.

O MEU MUNDIAL
Tudo mais difícil


À medida que o campeonato se encaminha para o seu final (faltam apenas cinco jogos), tudo está a ficar mais complicado e difícil para os nossos bolsos. A recusa da FIBA em renovar os credenciamentos dos jornalistas das equipas que já regressaram a  casa está a complicar a nossa vida. Os nossos bolsos estão a ficar cada vez mais vazios, porque são eles que estão a "patrocinar" os bilhetes de ingresso para os jogos que pretendemos acompanhar.

E as contas estão a ficar mais pesadas porque os bilhetes sobem de preço à medida que uma fase começa. No jogo França-Croácia, por exemplo, para os oitavos-de-final, disputado aqui em Madrid, o bilhete mais barato custou-nos 30 euros cada. Depois acompanhámos o Brasil-Argentina. Mais 30 euros de "patrocínios" dos nossos bolsos, para cada um de nós.

Hoje, aqui em Madrid, estão previstos dois jogos dos quartos-de-final, os últimos desta fase. Jogam a abrir Sérvia-Brasil, às 18h00 (17h00 em Angola) e depois teremos o não menos apetecível Espanha-França (21h00 em Angola). Acontece que já não há bilhetes baratos. Estão esgotados há bastante tempo. O mais barato que encontrámos custa 75 euros.

Já comprámos, não tínhamos outra alternativa. Estamos aqui para cobrir todo o Mundial e não apenas os jogos de Angola, que, infelizmente, já se encontra no país. Temos um compromisso com os nossos leitores e não é o dinheiro que nos vai fazer desistir de cumprir  o objectivo que nos trouxe até aqui. A nossa sorte é que temos um "patrocinador": os nossos bolsos. Mas até quando teremos este "patrocínio"?

Esta é a grande questão, porque já não há bilhetes para as meias-finais e, muito menos, para a grande final. Melhor dizendo, bilhetes que os nossos bolsos possam suportar. Para as meias finais, o mais barato está orçado em cerca de 200 euros, o mesmo preço para a final. Na "candonga" custam 450 euros. Sinceramente, não creio que possamos acompanhar os jogos das "meias" muito menos da final. Só se haver um milagre.

Já que estou a falar em preço de bilhetes, para a final estão a ser vendidos por categoria. B, C, D e E. Os primeiros custam 715 euros; os segundos 625 e os terceiros 535. Os da categoria E são os mais baratos (?). Custam "apenas" 445 euros. Não há dinheiro para estas mordomias. Aliás, o nosso "patrocinador" já nos avisou.

"Liguem para as Edições Novembro, porque os meus bolsos estão a ficar vazios", disse-nos.
A minha, nossa e vossa, selecção já abandonou Espanha. Os resultados alcançados não foram os mais esperados. Como se esperava, os comentários negativos surgem de todos os lados. O que se escreve nas redes sociais é um tormento para os visados. Não apenas para o treinador e alguns jogadores mas também para toda a estrutura da FAB.