Jornal dos Desportos

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Interclube e 1 de Agosto jogam nos Bombeiros

Juscelino da Silva - 14 de Março, 2020

Polcias recebem militares no pavilho 28 de Fevereiro

Fotografia: Contreiras Pipa| Edies Novembro

Interclube e 1º de Agosto centralizam hoje, às 18h00, no pavilhão 28 de Fevereiro, as atenções da terceira jornada da quarta e última volta da fase regular do campeonato nacional sénior masculino de basquetebol da edição 2019/2020.
Com um plantel bem mais reforçado após a integração do poste norte-americano Herbert Milton, Raul Duarte tem preparado um esquema táctico para criar o maior número de dificuldades ao opositor.
Os polícias recebem hoje os militares com a moral alta. A turma do Rocha Pinto vive o bom momento, após a qualificação aos quartos-de-finais da Taça de Angola. A vitória diante do FC Vila Clotilde elevou a disposição dos atletas.
Tal como na segunda volta, o Interclube augura repetir a proeza obtida diante dos militares, na altura comandados por Paulo Macedo. O objectivo fica mais próximo com a presença de Herbert Milton. O reforço dos polícias terminou como cestinha da equipa no jogo com o FC Vila Clotilde com 16 pontos. O número ganha mais consistência diante do 1º de Agosto. Na posição cinco, o norte-americano recebeu orientação de Raul Duarte para inviabilizar o forte jogo interior dos militares. 
Para alcançar a vitória, o Interclube vai apostar no cinco composto pelo base Gerson Domingos, o extremo-base Egídio Ventura, extremo Roberto Fortes e extremo-poste Reggie Moore.
No lado do Rio Seco, Walter Costa tem uma baixa de vulto: o base Armando Costa está a contas com uma entorse no pé esquerdo. Com a ausência de Armando, o treinador vai apostar no cinco virado para o ataque. A grande aposta é o base norte-americano Emmanuel Quezada.
Walter Costa e adjuntos classificam o jogo de capital importância. Só a vitória interessa ao 1º de Agosto sob pena de ver o Petro de Luanda fugir no topo de classificação geral. Uma derrota iguala o número de vitórias dos polícias na competição.
Para evitar a derrota, Walter Costa deve entrar com o base Hermenegildo Santos, extremo-base Emmanuel Quezada, extremo Mohamed Malick Cissé, extremo-poste Jamar Samuel e o poste Eduardo Mingas.
Noutros jogos da jornada, CFDK defronta FC Vila Clotilde, às 15h00, no pavilhão 28 de Fevereiro. À mesma hora, a Universidade Lusíada defronta o Petro de Luanda no pavilhão da Cidadela e, às 18h00, a Marinha de Guerra joga com o ASAno pavilhão Victorino Cunha. 
Ontem, para a segunda jornada, o líder Petro de Luanda venceu o CFDK por 106-59, o 1º de Agosto despachou a Universidade Lusíada por 111-67, ao passo que a Marinha perdeu com Vila Clotilde por 84-94. Até o fecho da edição desconhecia-se o resultado do jogo entre Interclube  e ASA.

ALTERAÇÃO
Militareslevam clássico à Cidadela


A direcção do 1º de Agosto liderada por Carlos Hendrick decidiu ontem, em reunião de trabalho, levar doravante todos os jogos com o Petro de Luanda ao pavilhão principal da Cidadela Desportiva de forma a dar mais dignidade aos amantes da bola ao cesto e aos profissionais da comunicação social, que se deslocavam ao pavilhão Victorino Cunha em trabalho. A informação foi prestada por Joaquim Gomes "Kikas", director para o basquetebol do clube militar.
Apesar de enfrentar o Interclube nas meias-finais da Taça de Angola, o 1º de Agosto agendou todas as partidas com o Petro de Luanda quer do campeonato nacional quer da final da Taça de Angola na "catedral" dos desportos de sala.
A equipa do Rio Seco realiza os jogos em casa, no pavilhão Victorino Cunha, quando recepcionar as equipas do Interclube, Atlético Sport Aviação, Marinha de Guerra, Universidade Lusíada, Clube de Formação Desportiva Kwanza e FC Vila Clotilde.
Joaquim Gomes "Kikas" sustentou que os aficionados da bola ao cesto já não vão ser submetidos a testemunhar os jogos em condições caóticas como muito calor e de pé.
"Esta é a maneira correcta que a direcção encontrou para alterar o quadro registado sempre que as duas equipas se defrontaram. Por outro lado, a componente financeira também pesou na decisão", disse.
Recorda-se que a direcção de Tomás Faria, no Petro de Luanda, arrecadou no play off da edição anterior mais de oito milhões de kwanzas por cada jogo. A experiência serviu de exemplo para a equipa de Carlos Hendrick que pretende encher os cofres da turma militar. O número de espectadores na Cidadela Desportiva é sete vezes superior o do pavilhão Victorino Cunha.