Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hula contra renncia de Maneda

Gaudncio Hamelay, Lubango - 12 de Janeiro, 2019

Hlder Martins da Cruz

Fotografia: Paulo Mulaza

O presidente da Associação Provincial de Basquetebol da Huíla, Henriques Albano, considerou no Lubango, muito triste para a história da modalidade no país a anunciada renuncia do titular da pasta do órgão reitor da \"bola ao cesto\", Hélder Martins da Cruz “Maneda”, ao cargo de presidente de direcção.
Henriques Albano argumentou ser muito triste, porque as pessoas quando se candidatam a concorrer num determinado cargo de direcção, devem saber de concreto o que vão lá fazer. 
“Para nós, é uma tristeza o que vimos a nível do basquetebol. Digo isso, porque é a primeira vez que notamos a acontecer tal situação na história do basquetebol angolano. É muito triste, porque as pessoas quando vêm se candidatar, têm que saber o que vão lá fazer. Então devem estar devidamente organizados e ter um elenco muito forte, que apoia o presidente”, afirmou.
Sustentou que numa federação por mais que o presidente seja aquilo que é, trabalhar sozinho não funciona e tem que ter um elenco mais coeso.
“E vejo o nosso basquetebol com dificuldades. E essas dificuldades para o basquetebol que a nível federativo tem, vai reflectir noutras situações em termos de competições internacionais”, disse.
Henriques Albano apontou que a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) está com muitos problemas. A exemplo disso, o dirigente associativo lembrou que, aquando da realização da última prova realizada nesta cidade em 2018, deixou dividas.
“Só para dizer aqui de concreto que a federação tem dividas. E, as dívidas que nós conhecemos e a Huíla só pode falar das que a federação contraiu na última prova realizada nesta cidade. E se não me engano, acredito que terá outras. Não posso dizer mas acredito que sim. Então, estes pormenores todos afectam a modalidade”, contou.
De acordo com Henriques Albano “não seria bom essa saída” do presidente de direcção da federação, Hélder Martins da Cruz “Maneda”, mas acredito que se assim o faz é porque tem os seus motivos.
“Creio que ele tem as suas razões, se assim o fez. Temos agora a assembleia-geral, onde vamos reflectir e analisar, no decurso deste mês, em relação ao seu pedido de demissão”, referiu.

CONSTATAÇÃO
Disciplina conhece
decréscimo em 2018


O ano de 2018 foi apontado, pelo presidente de direcção da Associação Provincial de Basquetebol da Huíla (APBH), Henriques Albano, como sendo muito crítico no tocante ao engajamento dos clubes, pese embora ter-se cumprido com a realização das provas internas. O dirigente disse que 2018 foi um ano duro, porque os seus filiados não estavam devidamente engajados, para participar em certas actividades programadas pela associação e federação, devido a alguns constrangimentos financeiros.
Face a isso, referiu Henriques Albano, os clubes não podiam corresponder correctamente junto da associação, porque quem faz o basquetebol são os nossos filiados. Para este ano, destacou, as metas passam por melhorar as dificuldades vivenciadas em 2018.
“O ano de 2019 vai ser de reflexão em relação a muitos aspectos, principalmente os negativos que aconteceram em 2018. Vamos tudo fazer para que possamos melhorar algumas situações. O que nós podemos pedir, de antemão, para 2019, é o cumprimento rigoroso dos clubes para com a associação, porque quando os clubes não cumprem com os seus deveres, há uma complicação enorme”, frisou.
A criação de parcerias com algumas empresas colectivas e singulares, para permitir buscar patrocínios e apoios para que a modalidade tenha um ritmo muito forte, são entre outras metas traçadas pela associação de basquetebol da Huíla ao longo do ano 2019.
Henriques Albano afirmou que independentemente disso, também a associação vai criar um protocolo mais acertado com a federação, visto que há vários mecanismos federativos que também devia dar o seu apoio directo as associações e não o fazem, porque têm muitas debilidades sobretudo no que tange as inscrições.
“Mas a comunicação não chega a tempo e hora. Temos que acertar as provas, porque os nossos filiados também queixam-se que quando vão as provas nacionais têm muitas debilidades. Então, temos que fazer vários acertos, visto que já teremos a assembleia-geral no decurso deste mês”, disse.
Garantiu que, este ano, a associação vai empenhar-se na realização das competições internas, com realce para o torneio de abertura e campeonatos provinciais, para que possam decorrer nos prazos estabelecidos, em vez de serem disputados até o mês de Dezembro.
“Faremos tudo para que isso decorra de uma forma melhor em 2019. Que seja diferente do que aconteceu em 2018”, assegurou.