Jornal dos Desportos

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Modalidades

Furaco Quezada

Melo Clemente - 16 de Maio, 2019

Olmpio Cipriano falhou os ltimos dois lanamentos que poderiam dar o ttulo a equipa tricolor

Fotografia: Contreiras Pipas | Edies Novembro

Começo demolidor! Foi desta forma que o 1º de Agosto abordou ontem o quinto desafio, diante do arqui-rival, Atlético Petróleos de Luanda, onde a margem de erro era zero. Mais uma vez Emanuel Quezada assumiu as despesas da partida, anotando 42 pontos, permitindo que a sua agremiação vencesse por 101-100, adiando uma vez mais a consagração dos petrolíferos da capital.
Apesar do triunfo difícil, os adeptos da equipa militar estiveram à beira de um colapso, já que num ápice viram a vantagem de 15 pontos a ser superada em menos de três minutos para o termo do desafio.
O internacional angolano, Olímpio Cipriano, com possibilidades de sentenciar o desafio à favor da sua equipa e, consequentemente, à conquista do título da edição 41 do Unitel Basket, desperdiçou dois lançamentos livres, tendo “oferecido” a vitória ao Clube Central das Forças Armadas Angolanas, que mantém a chama acesa, rumo à revalidação do ceptro doméstico.
Entretanto, sem qualquer margem para erro, a formação militar a jogar na condição de equipa visitada, entrou determinada para a quadra de jogo, à semelhança do seu opositor que deixou escapar à conquista do título nacional na quarta partida, em que foi superado pelo arqui-rival, em pleno Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva, por 73-71.
Depois de duas igualdades bem no início da partida (2-2 e 4-4), os pupilos de Paulo Macedo assumiram o rumo dos acontecimentos, tendo estabelecido uma diferença pontual de 14 pontos, quando restavam pouco menos de 40 segundos para o final do primeiro período.
Nesta fase, o base dominicano naturalizado norte-americano, Emanuel Quezada, destacava-se entre os demais, com lançamentos à longa distância, para a euforia dos adeptos da equipa rubro e negra que não paravam de apoiar a sua colectividade.
Quezada e o internacional angolano, Hermenegildo Santos, eram os principais moniciadores do ataque militar, que esteve simplesmente irrepreensível.
O Clube Central das Forças Armadas Angolanas terminou o quarto inicial a vencer por 12 pontos de diferença (32-20).
A chuva de triplos continuou no segundo período, com as duas equipas em grande plano.
Se do lado militar, o habitual Emanuel Quezada proporcionava uma verdadeira festa, no Atlético Petróleos de Luanda, o regressado Benvindo  Quimbamba, que cumpriu um jogo de castigo, em virtude de ter agredido um colega de profissão, fazia das suas, com os seus lançamentos dos oito e nove metros.
Certos a defenderem e eficientes no ataque, as duas agremiações exibiam-se ao mais alto nível, para o gáudio dos amantes da modalidade que lotaram por completo o Pavilhão Victorino Cunha, recinto que já não se adequa aos novos ventos da “bola ao cesto”.
Neste período bastante disputado, registrou-se uma igualmente a 26 pontos, o que perfez 58-46, à favor do Clube Central das Forças Armadas Angolanas, conjunto mais titulado do país e do continente africano, com 18 e oito troféus, respectivamente.
Quezada que havia devolvido a esperança a sua equipa no quarto jogo, em que anotou nada mais, nada menos do que 35 pontos, contabilizava já 20 pontos, ao cabo dos primeiros 24 minutos, onde actuou por 20 minutos e 58 segundos.
Do lado petrolífero, Leonel Paulo e Benvindo Quimbamba terminaram os dois primeiros períodos, com 15 e 12 pontos, respetivamente.
E para não variar, Emanuel Quezada, voltou a estar em grande no terceiro período, fundamentalmente, nos lançamentos exteriores, a par do Helmenegildo M’bunga que está a fazer uma ponta final espectacular do Unitel Basket. A faltarem oito minutos para o termo do desafio, o base militar somava 38 pontos na sua conta pessoal.
A equipa militar que procura o seu décimo nono troféu doméstico, venceu no parcial, por 25-24, fixando o resulta a entrada do derradeiro período em 83-70, à favor do conjunto rubro e negro.
No derradeiro quarto, os pupilos de Lazare Adingono deram o seu máximo, ante um 1º de Agosto que se mostrava algo nervosa. Os petrolíferos da capital venceram no parcial por 30-18, números que foram insuficientes para assegurar a quarta vitória nos play-off e, consequentemente, o erguer do caneco.
Quezada mais uma vez foi o nome do jogo, com 42 pontos e nove ressaltos, contra 12 de Eduardo Mingas. No Atlético Petróleos de Luanda, Hermenegildo M’bunga e Benvindo Quimbamba marcaram 21 e 20 pontos, respetivamente.
Leonel Paulo foi o rei dos ressaltos, com 12 (5/7), contra nove do Benvindo Quimbamba. As duas equipas voltam a duelar amanhã, sexta-feira, no Pavilhão Principal da Cidadela Desportiva, a partir das 18h00.

FICHA TÉCNICA
Pavilhão Victorino Cunha
Comissário: Domingos Simão

Arbitragem:
António Bernardo, Osvaldo Neto e M’bunga Pedro.

1º de Agosto:
Pedro Bastos (7), Carlos Cabral (0), Edson Ndoniema (2), Armando Costa (Cap) (9), Tárcio Domingos (5), Felizardo Ambrósio “Miller” (9), Mutau Fonseca (0), Emanuel Quezada (42), Eduardo Mingas (12), Hermenegildo Santos (3), Islando Manuel (3), Andre Harris (10).
Treinador: Paulo Macedo

Petro:
Kendall Gray (3), Olímpio Cipriano (13), Childe Dundão (7), Carlos Morais (11), Joaquim Pedro “Quinzinho” (0), Erickson Silva (0), Leonel Paulo (Cap) (16), Aboubakar Gakou (3), Hermenegildo M’bunga (21), Benvindo Quimbamba (20), Gerson Gonçalves “Lukeny” (6).
Treinador: Lazare Adingono

Marcha do marcador:
32-20, 58-46, 83-70, 101-100