Jornal dos Desportos

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Homenageada Seleco Nacional

04 de Setembro, 2015

Vice-campees africanos receberam os prmios correspondentes medalha de prata em cerimnia realizada em Luanda

Fotografia: kindala Manuel

A Selecção Nacional sénior masculina, vice-campeã do campeonato africano das nações, disputado de 19 a 30 de Agosto, na cidade tunisina em Radès, foi homenageada na noite de última quarta-feira, em Luanda, em cerimónia organizada pelo antigo praticante Hélder Cruz.

Em colaboração com o Ministério da Juventude e Desportos, a homenagem contou com a presença de várias entidades do Governo angolano. O destaque dos presentes recai para os titulares das pastas da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba; do Interior, Ângelo da Veiga Tavares; e de Energia e Águas, João Baptista Borges.

Os vice-campeões receberam dos membros organizadores o prémio monetário correspondente pelo segundo lugar obtido em Radès, Tunísia. Hélder Cruz evitou revelar o valor atribuído a cada um dos atletas. Entre as premiações, ressalta-se a oferta de duas viaturas aos capitães aposentados, Ângelo Vitoriano e Eduardo Mingas, pelo contributos prestados à Selecção Nacional.

A homenagem aos vice-campeões africanos visou encorajar a Selecção Nacional por colocar o país há mais de trinta anos entre os três lugares do pódio do basquetebol continental.

A ausência do presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Paulo Madeira, na cerimónia de homenagem marcou pela negativa a imagem da instituição. Também não se fizeram presentes o seleccionador nacional Moncho Lopes e o extremo-base Roberto Fortes.

CARLOS MORAIS
APONTA DESGASTE


O desgaste físico apoderou-se dos atletas angolanos que disputaram a final do campeonato africano sénior masculino de basquetebol em Radès, Tunísia. A revelação é do extremo-base Carlos Morais, durante o jantar de homenagem pela conquista de medalha de prata.

O atleta disse ter havido momentos em que o grupo se esforçou, mas os lançamentos não entraram, o que se repercutiu na condição psicológica. A situação levou ao cometimento de "muitos erros defensivos" e bem aproveitados pelos adversários.
"Essa situação provocou um certo nervosismo e fadiga ao conjunto", revelou.

Carlos Morais reconheceu que o grupo começou mal a competição ao evidenciar um basquetebol não habitual nesse tipo de prova, ao contrário dos nigerianos, que estudaram o modelo de jogo angolano e foram felizes ao vencer o campeonato africano, pela primeira vez no seu historial.

Carlos Morais particularizou o facto de ter feito parte do cinco ideal do africano e sublinhou o compromisso com os amantes do basquetebol nacional no sentido de entrar com “toda a força” no torneio pré-olímpico e lutar pelo resgate do troféu africano em 2017.

Angola perdeu na final por 65-74 diante da Nigéria. Antes, obteve vitórias sobre Moçambique (68-67), República Centro Africana (62-61) e Egipto (83-63). Perdeu com Senegal por 73-74.

PRÉ-OLÍMPICO

Federação analisa
escolha de técnico


A escolha do treinador para orientar a Selecção Nacional no torneio pré-olímpico, visando a qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro'2016, vai merecer uma análise cuidada da Federação Angolana de Basquetebol. O presidente de direcção da FAB, Paulo Madeira, reiterou reflexão profunda sobre as causas que ditaram o afastamento (directo) de Angola ao Rio'2016, antes de se pronunciar sobre a continuidade ou não de Moncho Lopez. O contrato do técnico espanhol expirou com o encerramento do Afrobásket'2015.

O responsável federativo disse que a sua direcção continua a dar privilégio ao trabalho desenvolvido no país, por técnicos nacionais e estrangeiros, mas em determinado momento tem de optar por outras paragens.

“O basquetebol é universal e já não estamos numa ilha. Todos os técnicos do mundo com nível podem efectivamente estar à disposição de Angola, porque é uma grande equipa”, referiu.

Pela segunda vez, no espaço de quatro anos, a FAB contrata um técnico europeu, que nunca trabalhou em Angola, e fracassou nos objectivos de vencer um Afrobasket, depois do francês Michel Gomez, em 2011, no Madagáscar.

Contratado em Maio último, o espanhol Moncho Lopez foi incapaz de o fazer e remeteu a equipa à dura missão de tentar o apuramento por via do torneio pré-olímpico, a realizar-se ainda este ano em local por indicar, com selecções de outros continentes.

Angola representou o continente africano  de forma consecutiva desde 1992, em Barcelona, Espanha. Depois fê-lo em Atlanta’96, Sidney’2000, Atenas’2004, Beijjing’2008 e, o mais recente, Londres’2012.